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Brasil X Peru, um panorama da decisão da Copa América/2019

A história do confronto, através das estatísticas, desde o primeiro combate, em 1937, até o recente, na mesma competição, 5 X 0 em 22 de Junho

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

A euforia de Éverton, futuro papai, nos 5 X 0 de 22 de Junho
A euforia de Éverton, futuro papai, nos 5 X 0 de 22 de Junho A euforia de Éverton, futuro papai, nos 5 X 0 de 22 de Junho

Nesta mesma Copa América, a edição 46 na história da competição, as seleções do Brasil e do Peru, que agora batalham pelo privilégio de levantar a taça, já se bateram na fase de classificação, triunfo da “Canarinho” sobre “La Inca”, 5 X 0, dia 22 de Julho, na Arena Corinthians de São Paulo, diante de 45.067 espectadores. Casemiro, Roberto Firmino, Éverton Cebolinha, Daniel Alves e Willian registraram os tentos do Brasil. Na mesma data, no Mineirão, a “Vino Tinto” da Venezuela suplantou “La Verde” da Bolívia por 3 X 1.

O complexo do Maracanã, antes da Olimpíada de 2014
O complexo do Maracanã, antes da Olimpíada de 2014 O complexo do Maracanã, antes da Olimpíada de 2014

Mesmo que bem fossem diferentes os resultados de tais prélios, é possível que coubesse mesmo à “Canarinho” e “La Inca” disputarem a decisão que ocorrerá domingo, 7 de Julho, no antigo templo sagrado do Maracanã, hoje desnaturado pelas mudanças pré-Copa de 2014. Naquele dia 22, então na liderança do Grupo A, o Brasil e o Peru tinham 4 pontos cada. A Venezuela exibia 2 e a Bolívia sofria no zero. Caso a “Vino Tinto” fizesse 4 X 0 em “La Verde” e sucedesse um empate entre “Canarinho” e “La Inca”, se qualificariam a Venezuela e o Brasil. E o Peru seguiria como o melhor dos terceiros. 

No Maracanã, a taça e a bola da final da Copa América/2019
No Maracanã, a taça e a bola da final da Copa América/2019 No Maracanã, a taça e a bola da final da Copa América/2019

Daí, na rodada das quartas-de-final, ao invés de desafiar o Brasil, o Paraguai pegaria a Venezuela. E, ao invés de pegar o Brasil nas semis, a Argentina anteciparia o duelo em uma etapa. Permaneceriam imutáveis as outras duas pugnas, Colômbia X Chile e Uruguai X Peru. Imagine-se um sucesso da “Canarinho” sobre a “Albiceleste”: a única novidade nas semis seria Brasil X Paraguai ou Venezuela. OK. Mas, por quê um raciocínio tão tortuoso?

Um mini-pôster da futura Copa de 2026, na América do Norte
Um mini-pôster da futura Copa de 2026, na América do Norte Um mini-pôster da futura Copa de 2026, na América do Norte

Simplesmente para demonstrar o tamanho do equívoco de se idealizar um torneio de 12 equipes, como esta Copa América, ou de 48, como a futura Copa do Mundo/2026 na América do Norte - Canadá, Estados Unidos e México. Não há como conjuminar uma etapa de chaves e a posterior de mata-matas sem recorrer à grotesca recuperação dos melhores terceiros, agora o Paraguai e o Peru. Também objetivei atestar o enorme equilíbrio de uma competição, perdão, medíocre: 22 combates com 48 tentos anotados, média de 2,18 por cotejo, e um público total de 786.705 espectadores, média de 33.779.

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Gallese, de amarelo, soterrado pelos companheiros nos 5 X 4 diante do Uruguai
Gallese, de amarelo, soterrado pelos companheiros nos 5 X 4 diante do Uruguai Gallese, de amarelo, soterrado pelos companheiros nos 5 X 4 diante do Uruguai

De todo modo, se a “Canarinho” basicamente cumpriu a sua obrigação, “La Inca” realizou uma Copa primorosa, essencialmente pela evolução que apresentou depois da humilhação dos 0 X 5. Orientada pelo argentino Ricardo Gareca, a sua equipe somente sobrepujou a “Celeste” do Uruguai no bingo dos penais, 5 X 4, graças a uma defesa acrobática do seu arqueiro Pedro Gallese. A propósito, o bravo Gallese também se consagrou nas semis. Verdade que o Peru se desvencilhou do Chile por uma contagem larga, 3 X 0. Entre os os tentos, porém, Gallese efetuou intervenções fenomenais e até mesmo agarrou mais um tiro de onze jardas, desferido pelo astro Luís Suárez,

Eis uma síntese da história de Brasil X Peru:

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TODOS AS PARTIDAS: 44

Vitórias: Brasil 31 X 4 Peru

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Tentos: Brasil 95 X 29 Peru

Primeiro encontro em 27/12/1937

Brasil 3 X 2, Copa América, Buenos Aires/ARG

Primeira vitória do Peru em 19/3/1953

Jogo 5, placar de 1 X 0, Copa América, Lima/PER

Encontro mais recente em 22/7/2019

Brasil 5 X 0, Copa América, São Paulo/BRA

Última vitória do Peru em 12/6/2016

Jogo 42, placar de 1 X 0, C. Am., Foxborough/EUA

O absurdo gol decisivo, de mão, de Ruidíaz, em 2016
O absurdo gol decisivo, de mão, de Ruidíaz, em 2016 O absurdo gol decisivo, de mão, de Ruidíaz, em 2016

PARTIDAS NA COPA AMÉRICA: 18

Vitórias: Brasil 13 X 2

Tentos: Brasil 39 X 12

Obviamente se altera a cronologia das pelejas. Como houve um empate de 0 X 0 antes do jogo número 5 do cômputo geral, um amistoso, a primeira vitória do Peru na competição continental passa a ser o jogo 4. Por sua vez, a última vitória, ao invés de jogo 42, passa a ser 17. Aliás, foi claramente irregular o gol de “La Inca”, anotado aos 77’, de braço escancarado, por Ruidíaz, avante reserva que havia entrado aos 64. O arbitro, inesquecível: Andrés Cunha, do Uruguai.

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