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Veteranos? Numa Copa a idade nem sempre é um documento...

Os principais jogadores do planeta estarão além dos 30 anos, diversos acima dos 34, na competição do Catar. O Brasil, porém, foi o campeão no Chile/1962 com a mais alta média da História,

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

A seleção brasileira que venceu a Copa do Chile/1962
A seleção brasileira que venceu a Copa do Chile/1962 A seleção brasileira que venceu a Copa do Chile/1962

Por suas idades oficiais, aquelas dos seus passaportes, já se consideram apenas razoavelmente ou até mesmo muito veteranos os cinco mais significativos jogadores de futebol do planeta na atualidade. Leo Messi, ponta-de-lança da Argentina, a seleção campeã da Copa América, ultrapassou a casa dos dos 34 anos de idade. Karim Benzema, avante da França, detentora da Taça FIFA, suplantou a mesma marca. Luka Modric, volante da Croácia, vice na Rússia/2018, bateu o limite dos 36. Cristiano Ronaldo, o CR7 de Portugal, no Mundial do Catar, entre os dias 21 de Novembro e 18 de Dezembro, estará a dois meses de completar os seus 38. E Robert Lewandowski, o apelidado Lewy da Polônia, prêmios “The Best” da FIFA na temporada recente de 2020/2021, estará com quase 34.

Cristiano Ronaldo e Leo Messi, num amistoso de 2014, Portugal 1 X 0
Cristiano Ronaldo e Leo Messi, num amistoso de 2014, Portugal 1 X 0 Cristiano Ronaldo e Leo Messi, num amistoso de 2014, Portugal 1 X 0

No ludopédio contemporâneo, em que toda a primazia do preparo físico e psicológico começa a se definir durante a adolescência e às vezes mesmo antes, ainda na infância, a idade nem sempre parece funcionar como documento, ou como um demarcador da qualidade do atleta. Numa Copa menos ainda. Trata-se, afinal, de um torneio de compacta duração. Para o qual cada jogador obviamente realiza um treinamento específico. E no qual as preocupações com a preservação da saúde mental/muscular são permanentes e inabaláveis. Mesmo as delegações que vão a um Mundial sem qualquer chance de sucesso dispõem de uma brigada de médicos, fisicultores, fisioterapeutas e nutricionistas.

Hummels e Neuer, da Alemanha
Hummels e Neuer, da Alemanha Hummels e Neuer, da Alemanha

Claro que exigem uma atenção particular aquelas equipes com mais veteranos do que conviria ao conforto. Caso da Alemanha, que tem no mínimo cinco dentre seus titulares eventuais: o arqueiro Neuer (36), o becão Hummels (33), o volante Gundogan (31) e os meio-campistas Kroos (32) e Marco Reus (33). A Polônia ostenta dois astros cruciais nos 34, além do super-aretilheiro Lewandowski: o becão Glik e o volante Grosicki. Na Inglaterra há dois acima de 32: o central Walker e o ala e seu capitão Henderson. Na Espanha, três: os defensores Jordi Alba e Azpilicueta, o coringa Busquets. Pior, no Uruguai, há cinco acima dos 35: os beques Godin e Martin Cáceres, o meia Suárez, os atacantes Stuani e Cavani.

Os dois à frente, Suárez e Cavani, do Uruguai
Os dois à frente, Suárez e Cavani, do Uruguai Os dois à frente, Suárez e Cavani, do Uruguai

Os anos do CR7 talvez não representassem um problema para Portugal se o elenco das “Cinco Quinas” ainda não dependesse do armador João Moutinho, 35, e do central Pepe, 39. A idade de Messi talvez não comprometesse se ele não jogasse bem ao lado de Di Maria, outro com 34. Na França, Benzema precisa das assistências eficazes de Griezman, 31. Adenor Bachi, o Tite, treinador do Brasil, imune a uma imensidão de críticas, prossegue firmememente confiante nos 39 de Dani Alves e nos 37 de Thiago Silva, embora não exista sentido em se chamar de menino ao Neymar Jr., que completará os 31 em 5 de Fevereiro.

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Choupo-Moting, de Camarões
Choupo-Moting, de Camarões Choupo-Moting, de Camarões

No grupo do Brasil na Copa do Catar, aliás, também são muitos os chamados trintões. Camarões deverá levar ao Mundial ao menos três: o zagueiro Ngadeu-Ngadjui de 31, o ala Tawamba de 32 e o tanque Choupo-Moting de 33. Pela Sérvia lá estarão o central Mitrovic de 32 e dois ponteiros, Darko Lazovic de 31 e Dusan Tadic de 33. E pela Suíça o apoiador Fabian Frei de 33 e os goleadores Seferovic de 30 e Gavranovic de 32. Provém do Brasil, de todo modo, um exemplo precioso de que a idade nem sempre se torna empecilho.

Djalma Santos, Gylmar e Nílton Santos, em 1962
Djalma Santos, Gylmar e Nílton Santos, em 1962 Djalma Santos, Gylmar e Nílton Santos, em 1962

Na montagem da sua seleção para a Copa do Chile, em 1962, a então denominada CBD, Confederação Brasileira de Desportos, viveu dilemas seríssimos. Semanas antes da competição, o treinador Vicente Feola, ganhador com a equipe da Suécia/1958, teve um distúrbio cardíaco que o obrigou a uma internação hospitalar. Responsável pela seleção, o antológico Dr. Paulo Machado de Carvalho recorreu aos préstimos de Aymoré Moreira. E a equipe se baseou quase integralmente na que fôra campeã quatro anos antes. O arqueiro Gylmar tinha 32 anos. Os laterais Djalma e Nílton Santos, 33 e 37. Os dois centrais, Mauro e Zózimo, 32 e 30. No meio-campo, Zito, Didi e Zagallo, quase 30, 34 e 31. A mais alta média de idade da História da Copa. E a seleção "Canarinho" sem o ainda garoto Pelé, de 21, que se machucou no segundo jogo, e com um certo Mané Garrincha, prestes a fazer seus 29.

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PS: Ah, sete escrevinhador fará 78 antes de se empenhar na cobertura da sua 12ª Copa...

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