Ídolo do judô, Chiaki Ishii ajudou a mostrar que o Brasil podia chegar lá
Japonês naturalizado brasileiro morreu nesta sexta-feira (16), aos 85 anos
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Ídolo do judô, Chiaki Ishii morreu nesta sexta-feira (16), aos 85 anos. Depois de perder uma seletiva olímpica, o japonês veio ao Brasil, enfrentou a falta de patrocínio e conquistou uma medalha histórica. Uma derrota pode mudar o destino de um atleta. E, no caso de Chiaki Ishii, mudou também a história do judô brasileiro.
Antes do país se tornar uma potência olímpica na modalidade, Ishii ajudou a mostrar que era possível chegar lá.
Relembre a história dele
Nascido em 1941, no Japão, Ishii começou a treinar judô aos três anos. Em 1964, tentou uma vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio, mas perdeu a seletiva para um atleta que acabaria conquistando o ouro.
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Frustrado, decidiu embarcar para o Brasil. Passou por diferentes lugares da América do Sul até se estabelecer em Presidente Prudente, no interior paulista, onde trabalhou como agricultor e começou a ensinar judô.
Mais tarde, mudou-se para São Paulo e abriu uma academia. Naquela época, o judô brasileiro enfrentava dificuldades para conseguir patrocínio, estrutura e até atletas de alto nível para treinar.
Mesmo assim, Ishii se destacou pela técnica e velocidade. Naturalizado brasileiro em 1969, conquistou títulos nacionais, sul-americanos e pan-americanos.
Mas foi em 1971 que ele fez história pela primeira vez, ao ganhar o bronze no Mundial da Alemanha, a primeira medalha brasileira na competição. Um ano depois, nos Jogos Olímpicos de Munique, conquistou outro bronze e se tornou o primeiro brasileiro medalhista olímpico no judô.
Também acumulou quatro ouros nos Jogos Pan-Americanos, dois em 1971 e dois em 1975.
Mas seu legado foi além das competições. Na academia que mantinha na Lapa, em São Paulo, ajudou a formar medalhistas olímpicos como Walter Carmona e Rafael “Baby” Silva, além das próprias filhas, Tânia e Vânia, que também disputaram Olimpíadas.
Em reconhecimento à carreira, entrou para o Hall da Fama do COB em 2019 e recebeu o Troféu Adhemar Ferreira da Silva em 2023, além de importantes honrarias do judô brasileiro.
Chiaki Ishii morreu aos 85 anos, deixando uma história que começou com uma derrota no Japão e terminou com um legado de vitórias para o Brasil.
Fica aqui a homenagem do blog a um dos maiores atletas de todos os tempos!
E o agradecimento por ter inspirado tantos outros que também trouxeram alegria e medalhas ao nosso país.
OSS! 🥋
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