Último título da Portuguesa no Paulistão teve confusão nos pênaltis e campeão dividido
Em 1973, a Lusa dividiu o título com o Santos depois de erro de contagem do árbitro Armando Marques
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Público de 116 mil pagantes, Pelé e Enéas em campo, disputa de pênaltis e um resultado que gera polêmica até hoje. Com a classificação da Portuguesa para as quartas de final do Paulistão (enfrenta o Corinthians no domingo, no clássico que terá transmissão da RECORD), nossa viagem histórica desta semana será para 1973, no ano em que a Lusa protagonizou uma final histórica contra o Santos de Pelé, selando os últimos títulos do Rei pelo Peixe e da Portuguesa na primeira divisão paulista.
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A caminhada até a final
Em 1973 o campeonato tinha uma fórmula bem simples. Os 12 times jogavam entre si em turno e returno, com o campeão de cada turno disputando a grande final (que ocorreu em 26 de agosto). O primeiro turno foi vencido pelo Santos, liderado por Pelé (mas que tinha Pepe, já como técnico, Carlos Alberto Torres e Edu).
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O segundo turno foi vencido pela Portuguesa, que tinha um time espetacular naquele campeonato, comandado por Basílio (aquele campeão pelo Corinthians em 77) e Enéas (grande craque do time treinado por Otto Glória).
A final

Foi histórico, 116 mil torcedores abarrotaram o Morumbi, que não cabia mais ninguém. O jogo teve amplo domínio santista, mas destaque para organização defensiva do time treinado por Glória. Pelé, louco para encerrar a passagem pelo Peixe com um título, mandou três bolas na trave de Zecão.
Como diziam os antigos narradores de futebol... poderia ter jogo por dias, mas a partida continuaria 0 a 0, o que se mostrou parcialmente verdade nas cobranças de pênaltis.
A confusão nos pênaltis
Os pênaltis começaram com Zé Carlos batendo para o Santos, defesa do grande goleiro Zecão; Isidoro cobrou para Portuguesa no canto esquerdo alto, o lendário goleiro argentino Cejas se esticou todo no alto para espalmar a cobrança; o capitão do tri, Carlos Alberto Torres, cobrou no canto direito do Zecão para abrir o marcador para o Santos; o zagueiro Calegari foi o segundo a bater, para Lusa, mandou a meia altura, para defesa de Cejas; Edu mandou um petardo de esquerda no canto direito alto de Zecão, que caiu do lado inverso do gol... 2 a 0 para o Peixe. A terceira cobrança da Portuguesa foi do ponta-esquerda Wilsinho, que também mandou um chute forte, mas que parou no travessão.
Faltava a cobrança de Pelé, mas o árbitro Armando Marques se confundiu na contagem e simplesmente encerrou a partida. A confusão estava armada, os santistas comemoraram em campo, junto com dirigentes e a torcida, e foram ao vestiário do Morumbi, onde foram informados do erro pela federação, que pediu a volta dos times.
A Portuguesa, segundo consta, com orientação do treinador Otto Glória, foi embora do estádio, sem nem tomar banho nos vestiários. No dia seguinte a Lusa foi considerada campeã junto com o Santos, dividindo o último título do Rei do Futebol.
Portuguesa 0 x 0 Santos
Local: Estádio “Cícero Pompeu de Toledo”, no Morumbi.
Árbitro: Armando Marques.
Público: 116.156 pagantes e 412 menores
Portuguesa: Zecão; Cardoso, Pescuma, Calegari e Isidoro; Badeco e Basílio; Xaxá, Eneas (Tatá) , Cabinho e Wilsinho.
Técnico: Otto Glória
Santos: Cejas; Turcão, Carlos Alberto, Vicente e Zé Carlos; Clodoaldo e Leo; Jair da Costa (Brecha), Eusébio, Pelé e Edu.
Técnico: José Macia (Pepe)
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