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CBF prepara estratégia para evitar ações trabalhistas contra clubes

Entidade vê futebol como atividade distinta e discorda de ações como a do ex-jogador Paulo André contra o Corinthians, e do volante Maicon contra o SP

Futebol|Eugenio Goussinsky, do R7

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Feldman diz que conversou com Sanchez (foto)
Feldman diz que conversou com Sanchez (foto)

Após as polêmicas envolvendo ações trabalhistas de jogadores contra clubes, o secretário-geral da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Walter Feldman, informou, em live na última quarta-feira (13), que a entidade está tomando providências para evitar que os clubes virem alvos permanentes destes processos.

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"O futebol tem uma realidade muito própria, se forem aplicadas as Leis Trabalhistas a esses aspectos diferentes do futebol vai ficar uma loucura. Estamos montando um grupo para discutir a relação trabalhista no futebol, com amparo do Tribunal Superior do Trabalho, para equacionar essa polêmica que no futebol não pode existir", afirmou.

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Feldman contou que conversou tanto com o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, quanto com o ex-jogador Paulo André, hoje dirigente do Athletico-PR.

"O Paulo André me disse que está chateado com a situação, foi em um tempo no qual ele lidava com o lado sindical, como membro do Bom Senso, e queria já ter resolvido tudo isso, hoje ele está mais aberto a todos os lados", destacou.


Embora Paulo André diga que não tenha reclamado especificamente de pagamento por atuação em jogos noturnos ou aos domingos, assim como horas extras, a ação contra o Corinthians buscava um ressarcimento relativo à sua atuação no futebol, que, segundo Feldman, tem características trabalhistas distintas da maioria das profissões.

Já o volante Maicon, entrou com ação contra o São Paulo reivindicando pagamento de adicionais noturnos e atividades realizadas aos domingos e feriados entre 2012 e 2015, período em que defendeu o clube.


Para o coordenador de futebol feminino da CBF, Marco Aurélio Cunha, que também participou da live, esse tipo de ação é inconcebível.

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"Tem de haver uma legislação específica para futebol e entretenimento em geral. Os espetáculos só ocorrem aos domingos e à noite porque precisam de público, de quem assista e isso só ocorre nestes horários e dia porque estão fora da jornada de trabalho convencional" destacou.

Para Cunha, a iniciativa do presidente do Corinthians, de pedir para o clube não jogar mais aos domingos e também à noite, por causa da ação de Paulo André, foi mais um alerta do que uma intenção concreta.

"Quem faz o espetáculo é quem assiste, se não tiver quem assista o evento não existe. Ir contra isso é uma tese absurda e ridícula, a Justiça do Trabalho tem de se mobilizar para evitar a punição a essas situações óbvias. Cada profissão tem uma característica que deve ser respeitada", destacou.

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