Entenda como o Botafogo pode contratar mesmo sob transfer ban
Zagueiros Riquelme e Ythallo e o atacante Villalba já têm acordos firmados com o clube mesmo sob a sombra da punição
Futebol|Do R7
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O Botafogo confirmou três reforços para a temporada 2026 mesmo estando sob um transfer ban imposto pela Fifa. A situação levanta dúvidas entre torcedores e no mercado sobre como o clube consegue avançar em contratações enquanto enfrenta restrições administrativas. A resposta está na diferença entre assinar contratos e registrar atletas para disputar competições oficiais.
Os zagueiros Riquelme e Ythallo e o atacante Lucas Villalba já têm acordos firmados com o clube. Villalba foi o primeiro a ser anunciado oficialmente. Todos chegaram após a abertura da janela de transferências, iniciada em 5 de janeiro, e antes da regularização junto à Confederação Brasileira de Futebol.
Na prática, o transfer ban não invalida contratos assinados entre clube e jogadores. Internamente, o Botafogo trata os vínculos como juridicamente perfeitos. A punição da Fifa impede apenas o registro desses atletas nos sistemas oficiais do futebol brasileiro, como o Boletim Informativo Diário da CBF, o que os impossibilita de atuar em competições oficiais enquanto a sanção estiver em vigor.
Enquanto isso, os reforços podem treinar e utilizar normalmente as instalações do clube. Riquelme, Villalba e Ythallo já estão integrados ao elenco e participaram da reapresentação no último domingo (4), que marcou o início dos trabalhos da nova comissão técnica.
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Além dos jogadores, o Botafogo também apresentou o técnico Martín Anselmi e seus auxiliares Luis Piedrahita e Pablo De Muner, além do preparador de goleiros Darío Herrera e do preparador físico Diego Bottaioli.
O transfer ban foi aplicado em 30 de dezembro por falta de pagamento ao Atlanta United na negociação do meia Thiago Almada. O acordo fechado em junho de 2024 previa o pagamento de US$ 21 milhões em parcelas ao longo de quatro anos. As duas primeiras foram quitadas, mas o clube americano acionou a Fifa alegando inadimplência do restante do valor.
Segundo documentos apresentados pelo Atlanta, os valores deveriam ser integralmente pagos até 30 de junho de 2026. O impasse envolve também os 10% a que Almada tinha direito na transferência, percentual garantido por regras da MLS. O atleta se recusou a abrir mão desse montante.
Para viabilizar a negociação, ficou definido que a Eagle, empresa que controla a SAF do Botafogo, compraria esse crédito de US$ 2,1 milhões do jogador. Posteriormente, a rede multiclubes liderada por John Textor buscaria o ressarcimento junto à MLS.
O Botafogo afirma que há um débito do Atlanta ou da liga americana com o clube, tema que está sendo discutido na Justiça dos Estados Unidos. Enquanto isso, o clube carioca tenta renegociar com o Atlanta o pagamento das parcelas restantes, que somam cerca de US$ 21 milhões, aproximadamente R$ 114 milhões. Até a publicação desta reportagem, não havia sinalização de acordo.
Até que a pendência seja resolvida e a punição levantada, o Botafogo segue autorizado a contratar e treinar jogadores, mas depende da regularização do caso Almada para registrá-los e utilizá-los oficialmente em competições.
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