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Faixas contra a CBF chamam atenção após queda do Brasil na Copa

Após a eliminação do Brasil, protesto na sede da CBF reacende debate sobre a crise da seleção

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Protesto na sede da CBF reacende debate sobre a crise da seleção Wilton Júnior/CBF

A eliminação da seleção brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ultrapassou o resultado dentro de campo e ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (6). Integrantes do movimento Núcleo BR protestaram em frente à sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, cobrando mudanças na gestão da entidade após o encerramento precoce da campanha brasileira no Mundial.

Faixas estendidas nos portões da confederação chamaram a atenção pelas mensagens direcionadas à administração da entidade. Entre elas estavam “Confederação Brasileira Fraudulenta“, “Respeitem a história da única pentacampeã” e “Seleção é tradição“. Nas redes sociais, o grupo afirmou que a manifestação teve como objetivo exigir responsabilidade diante do momento vivido pelo futebol brasileiro.


Em nota, os organizadores defenderam que o apoio à seleção também passa pela cobrança de resultados e planejamento. Segundo o Núcleo BR, “cruzar os braços e aceitar a apatia que tomou conta da nossa seleção nunca foi uma opção“, além de reforçar que continuará acompanhando as decisões da CBF em busca de mudanças estruturais.

As críticas também foram direcionadas ao ciclo que antecedeu a Copa do Mundo. Para o movimento, a gestão da confederação esteve mais envolvida com problemas extracampo do que com o desenvolvimento esportivo da equipe. O grupo questionou se esse modelo de administração é compatível com a tradição construída pela seleção ao longo de sua história.


O protesto acontece em um momento de forte desgaste esportivo. A derrota para a Noruega fez o Brasil igualar o maior intervalo sem conquistar uma Copa do Mundo. Caso permaneça sem levantar o troféu em 2030, serão 28 anos desde o título conquistado em 2002, repetindo o período entre os Mundiais de 1970 e 1994.

Além do jejum de títulos, a campanha de 2026 também entrou para um recorte histórico negativo. A eliminação nas oitavas de final representa o pior desempenho brasileiro em Copas do Mundo desde 1990, quando a equipe foi superada pela Argentina na mesma fase da competição.


A repercussão do protesto evidencia que o debate em torno da seleção deixou de ser exclusivamente técnico. A pressão sobre a CBF cresce à medida que torcedores, especialistas e ex-jogadores passam a discutir não apenas os resultados dentro das quatro linhas, mas também o modelo de gestão responsável pela condução do futebol brasileiro nos últimos anos.

Enquanto a entidade ainda não se pronunciou sobre a manifestação, o episódio amplia o ambiente de cobrança após a campanha no Mundial e reforça que o ciclo rumo à Copa do Mundo de 2030 começa sob forte pressão por mudanças, tanto no planejamento esportivo quanto na estrutura administrativa da principal instituição do futebol brasileiro.

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