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MP analisa prorrogação de prazo da investigação contra Neymar

Promotoria deve encaminhar à Justiça, nesta quarta (2), solicitação da polícia paulista de mais 30 dias para concluir apuração de denúncia feita por modelo

Fora de Jogo|Cesar Sacheto, do R7

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Estefania Paulin explicou que imagens do hotel devem provocar extensão do prazo
Estefania Paulin explicou que imagens do hotel devem provocar extensão do prazo

O Ministério Público de São Paulo deverá se manifestar nesta terça-feira (2) sobre o pedido feito pela Polícia Civil de prorrogação por 30 dias do prazo para a conclusão do inquérito que investiga a acusação feita contra Neymar de suposto estupro e agressão, feita pela modelo Najila Trindade Mendes de Souza, de 26 anos, após encontro íntimo entre ambos ocorrido em um hotel de Paris.

O prazo que a titular da 6ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Juliana Lopes Bussacos, tinha para finalizar o relatório sobre o caso terminou na última segunda-feira (1), exatamente um mês depois da elaboração do boletim de ocorrência. Após se reunir com integrantes da cúpula da instituição, pela manhã, a delegada decidiu solicitar mais tempo.


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A promotora de Justiça de Enfrentamento à Violência Doméstica Estefania Ferrazzini Paulin, uma das três escolhidas pelo MP para acompanhar o caso, explicou que tem prazo legal de 15 dias para avaliar o documento, mas deverá enviá-lo o mais rápido possível à juíza da Vara de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Santo Amaro, que atende a região. Então, a Justiça terá cinco dias para deferir ou negar a solicitação.

Entre os motivos para a extensão do prazo está a espera pela chegada das imagens de monitoramento do Hotel Softel, já recolhidas pela polícia francesa. O material precisa ser solicitado via ordem judicial para que seja encaminhado às autoridades paulistas.


"A gente concorda com os 30 dias. Se algum documento não chegar nesses 30 dias, ela [delegada] vai pedir mais uma prorrogação. E, em tese, concordamos, pois também estamos esperando por esses documentos", declarou a promotora Estefania Ferrazzini Paulin.

Falta de convicção


O Ministério Público ainda não descartou nenhuma hipótese em relação ao que teria ocorrido naquele quarto do hotel parisiense nos dias 15 e 16 de maio. Por este motivo, a promotora Estefania Paulin não dá indicações se oferecerá denúncia à Justiça contra Neymar ou arquivará o caso.

"Se a gente ainda está insistindo nisso [prorrogação da investigação, é porque entendemos que ainda precisamos de outro elemento de convicção. Tenho uma discricionalidade, uma discrição, mas limitada", complementou a representante da Promotoria.


Exame pisicológico

A promotora Estefania Paulin minimizou a possibilidade da realização de uma avaliação psiquiátrica para se determinar as condições psicológicas da modelo Najila Trindade.

"Não queremos submeter a vítima a uma avaliação psicológica que pode gerar uma revitimização. Não vou submetê-la a isso desnecessariamente. Somente se houver um indício que ela tenha um problema mental. Não preciso de um laudo psicológico para determinar a verdade ou a mentira. Esse pedido tem que ser muito bem fundamentado", ponderou a promotora.

Inquérito pesado

O inquérito tem três volumes de aproximadamente 200 páginas cada. O download dos arquivos começou a ser feito ainda no período da manhã, mas não foi completado até o encerramento do expediente da Promotoria por ser "muito pesado", segundo a promotora Estafania Paulin.

A Polícia Civil ouviu os depoimentos de aproximadamente dez pessoas desde o início do inquérito. Compareceram à 6ª DDM, além da modelo Najila Trindade, que fez a denúncia, o próprio Neymar, além de funcionários e amigos do jogador.

Veja as imagens do depoimento de Neymar em São Paulo

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