Relembre o Paulistão de 1990 e a final caipira
Adversário do Corinthians nas semifinais, o Novorizontino busca o título para o interior

Grande sensação do Campeonato Paulista, o Grêmio Novorizontino, depois de eliminar o Santos, com Neymar em campo, tenta repetir o feito do time homônimo que marcou o início dos anos 1990 e chegar até a final da competição.
O representante do interior paulista, que tem a melhor campanha na competição receberá o Corinthians em Novorizonte em busca desse feito neste sábado (28), com transmissão da RECORD a partir das 20h.
Nossa viagem histórica de hoje será para o ano de 1990, quando o interior de São Paulo foi palco da chamada “final caipira”. Num ano de competição longa, repleta de times e polêmicas… A competição começou em janeiro e teve fim apenas em agosto…
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Regulamento e vexame tricolor
A competição tinha um regulamento bem confuso, que poderia facilmente competir com os Campeonatos Brasileiros da década de 1970. Ao todo 24 times jogariam, na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos. Um com 12 times mais fortes e outro com 12 times mais fracos, uma forma de equilibrar a competição e garantir os clássicos.
A segunda fase reunia os 12 clubes que ficaram de fora, esses foram divididos em dois grupos de 6 cada. O primeiro colocado de cada lado seguiria para fase final e o restante no ano seguinte jogaria no “grupo 2” do ano seguinte.
O São Paulo deu vexame, não ficou entre os 12 na primeira fase, foi para repescagem e acabou na segunda colocação, ficando atrás do Botafogo de Ribeirão Preto e, consequentemente, disputou o grupo 2 em 1991.
Para os adversários, o São Paulo foi “rebaixado no Paulistão”, mas os tricolores argumentam que não, afinal oficialmente não tinha queda prevista no regulamento, sendo assim, apesar de jogar no “grupo dos pequenos” na primeira fase de 1991, o time foi campeão Paulista no mesmo ano. A opinião deste cronista: o São Paulo passou um vexame em 1990, mas não foi rebaixado.
Fase final
Ao contrário do Tricolor, o Novorizontino fez bonito, na primeira fase terminou como uma das seis melhores campanhas, em quarto no grupo dos grandes, com 25 pontos: 8 vitórias, 9 empates e apenas 6 derrotas.
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Na fase final terminou em primeiro no grupo vermelho, que tinha o Palmeiras como grande favorito, com 5 vitórias, 6 empates e apenas 1 derrota. Com isso o time se credenciou para enfrentar outro clube do interior que foi sensação da competição, o Bragantino do, então jovem, Vanderlei Luxemburgo.
Finais

O técnico do Novorizontino era nada mais, nada menos que Nelsinho Baptista, que seria depois campeão Brasileiro com o Corinthians, no mesmo ano. Já o Bragantino era treinado pelo Luxemburgo, como disse anteriormente, ou seja, se faltavam estrelas em campo, sobrava um duelo tático de respeito!
Por ter melhor campanha o jogo decisivo seria em Bragança Paulista, o time do Bragantino teria ainda a vantagem de dois resultados iguais. Sabendo disso, o Novorizontino tomou a iniciativa no primeiro confronto, onde 15 mil torcedores lotaram o estádio Jorge Ismael de Biasi para ver o time da casa abrir o marcador com Edson Pezinho aos 43 minutos. Mas a festa durou pouco, Gil Baiano antes dos 15 do segundo tempo empatou para o Massa Bruta, o empate persistiu até o final.
A grande decisão ficou para o dia 26 de agosto, o estádio de Bragança Paulista estava completamente lotado. Mas quem foi para arquibancada viu um confronto extremamente equilibrado, que acabou pendendo para o Bragantino de Luxemburgo.
Numa cobrança de escanteio na segunda etapa, o zagueiro Fernando abriu o marcador para o Tigre, de cabeça, inapelável para Marcelo. Apenas 4 minutos depois, Tiba empatou o jogo, o gol veio num chute cruzado que morreu no canto direito baixo do goleiro Mauricio.
O empate provocou uma prorrogação, que terminou empatada sem gols, com Marcelo garantindo do título para o Massa Bruta.
Apenas de não terminar campeão, o torcedor do Novorizontino saiu orgulhoso do feito do clube, que fechou as portas nove anos depois… em 2010 surge o atual Grêmio Novorizontino, que agora tenta em apenas 16 anos de existência ir ainda mais longe que o antecessor.
Ficha técnica
Bragantino 1 (0)x(0) 1 Novorizontino
Data: 26/08/1990
Local: Estádio Marcelo Stéfani.Público
Pagante: 15 000
Árbitro: José de Aparecido de oliveira.
Gols: Fernando (22) e Tiba (26).
Bragantino: Marcelo; Gil Baiano, Júnior, Carlos Augusto e Biro Biro; Mauro Silva (Franklin), Ivair, Mazinho Oliveira (Robert) e Tiba; Mário e João Santos. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Novorizontino: Mauricio; Odair (Edmílson), Fernando, Márcio Santos e Luís Carlos Goiano; Marcão, Tião e Édson; Barbosa, Roberto Cearense (Flávio) e Róbson. Técnico: Nelsinho Baptista.
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