Copa 2018 Motivação política faz Rússia torcer para França na final da Copa 2018

Motivação política faz Rússia torcer para França na final da Copa 2018

Torcedores respeitam hino nacional da Croácia, mas não suportam imagem do zagueiro Vida depois de polêmica sobre anexação da Crimeia

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Croatas passaram a ser hostilizados depois de polêmica envolvendo Ucrânia

Croatas passaram a ser hostilizados depois de polêmica envolvendo Ucrânia

Kai Pfaffenbach/Reuters - 15.7.2018

A Rússia nem se importa muito em esconder: torcerá para a França contra a Croácia neste domingo (15), na final da Copa do Mundo. As razões políticas são a principal motivação dos russos contra os croatas, no Estádio Luzhniki, em Moscou.

A razão já seria enorme por si só, mas ganhou chamou ainda mais a atenção depois da vitória da Croácia sobre a Rússia nas quartas de final. Ainda no vestiário, o assistente-técnico Ognjen Vukojevic e o zagueiro Domagoj Vida gravaram um vídeo intitulado “Glória à Ucrânia”.

Rússia e Ucrânia mantêm uma rude relação diplomática desde a anexação da Crimeia, território ucraniano, pelo governo de Moscou, em 2014. A partir daí, os croatas, que deram razão aos ucranianos, passaram a ser constantemente hostilizados em todas as sedes russas.

"Aquilo [vídeo gravado por Vukojevic e Vida] não foi legal. Já gostava da França e agora ainda mais", disse Vitalli Lyask, na entrada do estádio. "A França tem um futebol mais bonito de se ver e também tem esse lado. Vamos vaiar aquele jogador [Vida]", confirmou Yuri Levchenko.

"Acho que as pessoas mais velhas talvez pensem assim, mas particularmente, não é o meu caso", contrapôs Sergey Dubinec.

Os torcedores russos em geral respeitam o hino nacional croata tocado nos estádios desde aquela partida das quartas de final. Apesar disso, basta aparecer o zagueiro Vida no telão que as vaias passam a dar o tom do estádio. O jogador já fez um pedido de desculpas, mas não adiantou.

O Comitê Disciplinar da Fifa multou Vukojevic em 15 mil francos suíços (cerca de R$ 60 mil) pelo que chamou de “conduta antidesportiva”. A federação croata, por sua vez, retirou sua credencial e demitiu o auxiliar.

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