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Vingança dos jogadores do Corinthians contra Vítor Pereira. Os veteranos e Róger Guedes sabiam: sairiam do Parque São Jorge

Os atletas se aproveitam do péssimo momento do treinador português no Flamengo. E mostram que, mesmo depois de quatro meses, o rancor não passou. E só agora revelam quanto era ruim o ambiente no Corinthians

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Vítor Pereira havia decidido dispensar os veteranos e Róger Guedes. Daí a vingança dos jogadores
Vítor Pereira havia decidido dispensar os veteranos e Róger Guedes. Daí a vingança dos jogadores Vítor Pereira havia decidido dispensar os veteranos e Róger Guedes. Daí a vingança dos jogadores

São Paulo, Brasil

Um ataque em massa, e oportunista, contra Vítor Pereira.

Com os fracassos na Supercopa do Brasil, no Mundial e na Recopa Sul-Americana, os jogadores do Corinthians decidiram tornar público o péssimo relacionamento que mantinham com o treinador português.

Não importa que já faz quatro meses que ele deixou o Parque São Jorge.

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O rancor continua fortíssimo.

Está claro para os jogadores que, quanto pior estiver para ele, na Gávea, melhor.

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Como nesta terça-feira (7), quando membros das organizadas do Flamengo foram protestar.

O ataque de hoje foi de Giuliano.

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"A gente fazia um tipo de trabalho específico que não era o ideal. Às vezes você precisa fazer algo tático para o jogo, um esquema tático.

"Quando ele chega, a gente vai jogar a semifinal [do Campeonato Paulista] contra o São Paulo. O Fagner machuca, e a gente joga com três zagueiros, algo que a gente nunca tinha treinado na vida, e numa semifinal contra o São Paulo.

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"Depois teve situações em que a gente jogou com a linha de cinco, que nunca tinha treinado. Teve um dia que ele disse: 'Olha, já entendi que não funciona'. Chegou no jogo seguinte, e teve linha de cinco de novo. Isso ia irritando o jogador", disse o atleta, que completará 33 anos daqui a dois meses.

Róger Guedes já havia assumido a felicidade em não mais encontrar o treinador no Parque São Jorge em 2023.

Confidenciou que os atletas comemoraram quando ele foi embora.

Principalmente ele.

"Ano passado teve três ou quatro jogos seguidos que eu saí com 15 do segundo tempo. Você fala: "Ca... o que está acontecendo?". Fazendo gol ou não, eu saía. Se eu jogo mal, beleza. E o jogador é o primeiro a saber quando está mal. Você vai sair e ficar quieto. E quando está bem e sai do jogo... Eu saí das duas finais da Copa do Brasil. Pô, tu fica..."

Fagner foi ainda mais fundo. Apontou o caráter de Vítor Pereira.

"Ele fez mesmo na troca de um clube para outro [do Corinthians para o Flamengo]. Isso aí já mostra um pouco do que você pode esperar daquela pessoa. Não posso te falar uma coisa aqui e chegar ali nas suas costas e falar outra."

O lateral se referia à desculpa que Vítor Pereira usou com a diretoria. A de que precisava voltar para a Europa, porque precisava ajudar no tratamento de sua sogra, que estava enferma, em Portugal.

O que há em comum nesses ataques fortíssimos ao técnico?

O fato de que Vítor Pereira, se continuasse no Corinthians, pediria a saída de Giuliano, Róger Guedes, Fagner, Renato Augusto. Não via a necessidade de contratar Maycon.

Ele promoveria uma revolução no elenco.

Principalmente reduzindo a média de idade dos jogadores com quem trabalharia.

O caso de Róger Guedes era o mais direto.

O treinador não suportava cobrar insistentemente ao jogador para participar de forma mais ativa na recomposição e ajudar na marcação pelo lado esquerdo da equipe.

Assim como se irritava profundamente com os protestos do jogador ao ser substituído.

O rancor dos atletas segue presente em cada entrevista.

Foi assim nos podcasts Inteligência Ltda Podpah e no site da ESPN.

Vítor Pereira soube dos ataques.

Mas prefere não retrucar.

Por um simples motivo.

Ele não toca no nome Corinthians.

Sabe que traiu a confiança da direção.

Por isso se cala.

Mas tem a plena certeza.

Os jogadores que o atacam não estariam lá se ele seguisse trabalhando no clube paulista.

Nenhum deles...

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