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Semifinais definidas, e a Copinha pede protagonismo

Competição tem histórico de revelar jogadores que podem ser os ‘próximos craques’ do futebol

Prisma|Ilsinho, ex-jogador e comentarista da RECORD

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A Copa São Paulo de Futebol Júnior está chegando ao seu momento mais esperado. Com as quartas de final encerradas e as semifinais definidas, a competição entra na fase em que o discurso muda, o nível sobe e os holofotes se concentram nos jogadores capazes de decidir.

Grêmio e Cruzeiro de um lado. São Paulo e Ibrachina do outro. Quatro caminhos diferentes, quatro histórias distintas e um ponto em comum: todos chegaram até aqui por mérito. Em uma competição que costuma separar rapidamente promessas de realidade, estar entre os quatro melhores já é um sinal claro de consistência.


É nesse recorte que surgem os nomes que podem ganhar o rótulo de “próximo craque”. A Copinha tem esse histórico. Foi assim com Endrick, que explodiu no Palmeiras e rapidamente migrou para o futebol profissional. Foi assim também com Breno Bidon, destaque na base do Corinthians e peça importante na conquista da Copa do Brasil pelo clube. O torneio não cria talentos, ele revela.

Em 2026, os sinais voltam a aparecer. Um deles atende pelo nome de Paulinho, do São Paulo. Autor de um golaço decisivo nas quartas de final, o jovem selou a classificação Tricolor e se colocou de vez no radar. Jogadores assim, que aparecem nos jogos grandes, costumam acelerar processos dentro dos clubes.


Paulinho, do São Paulo, marcou um golaço decisivo nas quartas de final da Copinha Reprodução/Instagram @pauliiinhoo7 - 19.01.2026

Ao lado dos favoritos, a Copinha também mantém sua vocação para as histórias improváveis. O Ibrachina chega à semifinal como uma das grandes surpresas da competição, sustentado por uma campanha marcada por organização, entrega e competitividade após eliminar grandes times como Palmeiras, Atlético Mineiro e Internacional.

Grêmio e Cruzeiro, por sua vez, reforçam o peso do trabalho bem feito. Elencos fortes, ideias claras e equipes que jogam como time, algo essencial nesta altura do campeonato. No mata-mata final, não basta talento isolado. Vence quem entende o momento.


As semifinais prometem confrontos de alto nível e decisões que podem mudar trajetórias. A Copinha entra na reta final cumprindo seu papel mais nobre: apresentar ao futebol brasileiro nomes que, em pouco tempo, podem deixar de ser apostas para se tornarem realidade.

Agora, o palco é maior, a pressão aumenta e o espaço para erro diminui. É nessas horas que o futuro começa a se revelar.

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