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Na LIbertadores, os triunfos inúteis do Corinthians e do Flamengo

O "Timão" superou o Colo-Colo mas lhe faltou um gol. E o "Urubu" ganhou do Cruzeiro mas precisava realizar mais dois tentos para se classificar

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

Roger, enfim um gol, mas um gol inútil
Roger, enfim um gol, mas um gol inútil Roger, enfim um gol, mas um gol inútil

Dramaticamente promovido o Grêmio, melancolicamente despachado o Santos, ambos nos jogos da noite de terça, prosseguiu nesta quarta, 29 de Agosto, a rodada de volta das oitavas-de-final da Libertadores de América/2018. E o Flamengo e o Corinthians, celebrados como os clubes de maior torcida do País, enfrentaram duelos dificílimos na briga por uma vaga na próxima fase da competição. Ironicamente, ambos conquistaram o triunfo. No entanto, sem os tentos que garantiriam os seus passaportes.

Corinthians 1 X 0, a comemoração ilusória
Corinthians 1 X 0, a comemoração ilusória Corinthians 1 X 0, a comemoração ilusória

Na sua quase cheia Arena ainda-sem-nome-de-Itaquera, 38.429 espectadores em um total de 47.605 lugares, o Corinthians necessitava preservar o seu retrospecto favorável e, debaixo do fervor dos seus fiéis, suplantar o Colo-Colo do Chile por dois gols de diferença. Trazia, do passado, 4 vitórias a 3 e 17 tentos a 13. Na ida, em Santiago, graças aos milagres do arqueiro Cássio, havia se limitado a uma derrota pelo resultado mínimo, 0 X 1. E a igualdade, no placar somado, aconteceu logo aos 16’ quando Pedrinho cruzou, Baeza desviou com o braço esquerdo e o árbitro Néstor Pitana, o argentino da decisão da Copa da Rússia, apitou pênalti. Jádson cobrou mal, no canto do salto do arqueiro Agustin Orión, que quase impediu o grito de 1 X 0.

Lucas Bárrios, 1 X 1
Lucas Bárrios, 1 X 1 Lucas Bárrios, 1 X 1

Incapaz de pressionar a ponto de ampliar rapidinho a sua folga, o “Timão”, ao contrário, facilitou o empate. Aos 31’, depois de uma sucessão de passes que os pupilos de Osmar Loss placidamente testemunharam, o ala Valdívia, ex-Palmeiras, virou até Opazo, que levantou. Outra vez Cássio não se moveu para cortar e, entre Henrique e Léo Santos o paraguaio Lucas Bárrios, ex-Palmeiras e ex-Grêmio, testou sozinho, 1 X 1. Não mais pairava, sobre o prélio, a ameaça do bingo dos penais. E o Corinthians passou a precisar de mais um par de gols, no mínimo, para sobreviver da competição.

Roger, 2 X 1, vã esperança
Roger, 2 X 1, vã esperança Roger, 2 X 1, vã esperança

Claro, uma tonelada de angústias e de aflições espreitaria o Corinthians no segundo tempo da peleja. Em especial porque a sorte parecia bafejar Orión, duas intervenções sensacionais antes dos 47’. De todo modo, aos 63’, num escanteio alçado por Jadson, o imprevisto aconteceu. A pelota encobriu Léo Santos, Henrique, e bem no meio da zaga do “Cacique” surgiu Roger, a quem a plateia do “Timão” vaiava sem cessar e já exiga a substituição. Roger escorou de destra e de chapa, 2 X 1. Alegria? Nem tanto O Corinthians teria que correr atrás dos tais dois de vantagem. Em sete minutos de acréscimos. Não deu. E talvez não dê, também, em 2019, pois o alvinegro está longe da chance de obter a sua qualificação, à próxima Libertadores, no atual Brasileiro.

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Rodine, a bola e Arrazcaeta
Rodine, a bola e Arrazcaeta Rodine, a bola e Arrazcaeta

No Mineirão de Belo Horizonte, meros 17.593 espectadores em um total de 61.846 lugares, longe dos seus fanáticos, o Flamengo se obrigou a realizar uma tarefa efetivamente ciclópica. Além de ignorar o retrospecto, bater o Cruzeiro por três gols de diferença. Trazia, do passado, 31 vitórias a 36, apesar dos 120 tentos a 119. Na ida, no Maracanã, o seu treinador Marcelo Barbieri, o calouro do Campeonato Brasileiro da Série A, havia padecido bastante diante de uma estrutura melhor armada pelo experiente Mano Menezes, 0 X 2.

Léo Duarte, 1 X 0 e só
Léo Duarte, 1 X 0 e só Léo Duarte, 1 X 0 e só

Pois Mano manteve a estratégia na porfia de retorno. À solidez da sua retaguarda aliou a atenção e o controle de bola do seu meio-campo. A Barbieri coube usar e abusar das descidas eventuais pelos flancos. Sempre estéreis. Até os 69’. Numa pelota parada. Diego cobrou um escanteio, o arqueiro Fábio abandonou a sua meta de maneira atabalhoada, Everton Ribeiro aparou e Léo Duarte cravou, “Urubu” 1 X 0. A “Raposa”, no entanto, conseguiu se proteger o suficiente até o apito derradeiro de Andrés Cunha, do Uruguai.

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O Grêmio campeão de 2017
O Grêmio campeão de 2017 O Grêmio campeão de 2017

Ganhador da Copa em 2017, o Grêmio, automaticamente se classificou a esta 59ª edição da Libertadore e foi um times do País que puderam participar da Copa na fase de grupos, com o Corinthians, o Cruzeiro, o Flamengo, o Palmeiras e o Santos. Vasco e Chapecoense disputaram eliminatórias. A Chape ficou nas prévias. O Vasco subiu aos grupos mas não se promoveu às oitavas.

A taça da Copa
A taça da Copa A taça da Copa

Inaugurada em 22 de Janeiro, com a sua decisão prevista para o dia 28 de Novembro, até terça a Copa, 47 clubes de dez nações, havia ostentado sete etapas, 137 jogos e 303 tentos, média patética, convenhamos, de meros 2,21. Na Champions League da Europa, desde 27 de Junho de 2017 até a consagração do Real Madrid, em 26 de Maio de 2018, ocorreram três pré-eliminatórias, mais uma fase de playoffs, uma outra de oito grupos, os mata-matas e a decisão, 125 pelejas, 401 tentos, média excelente de 3,21.

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Eis o último combate dos brasileiros:

DIA 30 – Quinta-Feira

PALMEIRAS X CERRO PORTEÑO (Par)

Allianz Parque, São Paulo

Capacidade: 43.713 espectadores

Árbitro: Germán Delfino (Arg)

Retrospecto: 10 jogos (5vit X 1vit – 24 gols a 10)

Na ida, em Assunción, Palmeiras 2 X 0

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