Futebol Brasileiro questiona retirada de 'spray do juiz' de regras do futebol

Brasileiro questiona retirada de 'spray do juiz' de regras do futebol

Embora Heine Allemagne detenha a patente do spray no Brasil desde 2000, Fifa não reconheceu até hoje seu direito de ser reconhecido como inventor

  • Futebol | Do R7

Spray para marcação de barreiras foi utilizado no futebol durante anos

Spray para marcação de barreiras foi utilizado no futebol durante anos

BERND THISSEN/EFE

Tido como um dos itens básicos no futebol profissional nos últimos anos, o spray para demarcação de barreira continua causando polêmicas. O brasileiro Heine Allemagne, inventor do utensílio, entrou com um novo processo contra a Fifa nesta sexta-feira (5), cobrando reconhecimento.

Segundo seus advogados, o spray, que chegou a ser incluído no livro de regras do futebol de 2016/2017 com equipamento do árbitro. No entanto, “as versões de 2018/2019 e 2020/2021 do mesmo documento suprimiram silenciosamente tal previsão”, informa o documento emitido pelos advogados de Heine.

O empresário, por meio da Spuni (nome da empresa que detém a patente do spray), questiona a atitude da Fifa: “Tal situação ainda mostra que o regramento máximo do futebol está sendo alterado de maneira silenciosa e estranha ao comportamento histórico e protocolar do IFAB/FIFA, sem qualquer publicidade, tendo como norte somente os seus próprios interesses, causando prejuízos a terceiros, como a SPUNI, e também à integridade e à reputação do esporte.”

Heine Allemagne detém a patente do spray no Brasil desde 2000, mas nunca obteve o reconhecimento da entidade: “A Fifa não reconheceu até hoje seu direito fundamental de ser reconhecido o inventor dessa ferramenta que revolucionou o futebol e tampouco respeitou os direitos decorrentes dessa patente. A Fifa também descumpriu os compromissos que assumiu com a SPUNI sobre o spray. Não bastasse, com claro intuito de retaliação, a Fifa ingressou na Justiça para impugnar a patente que foi concedida pelo INPI à SPUNI há quase 20 anos – a qual foi confirmada em outras duas oportunidades por aquele escritório oficial de patentes e por diversos outros países.”

Ele busca na Justiça o reconhecimento de seus direitos desde 2017.

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