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BRASILEIRO 2022
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Jenni Hermoso, beijada por dirigente, acusa federação espanhola de ameaças

Jogadora não foi convocada para jogo da seleção de seu país, e comissão técnica diz que está tentando protegê-la

Futebol|Do R7


A jogadora espanhola Jenni em partida de seu time, o Pachuca, do México, contra o Pumas
A jogadora espanhola Jenni em partida de seu time, o Pachuca, do México, contra o Pumas

A jogadora Jenni Hermoso acusou a federação espanhola de "intimidar e ameaçar" as campeãs mundiais ao convocá-las contra a sua vontade para disputar dois jogos da Liga das Nações.

A espanhola, que durante a comemoração do título mundial recebeu um beijo forçado do então presidente da RFEF, Luis Rubiales, não foi convocada, mas manifestou seu apoio às demais companheiras.

"As jogadoras têm muita clareza de que se trata de mais uma estratégia de divisão e manipulação para nos intimidar e ameaçar com repercussões jurídicas e sanções econômicas", disse Jenni Hermoso, atualmente no mexicano Pachuca, em um comunicado no X (antigo Twitter).

O escândalo do beijo forçado causou um terremoto na federação, que levou à demissão de Rubiales e do técnico Jorge Vilda, substituído por sua assistente, Montse Tomé.

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Na sexta-feira (15), 39 jogadoras, incluindo 21 das 23 que foram à Copa do Mundo da Austrália e da Nova Zelândia, afirmaram em um comunicado que não estavam oferecidas as condições para seu retorno a 'La Roja' e pediram mais mudanças em diversos departamentos da federação.

Nesta segunda-feira (18), porém, o novo treinador convocou quinze das campeãs e outras signatárias do documento para jogarem contra a Suécia e a Suíça na Liga das Nações, torneio que classifica para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

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A maioria delas reagiu rapidamente, reiterando "sua vontade de não serem convocadas".

As jogadoras deverão comparecer nesta terça-feira (19) em Madri e, se não o fizerem, correm o risco de receber pesadas multas e de dois a quinze anos de suspensão da licença da federação.

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"Quero mostrar todo o meu apoio às minhas colegas que hoje foram surpreendidas e forçadas a reagir a mais uma situação infeliz causada pelas pessoas que hoje continuam a tomar decisões dentro da RFEF", disse Jenni no seu comunicado.

A jogadora, que é a maior artilheira da história da seleção espanhola, não foi incluída na lista de convocadas porque, segundo Tomé, é "a melhor forma de protegê-la".

"Me proteger de quê? Ou de quem?", pergunta Jenni no comunicado, em que destaca que as mesmas pessoas que pedem confiança na RFEF "lançam hoje uma lista com jogadoras que pediram para NÃO serem convocadas".

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