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Morte de Rafael Henzel nos faz refletir sobre a vida

Jornalista nos deixou, vítima de um infarto, pouco mais de dois anos após ser sobrevivente de uma tragédia

Lucas Pereira|Do R7 e Lucas Pereira

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Incrível como acontecem coisas inesperadas na vida da gente.

Quem poderia prever que um sobrevivente de um grave acidente aéreo, iria morrer poucos anos depois.


Pois foi o que aconteceu com o jornalista Rafael Henzel.

Ele foi um dos poucos sobreviventes da tragédia da Chapecoense, ocorrida em novembro de 2016.


Depois disso, muita gente apostou que ele morreria bem velhinho, contando sempre a história do dia em que nasceu de novo.

Não foi o que aconteceu.


Quis o destino que ele deixasse esse mundo, apenas dois anos e quatro meses após a queda do avião.

E foi jogando uma pelada com os amigos.


Sentiu um mal súbito, ainda foi socorrido, mas não resisitiu.

Um infarto difícil de explicar para um cara que desafiou a morte daquele jeito.

A única conclusão que podemos chegar é que aquela não era a hora dele.

Deus o fez sobreviver para nos dar vários ensinamentos.

Ensinamentos de quem perdeu amigos e companheiros de trabalho, mas ganhou uma segunda chance.

Está tudo no livro que ele mesmo escreveu, "Viva como se estivesse de partida".

Não é um livro que descreve como foi a tragédia e fala do desastre com detalhes.

E sim um livro em que ele chama a atenção das pessoas de como mudou a sua visão do mundo e da vida depois do acidente.

E faz um convite para todos nós fazermos o mesmo.

Acho que justamente a missão dele aqui era essa.

Com certeza ele mudou de vida e passou a viver intensamente depois de tudo que aconteceu.

Passou a ser um embaixador da Chapecoense.

Viajou muito, fez muitas palestras e virou um símbolo de superação.

Acabou morrendo fazendo o que mais gosta, na companhia de amigos.

Nos deixou calçando chuteiras, jogando uma partida de futebol, esporte que ele amava tanto.

Que bom que a família e os amigos ainda puderam desfrutar um pouco mais da companhia dele.

A lição que se tira de tudo isso é que cada um tem a sua hora, não tem jeito.

Enquanto ela não chega, porque não vivermos com mais amor, solidariedade, tolerância e menos preocupado com problemas pequenos?

Obrigado pelos ensinamentos Henzel.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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