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Amigos, comandantes de Corinthians e Palmeiras se unem pela paz

Presidentes e treinadores das duas equipes concederam entrevista coletiva conjunta no Pacaembu, palco do clássico deste domingo

Futebol|Dado Abreu, do R7

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Adversário não é inimigo: Mano Menezes, Mário Gobbi, Paulo Nobre e Gilson Kleina se reuniram nesta sexta-feira
Adversário não é inimigo: Mano Menezes, Mário Gobbi, Paulo Nobre e Gilson Kleina se reuniram nesta sexta-feira

Rivais só em campo, presidentes e treinadores de Corinthians e Palmeiras realizaram nesta sexta-feira (14) uma entrevista coletiva conjunta com o intuito de incentivar a paz nos estádios e deixar claro aos torcedores desavisados que a maior rivalidade do futebol paulista está restrita somente às quatro linhas.

“O futebol não é a vida de ninguém. Não pode ser. Quem projeta sua vida no futebol está cometendo um erro primitivo”, assim Mário Gobbi, presidente do Corinthians, abriu o evento que ocorreu no Salão Nobre no Pacaembu.

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“Somos amigos, adversários, mas não inimigos. Em campo, vou fazer de tudo para ver meu time ganhar. Depois, nada impede que eu saia com o Mário Gobbi para comermos uma pizza”, emendou o mandatário do Palmeiras, Paulo Nobre. “Odiar o torcedor do outro clube é insano, absurdo, selvagem. Sem o adversário, o futebol perde a graça”, completou.

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Corinthians e Palmeiras se enfrentam no próximo domingo (16) com os times em situações distintas. Em melhor fase, o Palmeiras chega ao confronto como favorito. O clube alviverde está invicto (seis vitórias e um empate) e ocupa a primeira colocação do Grupo D, com 19 pontos. Enquanto isso, o Corinthians passa por fase de reformulação de elenco, não vence há cinco jogos (quatro derrotas e um empate) e é o quinto colocado da Chave B, com sete pontos conquistados.

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Mano Menezes poderá trazer novidades para o confronto. Renato Augusto e Jadson ainda não estão em condicionamento físico ideal, mas, segundo o treinador, serão relacionados para a partida. 

Mano garantido no cargo

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Depois de cinco jogos sem vitória, a pressão sobre o técnico Mano Menezes no Corinthians acabou sendo um dos assuntos abordados na entrevista. Quando o presidente Mário Gobbi foi questionado se uma possível derrota no dérbi poderia causar a demissão do treinador, Mano, simpático, interrompeu em tom de brincadeira. “Mas já, presidente?”

Mário Gobbi não escondeu sua irritação com a pergunta. De acordo com o cartola, é preciso entender que o time vive uma “entressafra”. Cobrar resultados agora, segundo ele, é aguçar a reação do torcedor “que pensa emocionalmente”, pois, para a montagem de um time, “são necessários pelo menos oito meses”. E para tanto, Mano Menezes é considerado por Gobbi o homem certo para o cargo. Ele ligou diretamente o trabalho feito pelo gaúcho entre 2008 e 2010 com a conquista dos títulos.

“Trocar o técnico é trocar seis por meia dúzia. Chamamos o Mano para fazer o trabalho que já fez no Corinthians. Ele provou que sabe fazer. Traçamos o projeto, sabemos o que queremos. Só vai ter que ter paciência para que possamos dar solidez e estrutura a um time que está sendo formado”, completou o presidente.

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