Os ‘parças’ cobram Ancelotti, mas ninguém cobra o Neymar?
Amigos do camisa 10 fazem coro por convocação, enquanto o básico segue pendente: estar em forma, jogar e convencer dentro de campo
Zé da Zaga|Zé da Zaga

A cena seria engraçada, se não fosse sintomática.
Em um evento festivo, amigos de Neymar puxam um coro para Carlo Ancelotti: “Se não chamar, a casa vai cair, o bicho vai pegar”.
Pronto. Virou isso.
A convocação da seleção brasileira, que deveria ser consequência de desempenho, agora vira quase uma campanha de torcida organizada — liderada por quem está fora do campo.
E aqui começa o problema: enquanto os “parças” fazem pressão no técnico, o próprio Ancelotti já deixou claro qual é o critério: condição física. Estar 100%. Jogar. Render.
Nada absurdo. Nada pessoal. Só futebol.
Enquanto a comissão técnica espera evolução dentro de campo, Neymar segue acumulando episódios fora dele: reativação de canal na internet, aparições constantes nas redes, respostas a críticas, polêmicas, exposição. Tudo, menos bola rolando.
E aí surge a pergunta inevitável: essa cobrança deveria estar sendo feita para o Ancelotti? Ou para o Neymar?
Porque, sinceramente, não falta apoio ao redor do jogador. Não falta gente defendendo, justificando, blindando.
O que falta é alguém dizendo o óbvio:
Vai treinar. Vai se cuidar. Vai ficar 100%.
Porque é isso que resolve.
Não é canto em evento. Não é pressão em técnico. Não é frase de efeito em rede social.
É entrar em campo e jogar.
No fim, a cena dos “parças” diz muito mais do que parece.
Enquanto o entorno transforma a convocação em campanha, o futebol segue esperando algo muito mais simples — e muito mais difícil de substituir: um Neymar pronto.
E, até agora, esse é justamente o único coro que ninguém puxou.
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