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Num jogo tão espetacular como o da ida, o Real Madrid elimina o City

Atrás no placar em 0 X 1, necessitados de dois gols para chegar à prorrogação, os "Merengues" fazem 2 X 1 em menos de um minuto no finalzinho do segundo tempo e vão à decisão da Champions

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

O momento da testada de Rodrygo, Real 2 X 1 City
O momento da testada de Rodrygo, Real 2 X 1 City O momento da testada de Rodrygo, Real 2 X 1 City

Graças à sua vitória desta quarta-feira, 4 de Maio, 3 X 1 no Manchester City, segunda das semis da Champions League da UEFA, em 2021/2022, o Real Madrid poderá jogar a sua 17ª decisão da competição. No cotejo de ida, em casa, o City havia marcado 4 X 3. Agora, 28 de Maio, um sábado, no Stade de France em Paris, o Real desafiará o Liverpool que, na terça, eliminou o Villarreal. Até esta edição os “Merengues” já abiscoitaram a taça 13 vezes, a mais recente em 2017/2018, quando bateram exatamente o Liverpool, 3 X 1. Numa final em 29 ocasiões a Espanha acumulou 18 sucessos. E foram cinco contra agremiações da Inglaterra. Incluídos aqueles 3 X 1 sobre o Liverpool, a Espanha ganhou quatro. Mas, coube aos “Reds” o único triunfo dos "Reds" ingleses, e precisamente sobre o Real, 1 X 0 em 1980/1981.

Eis a síntese do prélio desta quarta-feira:

Vinícius Junior, Benzema e Militão
Vinícius Junior, Benzema e Militão Vinícius Junior, Benzema e Militão

REAL MADRID 3 X 1 MANCHESTER CITY

Madrid, Estádio Santiago Bernabéu, 81.044

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Público: 61.416

Árbitro: Daniele Orsato (Itália)

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Gols: Rodrygo/2, Benzema/pen X Mahrez

Na ida: Manchester City 4 X 3

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No agregado: Real Madrid 6 X 5

Recém ganhador de La Liga, Carlo Ancelotti se tornou o primeiro treinador da história a arrebatar, na carreira, os títulos dos cinco certames mais significativos do Velho Mundo. Além da Ibéria, também na Itália com o Milan, em 2003/2004; na Inglaterra com o Chelsea, 2009/2010; na França com o PSG, 2012/2013; e na Alemanha com o Bayern, 2017/2018. Na Champions, já detinha dois com o Milan, em 2002/2003 e 2006/2007, mais outro com o Real, em 2013/2014, numa passagem anterior no banco dos “Merengues”, de 2013 a 2015. Claro que, depois da memorável peleja de ida, em Manchester, quando o seu time por três vezes encurtou a vantagem de dois gols dos “Citizens”, o Carletto passou a imaginar um novo troféu nas suas estantes de grande vencedor como jogador e como treinador.

Ancelotti e Guardiola
Ancelotti e Guardiola Ancelotti e Guardiola

Ele depararia, porém, com Pep Guardiola, um admirável estrategista, que parece invariavelmente plácido mas que, depois dos 4 X 3, apesar do sucesso, havia esculhambado diversos dos seus atletas nos vestiários. Por exemplo, não desculpou o egoísmo de Riyad Mahrez que, com o placar em 2 X 0, ao invés de passar a pelota ao livre Phil Foden, tentou a proeza de um tento impossível. O próprio Foden reclamou do companheiro: “Ali, nós teríamos detonado o Real.” A consequência: no templo sagrado do Bernabéu a missão do City se provaria muito mais intrincada. Talvez prejudicado pela tensão, pela obrigatoriedade de revirar o resultado, o Real não pressionou tanto conforme desejava a sua torcida ultra-vibrante. Bem ao contrário, até mesmo permitiu que os rapazes do Pep exagerassem em seu costumeiro toque de bola, da defesa ao ataque, na espera de uma chance de gol.

Benzema, a lástima pelo tento perdido
Benzema, a lástima pelo tento perdido Benzema, a lástima pelo tento perdido

Pior para os “Merengues”, quando a possibilidade surgiu em seu favor, quase no encerramento da primeira etapa, o artilheiro Benzema, sozinho à frente de Éderson, remeteu às nuvens um tiro simples que não poderia desperdiçar. E os dois aversários rumaram a seus vestiários com o placar nulo. Que postura adotaria cada treinador no intervalo? O Real voltou furioso ao gramado do seu Bernabéu. E com uma jogada ensaiada, logo depois da saída. Bola lançada a Carvajal pela direita, uma infiltração vertical que pegou perplexa a retaguarda dos “Citizens”, cruzamento longo e o imperdoável equívoco de Vinícius Junior, atrasado por um milésimo de segundo. O seu petardo passou a mais de metro longe do poste de Éderson. Nervoso em demasia, o ex-flamenguista, incrível, não conseguia dominar uma só pelota à sua disposição. E paulatinamente, então, nervoso em demasia se tornou o próprio prélio, na medida em que o tempo transcorria. Só aos 68’ o Carletto resolveu trocar o garoto brasileiro pelo mais experiente alemão Tony Kroos.

O toque de Rodrygo no lance do primeiro gol
O toque de Rodrygo no lance do primeiro gol O toque de Rodrygo no lance do primeiro gol

Talvez muito tarde. Aos 73’, numa linda contra-ofensiva que pareceu um bordado, criação de Bernardo Silva, que se infiltrou na bequeira atônita do Real e tocou a Mahrez, que fulminou Courtois com um foguete enviesado, entre o arqueiro e o poste, City com 1 X 0. Restaria um quarto de hora para que os “Merengues” reprisassem a façanha da sua reação inolvidável na ida a Manchester. Com dois tentos, pelo menos, ainda teriam a eventualidade de uma prorrogação, quem sabe no bingo dos penais. O mediador Orsato determinou seis minutos de acréscimos. E um gol do Real surgiu ao raiar dos 90’, o alçamento de Benzema, da esquerda, e o desvio sutil de Rodrygo, ex-Santos, que acabara de entrar. Então, e imediatamente em seguida, de novo Rodrygo, de testa, no desfrute de um alçamento de Asensio, da direita. Majestosos “Merengues”, 2 X 1. E ao suplemento.

O detalhe do penal que Benzema converteu
O detalhe do penal que Benzema converteu O detalhe do penal que Benzema converteu

Pois o Bernabéu de fato explodiria de satisfação logo aos 93’, ou aos 3’ na prorrogação. Intempestivamente, o central Rubén Dias atropelou Benzema dentro da área fatal e Orsato não titubeou. Sequer recorreu ao VAR. Um pênalti cruel para o City, aliviante para o Real. Benzema converteu, 3 X 1. Que faltava acontecer num confronto tão prodigioso? Os “Citizens”, obviamente, não desistiram. Aos 105’, quase, cruzamento de Mahrez no cocuruto de Foden, espalmada de Courtois e o rebote de Fernandinho através da linha de fundo. Os corações em pandarecos dentre os torcedores do Real. Guardiola enfurnado no seu banco de reservas. Ancelotti com saudades do tempo em que fumava. Tudo ou nada no gramado. Guardiola de novo a berrar na sua lateral. Ancelotti carrancudérrimo. Orsato impecável na sua frieza. E inexorável o cronômetro, letal para o City e bem-aventurado para o Real.

Cotejo da terça-feira, dia 3:

O Liverpool, em mais uma final
O Liverpool, em mais uma final O Liverpool, em mais uma final

VILLARREAL 2 X 3 LIVERPOOL

Villarreal, Estádio de la Cerâmica, 23.500 lugares

Público: 21.872

Árbitro: Danny Makkelie (Neerlândia, a ex-Holanda)

Gols: Dia, Coquelin X Fabinho, Luís Díaz, Mané

Na ida: Liverpool 2 X 0

No agregado: Liverpool 5 X 2

A taça da Champions
A taça da Champions A taça da Champions

Idealizada em 1955, então como a Champions Cup, em 1993 a competição trocou de nome, se amplificou e se tornou Champions League, a ChL, ou a Liga dos Campeões. Agora na 67ª edição desde que nasceu, na 30ª desde que se multiplicou, esta ChL começou em 22 de Junho de 2021 com 80 equipes de 54 das 55 federações da UEFA. A exceção: Liechtenstein, cujas sete agremiações atuam em certames da Suíça. Na atual formatação a ChL privilegiou as 26 de ranking superior enquanto as outras 54 se digladiavam em mata-matas até que restassem apenas seis. Um sorteio dividiu as 32 em oito chaves de quatro. Sobreviveram os campeões e os vices respectivos de cada Grupo, que daí disputaram as oitavas de final que redundariam nestas quartas. Da etapa de chaves até aqui houve 124 cotejos com 379 gols, a média muito boa de 3,06, e com 4.327.255 espectadores, a média razoável de 34.897.

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