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Da Olimpíada de Tóquio em 2021 a morador de rua: atleta é encontrado após desaparecer

Daniel Nascimento foi encontrado na semana passada pela guarda municipal nas ruas de São Paulo, onde coletava materiais recicláveis

Mais 5|Bruno PiccinatoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Daniel Nascimento, conhecido como Danielzinho, é um talentoso maratonista brasileiro que superou recordes e participou das Olimpíadas de Tóquio em 2021.
  • Em 2023, Daniel foi flagrado em um exame antidoping e suspenso por 5 anos, o que resultou na perda de patrocínios e contratos.
  • Após a suspensão, Daniel enfrentou depressão e foi encontrado em situação de rua em São Paulo, coletando materiais recicláveis para sobreviver.
  • Daniel agora busca recomeçar sua vida com apoio psicológico, enquanto sua carreira esportiva permanece incerta até o fim da suspensão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Danielzinho na maratona de Nova York Reprodução/Instagram/@danielnascimentoatleta
Danielzinho na maratona de Nova York Reprodução/Instagram/@danielnascimentoatleta

Hoje vamos calçar um par de tênis e refletir por Mais 5 minutos sobre como o julgamento moral pode arruinar a carreira e, principalmente, a vida de um atleta.

1- Quem é Daniel Nascimento, o Danielzinho?


Um dos grandes talentos do atletismo brasileiro revelados nos últimos anos.

Ele nasceu em 1998, quando Ronaldo da Costa, outro maratonista brasileiro, fez história ao estabelecer o recorde mundial da maratona, com 2 horas, 6 minutos e 5 segundos.


Esse tempo permaneceu como recorde brasileiro e sul-americano por mais de duas décadas até que Danielzinho o superou em 2021.

Com 2 horas, 4 minutos e 51 segundos, essa ainda é a maratona mais rápida de um atleta que não nasceu no continente africano.


Daniel obteve índice e participou das Olimpíadas de Tóquio em 2021, onde viralizou ao dar um “soquinho” ao se apresentar à lenda Eliud Kipchoge durante a prova.

Ele ficou em oitavo lugar no Mundial de Atletismo em 2022 e já tinha garantido sua vaga para as Olimpíadas de 2024.


Daniel obteve índice e participou das Olimpíadas de Tóquio em 2021 Reprodução/Instagram/@danielnascimentoatleta

2- No auge, veio a grande queda.

Tudo desmoronou quando Danielzinho foi flagrado em um exame antidoping antes das Olimpíadas de Paris por usar três substâncias proibidas.

Como resultado, recebeu 5 anos de suspensão e a proibição de competir até 2029.

Com o doping, o famoso Danielzinho foi esquecido Reprodução/Instagram/@danielnascimentoatleta

3- Aqui é importante destacar que Daniel Nascimento nasceu em Paraguaçu Paulista, uma pequena cidade do interior, em uma família de trabalhadores rurais. Daniel mesmo ajudou a família na roça até 2018, antes de se destacar no esporte.

Em apenas 3 anos, esse garoto chegou às Olimpíadas, viajou pelo mundo e correu em Nova York. Uma ascensão meteórica.

Não acho que devemos isentar Daniel da responsabilidade pelo doping, mas qual era a verdadeira consciência que ele tinha do que estava fazendo e do que estava em jogo?

Novamente, reitero que a punição é justa e necessária, mas Daniel foi completamente abandonado por todos ao seu redor que estavam ali durante o sucesso de sua carreira.

4- Com o doping, o famoso Danielzinho foi esquecido, patrocínios e contratos publicitários cortados, marcas, confederações e clubes, todos se afastaram.

Os holofotes se apagaram, mas principalmente, tiraram o que ele mais amava fazer; nem nas famosas “corridas de rua” ele pôde participar.

Daniel voltou para com a família e entrou em depressão, surtou e saiu de casa sem avisar ninguém!

Quarenta e quatro dias depois, foi encontrado em situação de rua na zona leste de São Paulo, onde contou que estava coletando recicláveis para sobreviver.

Danielzinho encontrado nas ruas em SP Reprodução/Instagram/@corridanaredepodcast

5- Certo ou errado?

Quem quer associar o nome de uma empresa ou marca a um atleta que caiu em doping?

Quem deseja estender a mão a um esportista “condenado”?

Será que nós brasileiros gostamos mesmo de esporte?

Quando a suspensão terminar, ele terá 30 anos, uma idade que pode ser considerada ideal para um maratonista; a carreira de Daniel poderia voltar em alto nível, assim como aconteceu com Maurren Maggi, que, após cumprir 2 anos de afastamento, voltou e se tornou campeã olímpica em Pequim 2008.

Porém, no caso do Danielzinho, o esporte agora é segundo plano; ele precisa de ajuda para se reencontrar na vida, foi encaminhado para uma clínica onde receberá acompanhamento psicológico e aqui torcemos para que, nessa corrida, ele volte a se reencontrar.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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