Futebol Barreiras 'eletrônicas' devem aumentar gols de falta no futebol

Barreiras 'eletrônicas' devem aumentar gols de falta no futebol

Item tecnológico já é utilizado na Europa e aprimora a forma de treinamentos. Zagueiro brasileiro Dória testou e aprovou

  • Futebol | Felippe Scozzafave, do R7

Payet, craque do Olympique de Marselha, aprimora suas cobranças de falta no TechnikFoot

Payet, craque do Olympique de Marselha, aprimora suas cobranças de falta no TechnikFoot

Reprodução/Instagram @technikfoot

A tecnologia é a cada dia mais importante para o futebol. Além de vários aparatos que ajudam no condicionamento dos atletas e o VAR, que recentemente chegou para revolucionar o jogo, uma outra novidade está dando o que falar: as barreiras eletrônicas.

A ferramenta, batizada de TechnikFoot, já é utilizada em vários times da Europa e chega para substituir as antigas barreiras de plástico, ou de madeira, que durante muitos anos foram utilizadas em treinos de falta.

A ideia surgiu na França. O criador sempre teve muito contato com jogadores de futebol e acompanhava os treinos do Olympique de Marselha. E viu a oportunidade que se apresentou no dia a dia. vendo que as barreiras mecânicas quebravam muito, ele decidiu investir e apresentar um produto não apenas com mais qualidade, mas que, por ser controlada por celular ou tablet e fazer algumas partes da barreira se moverem, aprimora e muito o trinamento dos atletas.

Quem já experimentou a TechnikFoot é o zagueiro Dória, que atuou por alguns anos no Olympique e atualmente brilha com a camisa do Santos Laguna, do México.

Dória fez 3 gols de falta no México

Dória fez 3 gols de falta no México

Reprodução/Instagram @doria21

"Eu conheci em um dia aleatório. Chegamos para treinar normalmente e o treinador pediu que os jogadores que treinavam faltas ficassem depois do treino. Fiquei eu e mais uns cinco jogadores. Aí eles apresentaram para a gente, falando que assim a gente poderia treinar com a realidade do jogo", iniciou.

Segundo ele, a novidade só ajuda a melhorar o nível do jogo: "Com a barreira fixa, a gente consegue tirar uma base e fazer uns 5 ou 6 gols em 10 cobranças. Mas não é a realidade. No jogo, pega um zagueiro de 1,95 m, mais o salto dele e ele tira de cabeça. Então a gente tem que treinar de acordo com o que vamos encontrar no jogo. Então acho que pode subir muito o número de gols de falta com essa tecnologia."

E apesar de jogar como defensor, Dória sempre gostou de arriscar cobranças de falta. E já até balançou as redes: "Eu tenho alguns gols de falta. No Marselha eu não cobrava, mas eu aprendi muito treinando junto com o Payet. Aqui no Santos Laguna já fiz três. E eu gosto de ficar depois do treino cobrando. É uma coisa que estou me aperfeiçoando cada vez mais", disse.

Formado no Botafogo, o zagueiro defendeu também o São Paulo, onde atuou ao lado de um dos maiores batedores de falta de todos os tempos, Rogério Ceni.

"A efetividade dele é surreal. Por ser goleiro, com a personalidade de ir lá e bater, mas tem muito jogador que bate muito bem também. Na época em que joguei no Olympique, o Payet estava com um aproveitamento espetacular, fazendo gol de falta sempre", comentou, dizendo que o francês tem uma dessas barreiras eletrônicas no quintal de sua casa, para conseguir treinar ainda mais.

Na TechnikFoot, tudo é controlado por celular ou aplicativo

Na TechnikFoot, tudo é controlado por celular ou aplicativo

Reprodução/Instagram @technikfoot

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