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Copa 2018

Eufóricos com a volta, peruanos enchem comércios no centro de SP

Após 36 anos sem disputar uma Copa do Mundo, Peru perdeu para a Dinamarca por 1 a 0 neste sábado (16)

Copa 2018|Kaique Dalapola, do R7

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Restaurante reuniu peruanos e pessoas de outras nacionalidades na torcida para o Peru
Restaurante reuniu peruanos e pessoas de outras nacionalidades na torcida para o Peru

Ruas do bairro de Campos Elísios, no centro de São Paulo, foram tomadas pelo vermelho e branco da bandeira do Peru, para acompanhar a estreia do país na Copa do Mundo.

Em um restaurante na rua Guaianases, cerca de 30 peruanos acompanhavam o jogo da seleção, que não disputava o mundial há 36 anos — desde a Copa de 1982, na Espanha.


Peruano assistiu primeira disputa de Copa do Peru
Peruano assistiu primeira disputa de Copa do Peru

Assistindo a primeira Copa com seu país, o entrevistador de pesquisa de opinião pública Victor Robledo, 29, disse estar orgulhoso da seleção e sonha com a classificação para as oitavas de finais.

“Só de voltar para a Copa já estou feliz com o Peru, agora vamos comemorar muito mais se passar de fase”, afirmou o jovem.


A atual estadia de Robledo no Brasil dura oito anos. Ele mora em uma república e veio para o país por questões profissionais. Anteriormente, ele já havia morado em São Paulo, dos cinco aos 15 anos.

“Apesar da felicidade, a gente sempre espera mais, queremos a vitória”, disse Robleto.


Família peruana acompanhando estreia do país na Copa
Família peruana acompanhando estreia do país na Copa

Na mesa do lado estava uma família com a mãe, duas filhas peruanas, de 15 e 19 anos, e dois filhos brasileiros, de 5 e 9 anos.

Enquanto a família respondia sobre a expectativa para a seleção do Peru na Copa, a Dinamarca fez o único gol do jogo. “Não creio. Vamos virar, vai Guerrero!”, disse a comerciante da feira da madrugada Carme Blanco.


Jovem peruana no momento do gol da Dinamarca
Jovem peruana no momento do gol da Dinamarca

Apesar de não gostarem muito de futebol, a filha Valéria Blanco, 19, destaca que “aqui é Corinthians”. Já o menino Kelvin, 9, está mais no ritmo de Copa: “É Peru e Brasil, vamos ganhar”.

Carme veio para o Brasil em 2003, logo depois do nascimento da filha Mercedes Blanco. Em solo brasileiro, nasceram os dois meninos. O marido de Carme completa a família que trabalha na feirinha da madrugada — mas ele não foi ao restaurante assistir ao jogo.

A esperança da família, assim como de quase todos peruanos, para uma recuperação do Peru na Copa está no camisa nove da seleção. “Guerrero. Sem dúvida é o que mais acreditamos que vai nos ajudar”, disse a adolescente Mercedes.

Imigrantes de vários países assistiram jogo do Peru
Imigrantes de vários países assistiram jogo do Peru

Todos no restaurante que vestiam camiseta do Peru, cerca de 15 pessoas, ostentavam o número nove e o nome do jogador do Flamengo.

A 70 metros dali, mais centenas de pessoas torciam para o Peru em outro restaurante peruano, na rua Aurora. Este comércio, preparado com bexigas, bandeirinhas, telão e diversas televisões, recebeu imigrantes de vários países e, principalmente, descendentes de peruanos que ocupavam o restaurante, calçadas e a rua em frente.

Neta de peruanos acompanhou a partida com os imigrantes
Neta de peruanos acompanhou a partida com os imigrantes

A brasileira neta de peruanos Daniela Corrales, 27 anos, está em ritmo de festa e, logo depois da derrota, disse que ainda está confiante com a seleção. “Depois de tanto tempo fora da Copa é hora de festejar, tenho fé que agora vamos recuperar”, disse.

O Peru está no grupo C da Copa, que terminou a primeira rodada com França e Dinamarca com três pontos, Austrália e Peru sem pontuar. Na próxima rodada, na quinta-feira (21) às 12h, o Peru enfrenta a França, estádio de Ecaterimburgo.

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