Após a Copa, quem ganha espaço? Veja as posições que Ancelotti ainda precisa definir
Técnico da seleção brasileira convocará nesta quarta-feira (9) os jogadores que disputarão os amistosos contra a Austrália e Índia
Futebol|Do R7
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A eliminação da seleção brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo abriu oficialmente um novo ciclo sob o comando de Carlo Ancelotti. Com contrato renovado até 2030, o treinador italiano terá quatro anos para reformular o elenco e encontrar novas soluções para a equipe que disputará o próximo Mundial.
A primeira oportunidade para observar as mudanças será a convocação marcada esta quarta-feira (9). Ancelotti anunciará os 26 jogadores que disputarão os amistosos contra a Austrália, nos dias 25 e 29 de setembro, e contra a Índia, em 3 de outubro.
O treinador já deixou claro que pretende iniciar uma renovação. Depois da Copa, afirmou que uma das principais missões para o novo ciclo será encontrar meio-campistas capazes de dar mais qualidade e alternativas ao time. Ao mesmo tempo, outras posições, como as laterais e o gol, também apresentam dúvidas para os próximos anos.
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Mas, afinal, quais posições Ancelotti ainda precisa definir?
Meio-campo: a principal preocupação de Ancelotti
Se existe um setor que o treinador italiano apontou como prioridade, é o meio-campo. Ancelotti afirmou que o Brasil precisa encontrar novos jogadores para a posição e trabalhar na formação de atletas capazes de assumir protagonismo até 2030.
A preocupação passa pela necessidade de renovar o setor e, principalmente, encontrar características diferentes das que estavam disponíveis na Copa de 2026. Casemiro, aos 34 anos, foi um dos nomes experientes do elenco, enquanto outros jogadores também chegam ao novo ciclo com idade avançada.
Um dos candidatos que pode ganhar espaço é Andrey Santos. O volante, que ficou fora da Copa, tem 22 anos, e iniciou uma nova etapa da carreira no Manchester United.
Outro nome que pode aparecer nas próximas listas é Gabriel Sara. O meio-campista começou bem a temporada pelo Galatasaray e chamou a atenção durante a passagem recente de Ancelotti pela Europa. O brasileiro marcou um gol e participou de três gols nas três primeiras partidas do clube turco no campeonato nacional.
Também são cotados para a posição: Samuel Lino, do Flamengo, Matheus Pereira, do Cruzeiro, e Marcos Antônio, do São Paulo.
Lateral esquerda: uma posição sem sucessor definido
A lateral esquerda também aparece como uma das maiores incógnitas para o ciclo até 2030.
Na Copa de 2026, Ancelotti contou com Douglas Santos, de 32 anos, e Alex Sandro, de 35. Embora Douglas tenha tido participação importante no Mundial, a idade dos dois indica que a comissão técnica precisará encontrar alternativas mais jovens para a posição.
O problema já era identificado antes mesmo da Copa. Agora, com quatro anos pela frente, Ancelotti terá tempo para testar jogadores e acompanhar a evolução de possíveis sucessores.
Um dos nomes que despontam no radar é Kauã Prates, de apenas 18 anos. Revelado pelo Cruzeiro e campeão sul-americano sub-17 com a seleção em 2025, o lateral foi contratado pelo Borussia Dortmund e é visto como um projeto de longo prazo para a posição.
Outro jogador que pode ser observado é Kaiki, de 23 anos, que deixou o Cruzeiro rumo ao Como, da Itália. Ele chegou a ser testado por Ancelotti na reta final da preparação para a Copa.
Matheus Bidu, do Corinthians, também pode estar entre os próximos cotados do treinador italiano.
Lateral direita: Wesley volta a entrar na disputa
Do lado direito, a situação também deve mudar. Wesley, que estava na lista inicial para a Copa, acabou cortado por causa de uma lesão e perdeu a oportunidade de disputar o Mundial.
O jogador da Roma, de 22 anos, é considerado um dos candidatos naturais a assumir a posição no novo ciclo. A lateral direita foi apontada como uma das áreas que mais geraram preocupação durante a preparação para a Copa, e a recuperação de Wesley pode dar ao treinador uma alternativa que não esteve disponível no Mundial.
A comissão técnica, porém, deve continuar observando outros nomes, como o de Matheuzinho.
A própria convocação para a Copa mostrou que Ancelotti estava disposto a adaptar o elenco de acordo com as características de cada partida: depois do corte de Wesley, por exemplo, o treinador preferiu chamar o volante Éderson em vez de um lateral-direito de origem.
Gol: quem será o sucessor de Alisson e Ederson?
O gol também pode entrar na pauta da renovação.
Alisson e Ederson não devem continuar defendendo a seleção brasileira na próxima Copa.
Antes do Mundial, Ancelotti já havia demonstrado que estava atento a outras opções. Na convocação definitiva, o treinador deixou de fora nomes como Bento e Hugo Souza, mas afirmou que os dois, assim como outros jovens, poderiam ter oportunidades no projeto da próxima Copa. Outros nomes que também podem aparecer são os de Luiz Júnior, do Villarreal, e Carlos Miguel, do Palmeiras.
Defesa: renovação gradual, mas com algumas certezas
Na defesa, Marquinhos, um dos líderes da última geração, deve seguir como referência, enquanto jogadores como Gabriel Magalhães, Bremer, Ibañez e Léo Pereira aparecem como alternativas.
Entre os jovens, Alexsandro, do Lille, pode ser uma opção do técnico italiano. O zagueiro chegou a ser convocado por Ancelotti no início do trabalho, mas perdeu espaço após uma lesão. Na visita recente à Europa, o treinador acompanhou de perto a atuação do defensor em partida contra o PSG.
Outro nome observado é Lucas Beraldo. O jogador, que atua no PSG, vem sendo utilizado também como volante, o que amplia suas possibilidades no radar de Ancelotti.
Ataque: setor com mais opções para Ancelotti
Se no meio-campo há uma preocupação declarada, o ataque oferece um cenário mais confortável.
Além de Vinicius Jr., Raphinha, Estêvão, Matheus Cunha, Rodrygo, Endrick, e Rayan, também podem fazer parte do ciclo de renovação nomes como João Pedro (Chelsea), Evanílson (Bournemouth), Kevin (Fulham), e Allan, recém-contratado pelo Manchester City.
O desafio de Ancelotti será definir como encaixar tantos jogadores de características diferentes no mesmo sistema.
Estêvão, por exemplo, aparece como uma das principais apostas para 2030, mas vive um momento de disputa por espaço no Chelsea. O brasileiro iniciou a temporada com poucos minutos sob o comando de Xabi Alonso e pode até ser utilizado como ala em determinados momentos.
João Pedro também chamou a atenção durante a recente passagem de Ancelotti pela Inglaterra. O atacante teve participação decisiva na vitória do Chelsea sobre o Brighton e é outro nome que pode ganhar força no novo ciclo.
Neymar, por sua vez, deve se aposentar e não jogar a próxima Copa.
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