Logo R7.com
RecordPlus
Cosme Rímoli - Blogs

Vaias, palavrões, pedido para ir embora. Foi assim que a torcida do Vasco ‘comemorou’ com Fernando Diniz a classificação à semifinal do Carioca. ‘Não vou pedir para sair’

Nem parecia que o Vasco havia se classificado à semifinal do Carioca. Enfrentará o vencedor de Fluminense e Bangu. A eliminação nos pênaltis contra o Volta Redonda revoltou a torcida, que xingou, o quanto pôde, Fernando Diniz

Cosme Rímoli|Cosme RímoliOpens in new window

  • Google News
Fernando Diniz só permanece no cargo por conta do presidente do Vasco, Pedrinho. Pressão de conselheiros é pela demissão Mateus Lima/Vasco

“A gente entrou achando que ia ganhar de qualquer jeito.

“Virou o primeiro tempo perdendo de 1 a 0 e podia ter virado perdendo de dois. (...)


“Tirei o Coutinho (no intervalo) porque ele não estava bem. Não estava legal. (...)

“Nunca pedi demissão e nunca saí para outro clube. Nunca deixei um time.


“Se acontecer alguma coisa, vou ser mandado embora.”

A entrevista de Fernando Diniz, ontem, após a vitória do Vasco, nos pênaltis (5 a 3) diante do Volta Redonda, depois de empate em 1 a 1, em São Januário, parecia uma inquisição.


O clima já era péssimo por conta da fraquíssima atuação do time, diante de um adversário mais que limitado.

Vaias e palavrões dos torcedores eram o fundo sonoro.


Jornalistas cobraram de forma muito pesada o ex-treinador da Seleção Brasileira, que não consegue fazer o Vasco jogar bem há tempos.

Nem parecia que o time havia chegado entre os quatro melhores do Carioca.

Fernando Diniz segue como no final do ano passado, extremamente pressionado.

A inesperada chegada à final da Copa do Brasil, com derrota para o Corinthians, o segurou no cargo. Impediu que começasse 2026 desempregado.

No Brasileiro de 2025, o Vasco ficou a dois pontos dos rebaixados Ceará e Fortaleza.

A rejeição a Diniz contaminou torcida, imprensa carioca, grande parte dos conselheiros, e membros da direção. Só o presidente, e ex-jogador, Pedrinho acredita piamente no trabalho do técnico.

Pedrinho é constantemente alvo de indagações sobre a permanência do treinador.

E responde que ele é um dos melhores do Brasil.

Deixa implícito que não há dinheiro para oferecer jogadores melhores.

É um pacto silencioso.

O treinador fica com os atletas que o endividado Vasco consegue e tem a proteção de Pedrinho nos momentos ruins, como o de agora.

Só que está chegando ao limite da tolerância com Diniz.

O sufoco que o Vasco passou ontem contra o Volta Redonda foi revoltante.

No primeiro tempo, principalmente, com o dono da casa acuado, como se enfrentasse o Real Madrid. 7

Situação constrangedora.

No segundo tempo, o Volta Redonda cansou e ofereceu a chance do empate.

A torcida, que deveria estar empolgada com a classificação, xingou, até não mais poder, Fernando Diniz.

O clube deve hoje, R$ 1,2 bilhão.

Pedrinho luta por uma SAF, que mude a triste realidade atual do gigante Vasco da Gama.

Fernando Diniz disse ao presidente que espera até que ele encontre um parceiro disposto a investir ‘pesado’ no time.

Pedrinho, em troca, garantiu que vai segurá-lo no cargo o quanto puder.

Só faltou combinar com os torcedores.

Os apaixonados pelo Vasco.

E que sofrem demais por esse amor inexplicável.

Enquanto isso, nas arquibancadas, desilusão.

Mais um revoltado coro.

“Fora, Diniz. Fora, Diniz”.

As vitórias passaram a ter gosto de derrota...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.