Semifinais definidas, e a Copinha pede protagonismo
Competição tem histórico de revelar jogadores que podem ser os ‘próximos craques’ do futebol
Prisma|Ilsinho, ex-jogador e comentarista da RECORD
A Copa São Paulo de Futebol Júnior está chegando ao seu momento mais esperado. Com as quartas de final encerradas e as semifinais definidas, a competição entra na fase em que o discurso muda, o nível sobe e os holofotes se concentram nos jogadores capazes de decidir.
Grêmio e Cruzeiro de um lado. São Paulo e Ibrachina do outro. Quatro caminhos diferentes, quatro histórias distintas e um ponto em comum: todos chegaram até aqui por mérito. Em uma competição que costuma separar rapidamente promessas de realidade, estar entre os quatro melhores já é um sinal claro de consistência.
É nesse recorte que surgem os nomes que podem ganhar o rótulo de “próximo craque”. A Copinha tem esse histórico. Foi assim com Endrick, que explodiu no Palmeiras e rapidamente migrou para o futebol profissional. Foi assim também com Breno Bidon, destaque na base do Corinthians e peça importante na conquista da Copa do Brasil pelo clube. O torneio não cria talentos, ele revela.
Em 2026, os sinais voltam a aparecer. Um deles atende pelo nome de Paulinho, do São Paulo. Autor de um golaço decisivo nas quartas de final, o jovem selou a classificação Tricolor e se colocou de vez no radar. Jogadores assim, que aparecem nos jogos grandes, costumam acelerar processos dentro dos clubes.

Ao lado dos favoritos, a Copinha também mantém sua vocação para as histórias improváveis. O Ibrachina chega à semifinal como uma das grandes surpresas da competição, sustentado por uma campanha marcada por organização, entrega e competitividade após eliminar grandes times como Palmeiras, Atlético Mineiro e Internacional.
Grêmio e Cruzeiro, por sua vez, reforçam o peso do trabalho bem feito. Elencos fortes, ideias claras e equipes que jogam como time, algo essencial nesta altura do campeonato. No mata-mata final, não basta talento isolado. Vence quem entende o momento.
As semifinais prometem confrontos de alto nível e decisões que podem mudar trajetórias. A Copinha entra na reta final cumprindo seu papel mais nobre: apresentar ao futebol brasileiro nomes que, em pouco tempo, podem deixar de ser apostas para se tornarem realidade.
Agora, o palco é maior, a pressão aumenta e o espaço para erro diminui. É nessas horas que o futuro começa a se revelar.
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