Juve e Napoli, um fim de semana de viagens no Campeonato da Bota
A "Senhora", 9 pontos de folga, vem de partidas horrorosas. O "Burro" acaba de perder Hamsik. Correm riscos diante do Sassuolo e da Fiorentina.
Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

Bastaram duas pelejas horrorosas para que a Mídia da Bota e, também, os “tifosi” da equipe, mergulhassem em contestações à Juventus de Turim e ao seu treinador, o multicampeão Massimiliano Allegri. Em 30 de Janeiro, pela Copa Itália, a “Velha Senhora” se humilhou, em Bérgamo, diante da mediana Atalanta, 0 X 3. Daí, no dia 2 de Fevereiro, dentro de casa, depois de abrir um placar de 3 X 1 no Parma, igualmente de miolo de tabela, permitiu o empate, nos acréscimos, 3 X 3. O CR7 Cristiano Ronaldo cravou dois gols, escalou o patamar dos 17 e se tornou o artilheiro do torneio. Inutilmente.

A “Zebra”, que parecia galopar celeremente na direção do seu “scudetto” de número 35, insolitamente o oitavo em seguida, bateu dois terríveis recordes negativos. Não sofria um resultado de 3 X 3, em casa, desde o seu prélio contra a Sampdoria de Gênova em Outubro de 2010. E não cedia seis tentos acumulados desde o ano longínquo de 1962. Explicação: o desfazimento, por lesões, da sua formidável BBC, a bequeira de Barzagli, Bonucci e Chiellini. Os três, respectivamente, necessitarão amargar 15, 10 e 7 dias de enfermaria.

Ainda existem 9 pontos, todavia, de vantagem da Juve sobre o seu vice Napoli na tabela de classificação deste Campionato Nazionale de 2018/19. A “Zebra” exibe 60 diante dos 51 do “Burro” da Terra da Pizza. E, para o fim de semana, a mais elementar especulação a respeito da 23ª rodada do certame, que terá um total de 38, sugere que, no mínimo, a diferença deverá se preservar.

No sábado, dia 9, na Toscana, o Napoli visita a sempre perigosa Fiorentina, 31 pontos e a 9ª posição na tabela. A esquadra “Viola” conquistou 18 dos seus pontos dentro do seu Artemio Franchi. Ou, 58%. O “Burro”, porém, em viagem, registrou meramente 19 dos seus 51. Ou, 37%. E o seu elenco atravessa um momento de tristeza e tensão com a partida do seu capitão, o eslovaco Marek Hamsik, na Terra da Pizza desde 2007, 100 “reti” em 408 partidas. Atritado com o presidente Aurelio de Laurentiis e com o treinador Carlo Ancelotti, ele, que se tornou um ícone na cidade, optou por se transferir à China.

No domingo, dia 10, na Emilia-Romagna, a “Senhora” visita o imponderável Sassuolo, 30 pontos e o 11º posto na classificação. Apelidado de “Casca de Melancia”, por causa do seu fardamento listrado em verde e preto, na Série A desde 2013, o Sassuolo costuma perpetrar as suas malvadezas nos grandes da Bota. De todo modo, a Juve, ainda invicta no certame, obteve em viagem 28 dos seus 60 pontos, ou 47%. Dos seus 10 combates “in trasferta”, venceu 9. Marcou 21 dos seus 46 tentos. E concedeu só 7 dos seus 15. Distante de suas plagas, trata-se de estatístícas muito melhores que as do Napoli.

Futebol, contudo, é óbvio, não se decide na matemática. A jornada, com lógica ou sem lógica, se decidirá nos gramados do Franchi e do Mapei-Città del Tricolore. Na dependência de como o elenco de Ancelotti reagirá com a certeza de que não mais disporá do seu líder de além de uma década. E de como Allegri, que adora atuar com três centrais, sobreviverá com dois, em quem os "tifosi" não confiam, o irregularíssimo Rugani e o recém-chegado Cáceres, uruguaio que já participou do elenco entre 2012 e 2016, passou por diversas agremiações e acaba de retornar, emergencialmente.
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