E o Fla piscou. Oscilação breve ou perda de gás? A reta final dirá 

Empate em 2 a 2 com Goiás, após sofrimento para manter o 1 a 0 sobre CSA, injeta ânimo nos rivais e acende o sinal de alerta para o líder do Brasileirão

Bruno Henrique (à esq.) e Gabigol pareciam não acreditar no empate

Bruno Henrique (à esq.) e Gabigol pareciam não acreditar no empate

Marcos Souza/Estadão Conteúdo - 31.10.2019

Goiás dois, Flamengo dois no Serra Dourada, em Goiânia, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

E o rubro-negro piscou.

Na vitória anterior, um magro 1 a 0 sobre o CSA, no Maracanã, os erros de conclusão e as dificuldades encontradas para manter o resultado acenderam o sinal de alerta para o time da Gávea.

Ficou no ar a suspeita de que as principais peças do elenco do Flamengo, quase nunca poupadas pelo técnico Jorge Jesus, começam a sentir o desgaste na reta final do Brasileirão e da Libertadores.

Com esse empate, após a vantagem de dois gols no segundo tempo, o sinal amarelo se transforma em ponta de preocupação para a maior torcida do País.

O Flamengo entrou sem o goleiro Diego Alves, contundido, o lateral direito Rafinha e o meia Gerson. Fez um primeiro tempo em ritmo lento, em parte travado e amarrado pela forte marcação do Goiás, que desejava apagar a má impressão deixada no Maracanã no primeiro turno, quando foi goleado por 6 a 1.

Nos primeiros 20 minutos do segundo tempo, o rubro-negro trocou a apatia pela agressividade imposta por Jesus e fez dois gols: o primeiro de Gabigol, aos oito minutos, e o segundo de Rodrigo Caio, aos 17.

Quando tudo parecia dominado, o líder foi surpreendido pelo adversário que, bem distribuído em campo e confiante de que poderia buscar o resultado, mostrou aplicação e coragem.

Apesar da boa atuação de Willian Arão e da entrada de Gerson, o Goiás ganhou a maioria das bolas no meio de campo. E explorou com muita competência o rápido e habilidoso Michael, em noite inspirada no ataque pelo lado esquerdo.

Foi de Michael o passe para Rafael Moura marcar o primeiro do Goiás, aos 31, e o gol de empate, aos 49, em outra jogada de extrema velocidade, com Gabriel Batista no gol rubro-negro, após a expulsão de César.

Um dado curioso, que pode insinuar uma queda de rendimento do Flamengo, é sobre o número de finalizações do Goiás na partida. Ninguém tinha chutado 16 vezes no gol rubro-negro num jogo sob o comando de Jorge Jesus. 

Leves oscilações em campeonatos longos e disputados como o Brasileiro acontecem com todas as equipes e podem ser consideradas naturais.

Os próximos resultados irão mostrar se o líder vive uma instabilidade normal, de rápida recuperação, ou se o gás e a produção da equipe estão de fato diminuindo.

Oito pontos ainda formam uma vantagem considerável, mas a piscadela do Flamengo injeta um pouco de ânimo nos rivais e aumenta as expectativas para as nove rodadas e os 27 pontos seguintes a serem disputados.

Um pouco mais de pimenta nos capítulos finais. Se o Flamengo souber aproveitar, poderá ser até uma boa oportunidade para analisar, discutir os erros e reforçar o pacto de confiança. Por enquanto, Palmeiras, Santos e quem não torce para o Flamengo agradecem.

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