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Traído até pelo ‘seu’ vice, e cada vez mais pressionado por denúncias e opinião pública, Julio Casares avisa. ‘Não renuncio!’

Presidente do São Paulo sofreu uma derrota significativa na Justiça. A votação que definirá seu impeachment será ‘híbrida’. Ou seja, os conselheiros podem votar pela Internet

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Julio Casares, presidente do São Paulo, nega renúncia após derrota na Justiça sobre impeachment.
  • A votação para seu impeachment será híbrida, com possibilidade de votação online, após manobra da oposição.
  • Vice-presidente Henry Massis declara apoio ao impeachment, aumentando a pressão sobre Casares.
  • Clima tenso nas vésperas da votação, com organizadas exigindo a saída de Casares e dívida do clube passando de R$ 1,2 bilhão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Casares sofreu uma enorme derrota jurídica. Ameaça de impeachment na sexta aumentou Rubens Chiri/São Paulo

‘Não renuncio!’

Esta foi a resposta, direta de Julio Casares, a um dos conselheiros mais influentes do São Paulo.


Avisou nesta manhã, logo após a confirmação de importantíssima derrota jurídica.

Não deu certo a manobra política que o presidente do Conselho Deliberativo, e aliado político de Casares, Olten Ayres de Abreu.


Ele tentou que a votação dos conselheiros para o impeachment de Casares fosse feita 100% presencial.

Olten sabe que há vários dos 254 conselheiros, em condições legais para votar, são idosos ou costumam viajar às sextas-feiras. E ficaria muito mais difícil estar no Morumbi, neste dia 16.


Além daqueles que querem evitar contato com as organizadas, que estarão cercando o estádio, para cobrar dos conselheiros a aprovação do impeachment.

A oposição havia derrubado essa exigência, permitindo a votação híbrida. Ou seja, podendo ser feita pela Internet.


Além disso, a justiça confirmou que os votos para tirar Casares da presidência são de 75% dos conselheiros. Não dos votos dos conselheiros, como também queria Olten e aliados de Casares.

Ou seja, bastam 191 conselheiros votar contra a permanência do dirigente.

O presidente ficou muito tenso ao saber que o seu vice-presidente Henry Massis resolveu declarar abertamente seu voto pelo impeachment.

‘Ele se sentiu traído’, revela outro antigo conselheiro da situação.

Os ex-presidentes José Eduardo Mesquita Pimenta, Carlos Miguel Aidar e Leco, que enfrentaram muitas cobranças administrativas, principalmente Aidar, que renunciou, estão apoiando de maneira assustadora Casares.

Estão ligando, mandando mensagem aos conselheiros. Insistindo que para o ‘bem da história do São Paulo’ o presidente não sofra impeachment.

Casares faz sua parte e também bombardeia conselheiros por WhatsApp.

“O Pimenta, o maior presidente campeão da nossa história, nomeado por mim Patrono da Gestão, foi expulso e reintegrado anos depois. E a sua reputação? Mancharam? Estamos dispostos a cometer mais injustiças? Quem cometer injustiças será cobrado pelo próprio travesseiro.”

“O Conselho Consultivo já decidiu que não há elementos jurídicos para um pedido de impeachment.

“Decisão que parece importante para uma demanda eventual. Abraços a todos. Viva a vitória na Copinha. Mais uma!”

Só que ele não citou a derrota vexatória do time profissional, goleado pelo Mirassol, por 3 a 0.

Aliás, haverá uma partida na quinta-feira no Morumbi. O time enfrentará o São Bernardo. O resultado do jogo poderá deixar o clima ainda mais tenso para a eleição, na sexta-feira. Por exemplo, com nova derrota do São Paulo. Como uma vitória suavizaria a pressão.

As organizadas, que finalmente, deixaram a neutralidade, defendem a saída de Casares. E prometem estar a postos muito antes do início da votação, marcada para começar às 16h30 da sexta-feira. Elas querem a saída imediata de Casares.

Há uma guerra nos bastidores.

A situação segue insistindo no vexame histórico que seria para o clube.

A oposição nunca esteve tão firme na luta contra Casares.

Se houver votação igual ou superior a 75% dos votos, Casares é afastado imediatamente do cargo, assumindo Henry Massis.

Até que haja nova votação dos sócios.

O clube vive ambiente bélico, de enorme tensão.

As dívidas do São Paulo já ultrapassam R$ 1,2 bilhão.

Quando Casares assumiu eram de R$ 635 milhões, em 2021.

A Polícia segue investigando inúmeras denúncias financeiras contra o presidente, além de sua ex-mulher, a quem nomeou diretora do São Paulo...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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