Silvio Lancellotti O Milan humilha a Juve e a coloca fora da chamada Zona Champions 

O Milan humilha a Juve e a coloca fora da chamada Zona Champions 

Depois de nove derrotas consecutivas em Turim, o "Diavolo" faz opulentos 3 X 0 na "Senhora" e torna dramática a situação da ex-eneacampeã no certame da Bota e na busca de vaga na Europa

O devastador placar final em Turim  e a celebração de Tomori

O devastador placar final em Turim e a celebração de Tomori

@acmilan

Até esta “domenica”, dia 9 de Maio de 2021, representou um fracasso rotundo, para Juventus e Milan, a temporada futebolística na Itália e na Europa. Depois de alinhavar, na Bota, um inédito e prodigioso eneacampeonato, nove títulos em série, a “Senhora” sucumbiu, na “Champions League”, eliminada pelo Porto de Portugal nas oitavas de final. Sem conquistar um “scudetto” desde 2010/2011, da jornada 3 até a 22 o “Diavolo” liderou, tranquilamente, o  certame atual, e daí degringolou. Paralelamente, desabou diante do Manchester United nas oitavas da Liga Europa. Mas daria uma surra na Juventus, 3 X 0.

O Milan campeão de 2010/2011

O Milan campeão de 2010/2011

AC Milan

De fato se tornou além de crucial o clássico que travaram no Allianz Stadium de Turim, a sede da Juve. No cotejo não se disputou, apenas, um predomínio numa rivalidade que data de 28 de Abril de 1901, quando o Milan bateu a Juve por 3 X 2 no velho Velódromo Umberto I da capital do Piemonte. Para a “Senhora”, o jogo significou o drible eventual num desastre e, eventualmente, a sobrevivência de uma cúpula formada pelo presidente Andrea Agnelli e por Fabio Paratici, o seu remunerado Diretor de Futebol. Para o “Diavolo”, significou o sepultamento definitivo ou a ressurreição de um projeto inaugurado em 2018 quando a Elliott, corporação norte-americana de investimentos, comprou seu controle acionário a um suspeitíssimo grupo de especuladores chineses, sucessores do clã de Silvio Berlusconi.

A Inter campeã de 2020/2021

A Inter campeã de 2020/2021

@Inter

Definido o “scudetto” em favor da Internazionale, o seu 19º, praticamente a metade dos 36 abiscoitados pela Juve e um acima dos 18 do Milan, restam as batalhas pelas três vagas remanescentes da Itália na próxima “Champions”, as duas na Liga Europa, um lugarzinho de consolação na futura “Conference Cup”, e pela permanência na Série A. No caso da “Champions”, ao perder da Fiorentina, 0 X 2, no sábado, a Lazio basicamente se despediu da briga. Ao devastar o Spezia, 4 X 1, o Napoli aumentou bastante as suas chances. Neste domingo, Juve e Milan apostaram as suas fichas no choque direto enquanto a Atalanta visitava o Parma já rebaixado. Despachado, faz tempo, o Crotone, o Benevento e o Cagliari igualmente se assombraram no choque direto. Eis os principais confrontos do domingo:

O alívio do Cagliari, em Benevento

O alívio do Cagliari, em Benevento

@Serie A Calcio

BENEVENTO 1 X 3 CAGLIARI
Benevento, Stadio Ciro Vigorito
Árbitro: Daniele Doveri

Gols: Lapadula X Lykogiannis, Pavoletti, João Pedro

Um resultado dramático para o hospedeiro, atrás no marcador logo no minuto inicial, jogada ensaiada, num escanteio, Naingollan até Marin e a bola atrasada para a finalização do volante grego. Lapadula ainda igualou, aos 16’, num raro contra-ataque do Benevento. O Cagliari daí pressionou, ingentemente, e acabou premiado com os 2 X 1 aos 64’, um belo cruzamento de Zappa e testada de Pavoletti. O brasileiro João Pedro artilheiro do time sardo, completou, nos acréscimos, o seu gol 16 no certame. Impressionante, o time todo do Cagliari meramente realizou 43 "reti", até agora, em todo este campeonato de 2020/2021.

A Atalanta, firme e forte na vice-liderança

A Atalanta, firme e forte na vice-liderança

@Serie A Calcio

PARMA 2 X 5 ATALANTA
Parma, Stadio Ennio Tardini
Árbitro: Antonio Giua

Gols: Brunetta, Sohn X Malinovskiy, Pessina, Muriel/2 Miranchuk

Peleja absolutamente unilateral. Já rebaixado, foi como se o elenco anfitrião homenageasse mais uma temporada excelente da “Deusa” de Bérgamo, que abriu 3 X 0 antes de o Parma realizar o seu primeiro gol. A Atalanta exibe a melhor ofensiva do torneio. Por enquanto, 84 tentos em 35 partidas, a média primorosa de 2,40. Muriel registrou o seu gol de número 21, como Lukaku, da Internazionale. A “Deusa” permanece firme e forte na segunda posição.

Na casa da Juventus, um Milan absolutamente arrasador

Na casa da Juventus, um Milan absolutamente arrasador

@Serie A Calcio

JUVENTUS 0 X 3 MILAN
Turim, Allianz Stadium
Árbitro: Diego Valeri

Gols: Brahim Díaz, Rebic, Tomori

Bastante nervoso, obviamente, o jogo 235 da história dos duelos entre a “Senhora” e o “Diavolo”. Teve trabalho o apitador Paolo Valeri, nascido em Roma, a celebrar o seu 43º aniversário no próximo dia 16. Conseguiu segurar os ânimos sem distribuir advertências e cartões. E, quase no encerramento da etapa inicial, ainda foi crucial ao validar o tento de Brahim Díaz, que teria, supostamente, ajeitado a bola com o braço. Mas não acontececeu, mesmo, a infração. O VAR imediatamente reforçaria a decisão correta de Valeri.

Depois da saída grotesca de Szczesny, o tento de Brahim Díaz, Juve 0 X 1 Milan

Depois da saída grotesca de Szczesny, o tento de Brahim Díaz, Juve 0 X 1 Milan

@Serie A Calcio

Na verdade, desafortunadamente ocorreu o erro ridículo do arqueiro Szczesny, a saída estabanadíssima da meta, num levantamento, e o desfrute do armador ibérico, por cobertura, no canto oposto. Uma câmara indiscreta pegou Gigi Buffon, o eterno “portiere” da Juve, no seu banco de reservas, incrédulo a colocar as duas mãos na cabeça. Um
problemaço para o treinador Andrea Pirlo, ex-volante do Milan e da própria Juve, agora no banco da “Senhora, no intervalo, arrumar o seu time, outra vez desconjuntado.

A festa de Brahim Díaz com o treinador Stefano Pioli

A festa de Brahim Díaz com o treinador Stefano Pioli

@Serie A Calcio

Szczesny ao menos se regeneraria, aos 57’, ao defender um penal mal batido por Kessie, um claríssimo desvio de braço de Chiellini que Valeri não hesitou em apontar. E a “Senhora” ainda se favoreceria, aos 66’, com a contusão sofrida pelo sempre perigoso Ibrahimovic. Não melhorou em nada a sua atuação, porém, Carecia de uma fagulha, capaz de incendiar o apagadíssimo Cristiano Ronaldo. Ao contrário, foi Rebic, o substituto do Ibra, quem desferiu o  petardo fenomenal, decisivo, aos 77’, no ângulo da meta da “Senhora”. Pobre e desalentado Szczesny, nem viu. Nó tático de Stefano Pioli, ex-Juve, aliás, em Andrea Pirlo.

Detalhe da defesa do penal pelo arqueiro Szczesny, da "Senhora"

Detalhe da defesa do penal pelo arqueiro Szczesny, da "Senhora"

@Serie A Calcio

A humilhação se ampliaria aos 77’, numa cabeçada de Fikayo Tomori, um inglês, nascido no Canadá, de pais nigerianos. Falta cobrada por Calhanoglu e Tomori subiu muito mais alto do que três “bianconeri”, Milan 3 X 0, a sua “rete” de estréia na Bota e seu enfim um triunfo do “Diavolo” no Allianz depois de nove derrotas em sequência. Situação lastimável da ex-eneacampeã, agora desabada à quinta colocação na tabela, um ponto fora da chamada “Zona Champions” e três rodadas impiedosas a cumprir. Terá que vencer nas três. Em casa, uma única peleja, e contra a Inter campeã. Fora, contra o Sassuolo e contra o Bologna.

Fim de partida, Juve 0 X 3 Milan

Fim de partida, Juve 0 X 3 Milan

@acmilan

Todos os jogos da jornada 35:

SÁBADO, dia 8 de Maio
Spezia (34pts/17ºlugar) 1 X 4 Napoli (70/3)
Udinese (40/11) 1 X 1 Bologna (40/12)
Inter (85/1) 5 X 1 Sampdoria (45/9)
Fiorentina (38/13) 2 X 0 Lazio (64/6)

DOMINGO, dia 9 de Maio
Genoa (36/14) 1 X 2 Sassuolo (56/8)
Benevento (31/18) 1 X 3 Cagliari (35/16)
Parma (19/20) 2 X 5 Atalanta (72/2)
Verona (43/10) 1 X 1 Torino (35/15)
Roma (58/7) 5 X 0 Crotone (18/20)
Juventus (69/5) 0 X 3 Milan (69/3)


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