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Ex-fisioterapeuta da Colômbia relata abuso sexual na seleção sub-17

Carolina Rozo ainda reportou caso a chefe de departamento, mas nada foi feito. Treinador e preparador físico foram denunciados por assédio

Futebol|Wemerson Ribeiro, do R7*

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Abusos denunciados começaram em janeiro de 2018
Abusos denunciados começaram em janeiro de 2018

A ex-fisioterapeuta da Federação Colombiana de Futebol, Carolina Rozo, revelou ter sofrido abuso sexual durante o período em que trabalhou para a seleção feminina sub-17, no ano passado. Em entrevista ao canal Red+ Notícias, ela também denuncia outros casos, dessa vez envolvendo as jogadoras com o treinador Didier Luna e o preparador físico Sigifredo Alonso, denunciados na Procuradoria Geral da Nação.

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Os abusos narrados por Carolina começam em janeiro de 2018, um mês depois de ela ser incorporada ao departamento médico da Colômbia. Ela conta que o técnico Luna chegou a abordá-la no alojamento e dizer que "queria ter algo" com ela:

— A concentração transcorreu normalmente nos primeiros três dias. Mas, depois de algumas semanas, este senhor começou com algumas afetuosidades, com carinhos, que não me agradavam e, obviamente, me deixaram incomodada e geraram muita pressão em cima de mim.


Em um primeiro momento, ela não denunciou os casos com medo de sofrer retaliações nos bastidores da federação. Mas confidenciou a uma amiga que tinha vontade de "ir embora e não retornar". O curto tempo na seleção pesou na decisão de manter o silêncio. 

O estopim aconteceu em um encontro casual no refeitório, durante o almoço.


"[Didier Luna] sentou-se perto de mim com uma foto que eu havia publicado em rede social. Ele me disse que essa era a mulher que ele queria e que me roubaria um beijo. Foi quando decidir pôr um fim à situação", relatou.

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À TV colombiana, Carolina denuncia que o treinador e seu preparador físico costumavam insinuar que beijariam as jogadoras da seleção sub-17, além de acariciar as costas das atletas e fazerem questão de marcar suas presenças durante as atividades em que as garotas estavam somente de top e calça legging.

A fisioterapeuta afirma ter reportado os casos de abuso ao então chefe de departamento, Carlos Ulloa, que se prontificou em comunicar seu superior. Mas nenhuma ação interna foi tomada. Nesta semana, a Procuradoria Geral da Nação, da Colômbia, entrou no caso e denunciou ambos — treinador e preparador físico — pelos casos de assédio. Esse último, já foi afastado do cargo. 

* Estagiário do R7, sob supervisão de Adalberto Leister Filho

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