Futebol Lúcio Flávio diz que foi injustiçado no Botafogo e rebate: 'Tempo mostrou que não era eu o culpado'

Lúcio Flávio diz que foi injustiçado no Botafogo e rebate: 'Tempo mostrou que não era eu o culpado'

Ex-técnico do Glorioso reclamou da postura e do tratamento que recebeu do clube depois de resultados ruins 

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Lúcio Flávio se diz injustiçado pelo Botafogo

Lúcio Flávio se diz injustiçado pelo Botafogo

Reprodução/Twitter @CharlaPodcast

Lúcio Flávio, ex-técnico do Botafogo, aproveitou a participação do Charla Podcast para falar sobre sua saída do Glorioso. Na visão dele, sua demissão foi injusta, e a maneira como ela foi feita também. 

"Querer me culpar de tudo que deu errado é injusto. Enquanto estava no comando, com todo respeito, com exceção do jogo contra o Bragantino, que também é uma equipe de posse, em nenhum jogo o adversário foi melhor que o Botafogo. E depois a mesma coisa continuou. Sinto que eles me desprestigiaram", afirmou. 

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O ex-técnico passou oito jogos no comando do Botafogo (duas vitórias, dois empates e quatro derrotas) e, após o empate por 2 a 2 com o Bragantino, foi informado de que não continuaria no comando do clube, mas seguiria como auxiliar permanente — sua antiga função. O prometido, porém, não aconteceu.

"Eu era auxiliar do clube e fui colocado para ser treinador naquele momento. O único demitido fui eu, no processo todo do clube. Me senti injustiçado. De tudo que aconteceu, em nenhum momento disseram que eu era o técnico e poderia trazer minha comissão. Como comecei com vitórias, foi seguindo", disse.

Flávio afirma que o clube carioca tinha "todo direito" de mandá-lo embora, mas não da forma que foi feito.

"O tempo mostrou que não era eu o culpado. O time não ganhou nenhum jogo", reforçou.

Para ele, o que levou o Botafogo ao declínio foi a falta de maturidade em campo e a dificuldade no controle do emocional. Como exemplo, ele cita o jogo recente, em que Gabriel Pires chutou uma lixeira do Nilton Santos após o empate contra o Santos.

"Os jogadores podiam não me respeitar por eu ser treinador do sub-23. Mas não adianta nada chutar o lixo e gritar depois do jogo. Tinha que mostrar isso dentro de campo, não fora", concluiu.

Lúcio era treinador do sub-23 desde que Textor assumiu o Botafogo, no ano passado. Mas, com a chegada de Bruno Lage, voltou para a comissão, como auxiliar.

Após passar 31 rodadas na liderança, o clube de General Severiano chega à última rodada do campeonato na quinta colocação, com 64 pontos, sem chances de títulos.

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