Novo protagonista, Mercedes em alta e críticas de Verstappen: o que revelou o GP da China
Enquanto Kimi Antonelli ganha protagonismo em Xangai, Max compara disputas da F1 ao jogo “Mario Kart”
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O fim de semana em Xangai, na China, me trouxe uma sensação difícil de ignorar: a de que um novo protagonista começa a surgir na Fórmula 1.

Entre o único treino livre, a corrida sprint e a prova principal de domingo, o GP da China entregou um roteiro intenso, daqueles que ajudam a contar melhor o momento do campeonato. Foi um fim de semana de disputa apertada, estratégias importantes e sinais claros de que algumas equipes começam a encontrar o caminho nesta temporada.
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Treino curto, margem de erro mínima
Desde os primeiros treinos, o circuito de Xangai já indicava que o equilíbrio entre as equipes poderia produzir uma disputa interessante. Com pouco tempo de pista por causa do formato sprint, cada volta ganhou ainda mais importância no acerto dos carros.
E já no único treino livre do fim de semana ficou claro que algumas equipes haviam se adaptado melhor ao circuito. A Mercedes F1 Team começou forte, com bom ritmo desde as primeiras voltas, enquanto McLaren e Scuderia Ferrari também apareciam entre os tempos mais competitivos.
A Red Bull Racing, por outro lado, teve um início mais discreto, com Max Verstappen fora do grupo mais rápido nas primeiras sessões — o que me causa certa estranheza, afinal, o tetracampeão era presença constante entre os três primeiros do grid.
A sprint como termômetro do fim de semana
Na madrugada de sábado (horário de Brasília), ocorreu a primeira corrida Sprint da temporada de 2026. A prova foi disputada e já deu pistas importantes sobre o equilíbrio de forças em Xangai.
George Russell levou a melhor. O piloto da Mercedes F1 Team segurou a pressão da Scuderia Ferrari nas voltas iniciais — especialmente de Lewis Hamilton — e garantiu a vitória e mais oito pontos no campeonato.
A Ferrari protagonizou um dos momentos mais intensos da prova. Charles Leclerc e Hamilton chegaram a dividir curvas em uma disputa direta pelo pódio. No fim, Leclerc foi segundo e Hamilton terminou em terceiro.
O Top 5 teve ainda Lando Norris, da McLaren, e Kimi Antonelli, reforçando o bom desempenho da Mercedes no circuito chinês.
Também pontuaram Oscar Piastri, Liam Lawson e Oliver Bearman. O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi F1 Team, terminou em 13º.
A volta que mudou o tom do fim de semana
Se a Sprint já dava sinais de como algumas equipes estavam competitivas em Xangai, a classificação trouxe um momento que acabou marcando o fim de semana.
Na volta decisiva do sábado, Kimi Antonelli mostrou velocidade e precisão para conquistar uma pole position que rapidamente virou um dos grandes assuntos do paddock. O resultado não apenas colocou o jovem italiano em posição privilegiada para a corrida, como também reforçou a sensação de que uma nova geração começa a ganhar espaço na Fórmula 1.
A pole também ajudou a consolidar o bom desempenho da Mercedes F1 Team ao longo do fim de semana em Xangai, indicando que a equipe encontrou um acerto competitivo para o circuito chinês.
A pole de Antonelli em Xangai reforçou a sensação de que uma nova geração começa a ganhar espaço no grid da Fórmula 1
Antonelli vence pela primeira vez
A corrida de domingo (15) em Xangai marcou um momento especial na temporada. Com apenas 19 anos, Kimi Antonelli viveu um momento inesquecível no Grande Prêmio da China de Fórmula 1. O piloto da Mercedes F1 Team conquistou a primeira vitória da carreira na categoria e disse ter ficado “sem palavras”, chegando às lágrimas após a bandeirada.
Recém-consagrado como o mais jovem pole position da história da Fórmula 1, o italiano venceu uma disputa intensa entre Mercedes e Scuderia Ferrari no Circuito Internacional de Xangai.
As Ferraris largaram muito bem e pressionaram nas voltas iniciais, mas a vantagem de ritmo da Mercedes apareceu na segunda metade da prova, quando os pneus já estavam desgastados.
Antonelli conseguiu administrar a liderança, enquanto o companheiro de equipe, George Russell, precisou ultrapassar Lewis Hamilton e Charles Leclerc para garantir a segunda posição — e o jovem italiano ainda admitiu ter levado um susto nas voltas finais, dizendo que a situação quase lhe provocou “um pequeno ataque cardíaco”.

A Mercedes completou um grande resultado com George Russell na segunda colocação. Já Lewis Hamilton terminou em terceiro e subiu ao pódio pela primeira vez como piloto da Scuderia Ferrari.
Além das disputas na pista, a corrida também ficou marcada pelo alto número de abandonos. Lance Stroll, Fernando Alonso e Max Verstappen deixaram a prova antes do final, enquanto Alex Albon, Gabriel Bortoleto, Oscar Piastri e Lando Norris nem chegaram a largar.
Depois da corrida, Hamilton destacou o momento vivido pela antiga equipe, com a qual construiu grande parte de sua carreira na categoria: “É especial vê-los de volta à frente. A Mercedes sempre foi uma equipe fenomenal, e quando eles estão em boa forma não é fácil derrotá-los. Ver o George crescer no esporte e agora acompanhar o Kimi seguindo esse mesmo caminho é muito legal.”
Verstappen e as críticas ao estilo das corridas
Nem todos, porém, deixaram Xangai satisfeitos com o que viram na pista. Max Verstappen teve um fim de semana mais discreto e aproveitou o pós-corrida para criticar a dinâmica de ultrapassagens que vem se tornando cada vez mais comum na Fórmula 1 atual.
Para o holandês, o excesso de recursos eletrônicos acaba tirando parte da essência das disputas roda a roda.: “É terrível. Se alguém gosta disso, então realmente não sabe o que é uma corrida”, disse o piloto após o GP da China. “Não tem graça nenhuma. É como jogar Mario Kart. Isso não é corrida.”
Verstappen também questionou a forma como as ultrapassagens acontecem na prática: “Você dá um impulso para ultrapassar, depois fica sem bateria na reta seguinte e eles ultrapassam você de novo. Para mim, é só uma piada.”
As críticas refletem um debate que cresce dentro do paddock: até que ponto a tecnologia deve influenciar diretamente as disputas na pista?
Uma discussão que vale aprofundar — e que vai aparecer bastante por aqui no Entre Curvas.
O que fica de Xangai
No fim das contas, o GP da China deixou algumas mensagens importantes para a temporada: algumas equipes parecem ganhar força, outras ainda buscam respostas — e, no meio disso tudo, novos nomes começam a ocupar cada vez mais espaço no grid.
A temporada ainda tem muitas curvas pela frente. Mas, depois do que vimos em Xangai, vale ficar de olho: novos protagonistas podem estar chegando ao centro do palco da Fórmula 1.
Fontes: Formula1.com e Motorsport.com
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