R7 Só Esportes Messi em time brasileiro? Não, não daria certo. Melhor ficar no sonho

Messi em time brasileiro? Não, não daria certo. Melhor ficar no sonho

R7 imagina supercraque no Brasil. Conclusões não foram exatamente animadoras. Que o show continue do outro lado do Oceano Atlântico

  • R7 Só Esportes | Eduardo Marini, do R7

Messi perderia muito jogando agora na América do Sul. E o futebol ainda mais

Messi perderia muito jogando agora na América do Sul. E o futebol ainda mais

Albert Gea/Reuters - 18.8.2019

Ah, esse cara no meu time...

Desde terça-feira (25), quando “o cara” comunicou aos dirigentes do Barcelona sua decisão de deixar o clube, não houve sequer um torcedor ou amante de futebol, do Brasil ou de qualquer ponto da face da Terra, que não tenha dito, ou no mínimo construído em pensamento, a frase de abertura desse texto.

“O cara”, claro, é ele mesmo: o argentino Lionel Andrés Messi Cuccittini. Leo La Pulga Messi para íntimos e súditos, 33 anos, os últimos 20 no clube catalão, os três primeiros em La Cantera de La Masia (centro de formação das divisões de base), mais um e meio nas equipes intermediárias e os 15 e meio seguintes no grupo principal.

Dono de um pacotaço com 634 gols marcados em 731 jogos pelos espanhóis, muitos deles de antologia, além de outros 70 em 138 partidas pela seleção argentina. Trinta e seis títulos na carreira por Barça e seleção, entre eles dez campeonatos espanhóis, oito Supercopas da Espanha, seis Copas do Rei, quatro Champions e três Mundiais de Clubes.

O maior jogador da atualidade, de seu tempo e do Barça em todos os tempos. O que, definitivamente, está longe de ser pouco, diante do fato dele ter construído toda a trajetória, até agora, em um dos maiores pontos de encontro de craques da história do futebol.

Até os cartolas do clube argentino Newell’s Old Boys, da Rosário natal de Messi, que perdeu o menino para o Barcelona aos 13 anos, em 2000, uniram-se aos torcedores do clube para clamar, nas redes sociais, pela volta de La Pulga. Ninguém é mesmo de ferro – a começar por quem perdeu seu príncipe e o viu partir ainda com jeitão e mania de menino.

O mais sonhador e até delirante dos brasileiros, argentinos e demais sul-americanos sabe que Lionel Messi só pousaria atualmente em algum clube deste lado do Atlântico por obra rigorosa e absoluta de caridade construída por ele próprio.

Em termos diretos: isso só seria possível se ele, entupido de dinheiro que só, desembarcasse por aqui sem pensar em encaixe, para curtir a vida pegando o que der para rolar. Pensando em dar um tempo, relaxar o cabeção, tirar um barato nas praias brasileiras, que, por sinal, ele e a mulher adoram.

Ou para ter o prazer, ainda inédito para ele, de disputar um campeonato nacional em sua Argentina. Quase um ano sabático, de relaxamento, mas com alguma atividade – mesmo porque precisaria de pouco mais do que o dedo mindinho para se destacar nessas bandas de cá.

De outra forma tudo indica ser impossível. Parece não existir, nem sequer em pensamento, uma equação financeira capaz de coloca-lo em qualquer equipe localizada abaixo do muro de Donald Trump entre os EUA e o México – e certamente também na quase totalidade das que estão acima dele.

Mas como sonhos ainda não custam os 700 milhões de euros da multa (cerca de R$ 4,6 bilhões) e os salários amazônicos de Messi (131 milhões de euros, ou cerca de R$ 859 milhões, anuais), o R7 fez um exercício imaginário de como seria ter o hipercraque em um dos times brasileiros que disputam essa Série A 2020 sofrível tecnicamente.

Que se admita a verdade: não foi possível chegar exatamente a conclusões animadoras.

Messi no Palmeiras? Melhor não. Imagine ele ter que tabelar atualmente com Lucas Lima e Gustavo Scarpa, os dois nessa fase vagalume luz apagada, e de vez em quando ainda ter que voltar para marcar em nome do pojeto do pofexô? Não. Não. Não.

Atlético? Aqui de jeito nenhum. Jorge Sampaoli, Messi e o restante do elenco da Argentina se estranharam muito durante a Copa de 2018. Além disso, o técnico iria nos obrigar a torcer para ele não sacar o gênio de campo em todos os jogos, dentro do seu frenesi de substituição. Ou então deixar todos malucos exatamente por isso.

Grêmio? Não, tchê. Concretamente não. Primeiro, seria forçado a ouvir de Renato Gaúcho, todos os dias, que ele, Renato Gaúcho, jogou mais do que ele, Lionel Messi. Bom, basta, né? Não.

Timão? Também não. Messi encontraria problemas ainda mais graves de, digamos assim, falta de companhia, do que aqueles com que sofre hoje no Barcelona, deve ter ficado claro. Haveria ao menos uma vantagem: nas raras vezes em que sua atuação fosse ruim ele seria elogiado e protegido pelo técnico Tiago Nunes. Não é mesmo, Luan?

Santos? Bom, tem as praias que ele gosta mas, neste momento, para o emblemático clube da Baixada, o desprendimento financeiro do craque precisaria atingir raias de voluntarismo. Melhor esquecer.

São Paulo? Se Fernando Diniz não o transformasse em primeiro volante, para aprimorar a saída de bola, talvez a gente pudesse... não, deixemos para lá.

Vasco? Negativo. Poderia ganhar todas com sonoras goleadas, mas seria demitido caso perdesse o primeiro clássico para o Flamengo. Sem discussão.

Flamengo? Messi, obert a l'extrem esquerre. Messi, sense regates: la pilota corre, no tu. Messi, mira el joc posicional ... O significado do monte de palavras? Aí vai: Messi, aberto na extrema esquerda. Messi, não drible: o que deve correr é a bola, não você. Messi, olhe o jogo posicional... Catalão. Pois é: imaginaram nosso Dome Torrent berrando essas preciosidades para o gênio o tempo todo. E o pior: Messi, hoje praticamente um catalão, entenderia perfeitamente tudinho, mas tudinho. Millor que no. Tradução desnecessária, mas vá lá: melhor não.

Pensando bem, melhor acordar do sonho e esquecer tudo. Lionel Andrés Messi Cuccittini, Leo La Pulga Messi, gênio da bola, a gente te verá na próxima temporada.

No Manchester City, PSG, Juventus ou até no Barcelona de sempre, na improvável mas não impossível hipótese de você e os dirigentes acertarem os ponteiros.

Pela tevê. Imagem e som estão chegado limpinhos do lado de cá. Uma beleza como a bola jogada por La Pulga Messi.

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