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BRASILEIRO 2022

‘Existem problemas profundos na governança da Fifa’, afirma vice-presidente da Uefa

Laura McAllister diz que episódios recentes envolvendo Gianni Infantino enfraquecem autoridade do líder da entidade

Futebol|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Laura Mcallister, vice-presidente da Uefa, critica o plano de Gianni Infantino de vender ações dos torneios da Fifa a investidores privados.
  • A Uefa ameaça retirar clubes e seleções das competições da Fifa em protesto contra a proposta.
  • Episódios recentes, como a interferência política e o desconhecimento sobre o prêmio da paz da Fifa, destacam falhas na governança da entidade.
  • A Uefa defende mudanças na gestão da Fifa, incluindo maior presença feminina em cargos de liderança.

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Laura McAllister, vice-presidente da Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), manifestou-se contra o recente plano do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de vender ações dos torneios organizados pela entidade a investidores privados.

Menos de um mês após o encerramento da Copa do Mundo masculina, o projeto provocou tensões no cenário esportivo internacional, e a Uefa ameaçou retirar clubes e seleções europeias das competições organizadas pela Fifa como forma de protesto. Em meio à crise, uma reunião emergencial reuniu a alta cúpula da entidade no Marrocos, na última quarta-feira (5).


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Laura McAllister destacou que esse caso é apenas o mais recente de uma série de episódios que vêm enfraquecendo a autoridade de Infantino enquanto líder da entidade. “A interferência política na anulação de um cartão vermelho para o Balogun, acho que isso atingiu o cerne da arbitragem injusta em nosso esporte, e o prêmio da paz da Fifa, sobre o qual ninguém no Conselho da Fifa sabia nada. Tudo isso me indica que existem problemas profundos na governança da Fifa”, afirmou.

Segundo a dirigente, a discussão está chegando a um ponto crítico, e o impasse pode afetar a participação das seleções europeias na Copa do Mundo Feminina do próximo ano, que será disputada no Brasil. Sem as equipes do continente, o torneio perderia parte significativa de sua relevância esportiva.


A Uefa defende mudanças na gestão da Fifa e vê espaço para uma maior presença feminina nos cargos de liderança da entidade. “Gostaria de pensar que não estamos longe de ter uma presidente mulher, mas temo que sejamos, porque acredito que o esporte precisa avançar para acompanhar o resto da sociedade. Espero que estejamos fazendo a nossa parte na Uefa. Temos alterado alguns regulamentos sobre a eleição de mulheres para o comitê executivo e espero que levemos isso a um novo patamar no futuro”, concluiu.

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