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Por que a pausa para hidratação na Copa é de três minutos? Tem explicação científica?

Fifa determinou que todas as partidas tenham o intervalo; medida é histórica no Mundial

Copa do Mundo|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Fifa implementou uma pausa obrigatória de três minutos para hidratação durante a Copa do Mundo para reduzir riscos de calor extremo.
  • A pausa foi definida para proporcionar alívio aos atletas sem alterar significativamente o ritmo das partidas, permitindo reposição de líquidos e resfriamento.
  • O calor extremo pode causar doenças relacionadas ao calor por esforço, com sintomas como cansaço, desidratação e risco de insolação.
  • Apesar das críticas sobre possíveis vantagens táticas, a pausa é vista como uma medida preventiva para proteger a saúde dos jogadores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pausa para hidratação gera opiniões diferentes Rafael Ribeiro/CBF

Pela primeira vez na história da Copa do Mundo, a Fifa determinou que todas as partidas tenham uma pausa obrigatória para hidratação dos jogadores. A medida, criada para reduzir os riscos causados pelo calor extremo, estabelece uma interrupção de três minutos no meio de cada tempo de jogo, independentemente da temperatura ou do fato de o estádio ser aberto, fechado ou climatizado.

A decisão foi tomada após alertas de especialistas sobre as condições climáticas que podem ser enfrentadas durante o Mundial, sediado nos Estados Unidos, México e Canadá. A previsão, segundo especialistas consultados pela Associated Press, é de que o torneio aconteça em algumas das condições mais quentes já registradas em uma edição.


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Mas por que exatamente três minutos?

O período, destaca a AP, foi definido como um tempo mínimo capaz de oferecer algum alívio aos atletas sem alterar de forma significativa a duração e o ritmo das partidas. Durante esse intervalo, os jogadores podem beber líquidos, repor sais perdidos pelo suor e utilizar métodos de resfriamento, como toalhas frias.

Um estudo feito em 2024 apontou que, em condições ideais, uma pausa de três minutos pode reduzir a temperatura corporal dos atletas em cerca de 0,4°C. O efeito, porém, depende de como o tempo é aproveitado: beber água fria e usar técnicas de resfriamento aumentam o benefício.


A Fifa, por sua vez, afirma que o objetivo da regra é garantir condições semelhantes para todas as seleções e proteger jogadores e árbitros contra problemas relacionados ao calor. A entidade levou em consideração experiências recentes, como a Copa do Mundo de Clubes disputada nos Estados Unidos, quando algumas partidas foram realizadas sob temperaturas elevadas.

O calor extremo pode provocar a chamada doença relacionada ao calor por esforço, que acontece quando o corpo não consegue eliminar calor suficiente durante uma atividade intensa. Entre os sintomas estão cansaço extremo, cãibras, tontura, náuseas, desidratação e queda no rendimento.


Em situações mais graves, quando a temperatura interna do corpo ultrapassa cerca de 40,5°C, o atleta pode apresentar confusão mental, perda de consciência e risco de insolação, uma condição que exige atendimento médico imediato, segundo Yuri Hosokawa, da Faculdade de Ciências do Esporte da Universidade Waseda, à AP.

Apesar da preocupação com a saúde dos jogadores, a regra também recebeu críticas. Alguns treinadores afirmam que as pausas podem interferir no andamento da partida e dar aos técnicos uma oportunidade extra para passar instruções e mudar estratégias.


O técnico do México, Javier Aguirre, admitiu que os intervalos podem ser usados como vantagem tática. “Os jogadores podem se aproximar enquanto bebem água e nós podemos dar instruções. Aproveitamos a oportunidade para corrigir algo durante o jogo”, afirmou.

Pesquisadores chegaram a enviar, por carta, recomendações à Fifa defendendo pausas mais longas, de pelo menos seis minutos, para permitir um resfriamento mais eficiente. A preocupação se deve ao desgaste provocado pelo calor: jogadores podem perder entre 1 e 2 litros de suor por hora em ambientes quentes, e uma desidratação equivalente a apenas 2% do peso corporal já pode comprometer o desempenho físico.

Para cientistas ouvidos pela AP, os três minutos de pausa funcionam, na prática, como uma medida preventiva importante, mas não eliminam completamente os riscos causados pelas altas temperaturas durante as partidas.

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