França em busca da virada por uma vaga na Copa
Futebol|Do R7
A seleção francesa terá um enorme desafio pela frente nesta terça-feira, precisando reverter uma situação muito delicada depois da derrota por 2 a 0 que sofreu na Ucrânia na partida de ida da repescagem da Copa do Mundo do Brasil-2014.
Desacreditados desde o fracasso no Mundial de 2010, na África do Sul, os 'Bleus' correm o risco de afundar em uma das maiores crises da sua história, a dois anos da Eurocopa de 2016, que será justamente sediada na França.
Os franceses ficaram numa situação semelhante há vinte anos, quando ficaram fora da Copa de 1994, nos Estados Unidos, após sofrer duas derrotas seguidas em casa, para Israel (3-2) e Bulgária (2-1) nas eliminatórias, enquanto precisavam apenas de um ponto para se classificar.
A equipe acabou conseguindo se reerguer, chegando às semifinais da Eurocopa em 1996, antes de conquistar o título mundial em casa, em 1998.
Na ocasião, quem ergueu a taça, depois da vitória por 3 a 0 sobre Brasil, foi Didier Deschamps, atual técnico da seleção.
O capitão da geração dourada, que dois anos depois de chegar ao topo do mundo se sagrou campeã europeia em 2000 na Holanda e na Bélgica, terá a difícil tarefa de motivar uma equipe que praticamente não ameaçou o gol ucraniano na última sexta-feira em Kiev.
Se repetir o desempenho fraco do jogo de ida, vencer por dois gols de diferença no Stade de France será praticamente missão impossível, diante de um adversário que não perde há 12 partidas.
Por mais que a França conte com jogadores consagrados como Karim Benzema ou Franck Ribéry, a Ucrânia, que não tem mais estrela desde que Schevtchenko pendurou as chuteiras, está à frente do rival no ranking da Fifa (20º contra 21º).
Mesmo com a vantagem de decidir o confronto em casa, os franceses precisarão mostrar muita raça em campo para ganhar o apoio da torcida.
O público do Stade de France tem a fama de ser bastante frio e de apoiar a equipe apenas nos bons momentos. O ambiente promete ser pesado antes da bola rolar.
Deschamps deve fazer algumas mudanças em relação à escalação de sexta-feira para dar uma nova dinâmica à equipe. Uma alteração está certa: a entrada do jovem zagueiro Raphael Varane, de apenas 20 anos, no lugar de Laurent Koscielny, que está suspenso por ter recebido um cartão vermelho em Kiev.
O jogador do Real Madrid deverá formar a dupla de zaga com outra promessa, Mamadou Sakho, de 23 anos, cotado para substituir o veterano Eric Abidal, que foi envolvido pelos atacante ucranianos na partida de ida.
O técnico da França também deixou entender que mudará de esquema tático, abrindo mão do 4-2-3-1 para jogar em 4-3-3, com um meio de campo formado por Paul Pogba, Blaise Matuidi e Yohann Cabaye.
No setor ofensivo, o 'baixinho' Mathieu Valbuena, de 1,67 m, deve entrar no lugar de Nasri, ao lado de Benzema e Ribéry.
O meia do Bayern, considerado um dos favoritos ao prêmio Bola de Ouro, teve atuação apagada na Ucrânia, muito longe do nível que vinha mostrando com o clube bávaro.
A responsabilidade de evitar uma nova grave crise no futebol francês está sobre suas costas, e uma virada histórica pode abrir o caminho para a conquista do cobiçado troféu individual.
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