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Ídolos históricos do Vasco defendem homenagem a Flamengo na camisa

Mauro Galvão e Sorato discordaram das reclamações dos torcedores sobre rivalidade; para vice de marketing, história do cruzmaltino pedia atitude

Especiais|André Avelar, do R7

Vasco jogou semifinal da Taça Guanabara com bandeira do Flamengo na camisa
Vasco jogou semifinal da Taça Guanabara com bandeira do Flamengo na camisa Vasco jogou semifinal da Taça Guanabara com bandeira do Flamengo na camisa

De “vocês mancharam a história do clube” a “vocês marcaram a história do clube”. O Vasco dividiu a opinião de torcedores na internet, mas agradou a grandes ídolos cruzmaltinos com a bandeira do Flamengoentrelaçada com a sua própria na camisa. A ação, claro, foi uma homenagem aos dez mortos no incêndio no Ninho do Urubu, na última sexta-feira (8), no Rio.

Vasco e Flamengo por pouco não fazem a final da Taça Guanabara. O time rubro-negro garantiria a vaga na decisão com um empate, mas sofreu o gol da derrota para o Fluminense aos 47 minutos do segundo tempo. A disputa do título acontece neste domingo, no Maracanã.

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O vice-presidente de marketing do clube, Bruno Maia, contou que a ação demorou a ser definida e foi tomada em conjunto com toda a diretoria e, inclusive, os representantes do rival (“adversário”, como preferem) Flamengo foram consultados. Havia o temor de “tirar o protagonismo” de quem naturalmente também faria uma homenagem. O Flamengo fez uma bonita festa e teve o nome dos garotos mortos nas camisas dos jogadores.

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“A nossa atitude foi o que a nossa história nos obriga a fazer. A gente não tem a pretensão de ditar regra, ditar um novo rumo do futebol. A gente tem que ser o Vasco. Ficamos muito felizes de sermos um pontinho para mudar o futebol, mas espero que nada parecido seja motivo para um clube homenagear o outro”, disse Maia.

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A história conta que o clube fundado por portugueses se distinguia dos demais por abrir as suas portas também para brasileiros. Mais do que isso, o time também foi um dos primeiros a incluir os negros no futebol e a ter um presidente “não branco”.

Também por isso, a atitude vascaína não surpreendeu o capitão Mauro Galvão. O ex-jogador — duas vezes campeão do Brasileiro (1997 e 2000), campeão da Libertadores e do Carioca (também em 1998), entre outros títulos — disse que “tem coisa mais importante que o futebol e a simples rivalidade”.

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Maia disse que Flamengo foi informado de ato do Vasco
Maia disse que Flamengo foi informado de ato do Vasco Maia disse que Flamengo foi informado de ato do Vasco

“Independentemente daquilo que cada um pensa, a intenção foi muito bonita. Apesar das manifestações contrárias, não vi nada que pudesse prejudicar a instituição com esta atitude. Vejo como uma forma de homenagear as famílias que tentam superar esse problema. Claro que vai ficar marcado na história do futebol”, disse Mauro Galvão.

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Apesar do posicionamento do ex-jogador, o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Roberto Monteiro, usou as redes sociais para criticar a postura adotada pelo clube. Monteiro acusou o presidente, Alexandre Campello, de “demagogia barata”.

“Atenta contra as tradições vascaínas, fere o estatuto do clube e ajuda o grande responsável pela tragédia a assumir o papel de vítima”, escreveu Roberto Monteiro, no Twitter.

Para Sorato — também duas vezes campeão do Brasileiro (1989 e 1997), uma vez da Libertadores (1998), além de três vezes do Carioca (1988, 1992 e 1998) — nem mesmo as questões políticas devem ser levadas em conta neste momento. O gesto de solidariedade, segundo ele, foi maior do que os questionamentos.

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“Isso não diminuiu em nada a rivalidade apesar de chamar a atenção. Isso foi uma atitude de grandeza do Vasco de não esquecer essa rivalidade, vi com bons olhos. Sei que uma parte da torcida não gostou muito, mas preferi levar isso pelo lado da solidariedade realmente e o respeito às famílias”, disse Sorato.

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