Gilmar Rinaldi elogia seleção brasileira e evita polêmica com Hulk
Coordenador diz que grupo entendeu ideias em momento no qual "trabalho nem começou"
Futebol|Eugenio Goussinsky, do R7

Às vésperas de mais uma convocação da seleção brasileira, o coordenador-técnico Gilmar Rinaldi, fez questão de manter o discurso otimista ao realizar para o R7 um balanço da primeira experiência da comissão técnica no comando da equipe nacional.
A próxima etapa já tem início nesta quarta-feira (17), quando o técnico Dunga fará a convocação da seleção brasileira que irá enfrentar a Argentina, pelo Superclássico das Américas, no próximo dia 11 de outubro, em Pequim, e o Japão, no dia 14 de outubro, em amistoso, em Cingapura.
Para Gilmar, a primeira etapa cumpriu todos os seus objetivos. O coordenador acredita que a recuperação da imagem da seleção brasileira, arranhada com o fracasso na última Copa do Mundo, chegou a uma etapa muito além da esperada, para este início de projeto.
—A experiência foi ótima, muito proveitosa mesmo. A primeira impressão da comissão técnica foi muito boa. O grupo se mostrou maduro para este momento e gostamos muito das respostas dos jogadores em relação às nossas ideias. Agora é seguir em frente. O trabalho nem começou.
Gilmar se referiu também à reação do grupo em relação ao corte do lateral Maicon, que gerou uma crise na seleção após o jogo contra a Colômbia, o primeiro destes amistosos, vencido pelo Brasil por 1 x 0. Na segunda partida, a seleção brasileira venceu o Equador pelo mesmo placar.
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O coordenador admitiu que a saída de Maicon, que deixou o grupo após ter se atrasado na reapresentação dos atletas em Miami, foi uma situação difícil para todos.
—Não considero que tenha sido um aprendizado. Foi algo que aconteceu e que nos obrigou a tomar uma atitude. Doeu muito ter de cortar o Maicon. Gosto muito dele, mas foi necessário.
Volta repentina de Hulk
O coordenador também preferiu evitar polêmica em relação à volta repentina do atacante Hulk aos gramados, pelo seu clube, o Zenit. Inicialmente convocado, Hulk não se apresentou à seleção alegando ter uma contusão muscular que iria demandar de quatro a seis semanas de recuperação. Robinho foi chamado em seu lugar.
Segundo comunicado da assessoria do jogador, em 1 de setembro, os médicos do Zenit constataram, por meio de uma ressonância magnética, uma lesão de grau 2 do bíceps do fêmur, acompanhado de edema muscular. —A previsão dos médicos do Zenit que o tratamento será de 4 a 6 semanas. Portanto (Hulk) só deverá voltar a treinar na segunda semana de outubro.
No último fim de semana, porém, o atacante estava em campo pela equipe russa, em clássico contra o Dínamo de Moscou, vencido pelo Zenit por 3 x 2, em São Petesburgo. Hulk nem sequer começou no banco. Entrou desde o início e deu arrancadas, cruzando em velocidade para Arshavin marcar o segundo gol.
O atacante atribuiu sua recuperação impressionante ao trabalho do fisioterapeuta brasileiro Eduardo Santos, que foi contratado pelo Zenit, junto ao Vitesse, da Holanda, a pedido do técnico André Villas-Boas.
— (Voltei) Graças ao Eduardo Santos que é fantástico. Ele ficou comigo fazendo fisioterapia todos os dias. Treinei forte na quinta e não senti e felizmente consegui voltar antes e ajudar minha equipe.
Gilmar, porém, preferiu não rasgar elogios ao fisioterapeuta e analisar melhor a situação para, se necessário, dar alguma declaração a respeito de Hulk.
— Não estou sabendo sobre isso, preciso me inteirar dos fatos.














