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Os ‘parças’ cobram Ancelotti, mas ninguém cobra o Neymar?

Amigos do camisa 10 fazem coro por convocação, enquanto o básico segue pendente: estar em forma, jogar e convencer dentro de campo

Zé da Zaga|Zé da Zaga

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Neymar Jr durante partida entre Santos x Internacional, válida pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro Thaisa Gigo/Agência O Dia/Estadão Conteúdo - 18.03.2026

A cena seria engraçada, se não fosse sintomática.

Em um evento festivo, amigos de Neymar puxam um coro para Carlo Ancelotti: “Se não chamar, a casa vai cair, o bicho vai pegar”.


Pronto. Virou isso.

A convocação da seleção brasileira, que deveria ser consequência de desempenho, agora vira quase uma campanha de torcida organizada — liderada por quem está fora do campo.


E aqui começa o problema: enquanto os “parças” fazem pressão no técnico, o próprio Ancelotti já deixou claro qual é o critério: condição física. Estar 100%. Jogar. Render.

Nada absurdo. Nada pessoal. Só futebol.


Enquanto a comissão técnica espera evolução dentro de campo, Neymar segue acumulando episódios fora dele: reativação de canal na internet, aparições constantes nas redes, respostas a críticas, polêmicas, exposição. Tudo, menos bola rolando.

E aí surge a pergunta inevitável: essa cobrança deveria estar sendo feita para o Ancelotti? Ou para o Neymar?


Porque, sinceramente, não falta apoio ao redor do jogador. Não falta gente defendendo, justificando, blindando.

O que falta é alguém dizendo o óbvio:

Vai treinar. Vai se cuidar. Vai ficar 100%.

Porque é isso que resolve.

Não é canto em evento. Não é pressão em técnico. Não é frase de efeito em rede social.

É entrar em campo e jogar.

No fim, a cena dos “parças” diz muito mais do que parece.

Enquanto o entorno transforma a convocação em campanha, o futebol segue esperando algo muito mais simples — e muito mais difícil de substituir: um Neymar pronto.

E, até agora, esse é justamente o único coro que ninguém puxou.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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