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Cosme Rímoli - Blogs

Torcida vaia o ‘Palmeiras da agonia’. 315 minutos sem marcar um gol. 0 a 0, contra o Botafogo, foi presente. Clube gastou R$ 400 milhões e piorou

Foi monótono e assustador. Parecia a repetição das duas partidas contra o Corinthians. Equipe sem a menor criatividade. Dependendo de Veiga, passivo, omisso, aceitando a marcação. E cruzamentos desesperados. Weverton salvou o time da derrota no Allianz

Cosme Rímoli|Do R7

Weverton salvou o Palmeiras da derrota. Time voltou a mostrar monotonia, falta de criatividade. Vaias merecidas de sua própria torcida, no Allianz Parque Cesar Greco/Palmeiras

Vaias, muitas vaias.

Palavrões para a diretoria.

E cobranças duras para Abel Ferreira.

Foi constrangedor o ambiente do Allianz Parque após Palmeiras 0, Botafogo 0.


Primeira partida do Brasileiro de 2025.

Desanimador, o time foi desprezado por mais de 30 mil torcedores, que acreditaram no time, após a perda da final do Paulista, para o maior rival, o Corinthians.


Graças a Weverton, não houve a derrota, para o time carioca, que fazia a estreia oficial do seu novo treinador: Renato Paiva.

Abel Ferreira é treinador palmeirense desde outubro de 2010.


É o mais longevo técnico da elite do futebol deste país.

Na coletiva após outra partida que seu time é questionado, ele se mostrou tenso, irritado, na defensiva.

Queria mudar a realidade.

Impor um mundo paralelo aos jornalistas.

“Nos últimos cinco jogos fizemos quatro gols e sofremos apenas um. Nesses últimos dois jogos, contra Corinthians e Botafogo, um tinha uma linha defensiva muito experiente (final do Paulistão) e realmente tivemos muita dificuldade e, muito sinceramente, neste jogo (deste domingo) poderíamos ter ganho e também perdido”, disse, com discurso decorado, inconvincente.

Os cinco últimos jogos do Palmeiras: marcou três contra o São Bernardo, clube da Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro.

Vitória por 3 a 0.

Marcou um gol de pênalti, contra o São Paulo. Penalidade inexistente, confirmada pela própria Federação Paulista de Futebol. Vitória por 1 a 0.

Perdeu para o Corinthians, no Allianz, 1 a 0.

Empatou, e deixou de ser tetracampeão paulista, em Itaquera, 0 a 0.

E não passou de outro 0 a 0, hoje, contra o Botafogo.

Ou seja, há 270 minutos das três partidas e mais 45 minutos, o segundo tempo inteiro diante do São Paulo.

São, arredondando para baixo, 315 minutos de incompetência palmeirense para marcar um gol sequer.

A ira da torcida se justifica.

Não parece ser possível.

Abel Ferreira. Quatro anos e cinco meses no comando do Palmeiras. Tropeço contra estreante Renato Paiva, no remontado Botafogo Cesar Greco/Palmeiras

Leila Pereira tão cobrada, gastou R$ 400 milhões em 2025.

A meta é montar uma equipe competitiva no Super Mundial de Clubes.

Afinal, a disputa em junho e julho será contra as grandes equipes do mundo.

Mas esse dinheiro deveria bastar para se impor não só no Brasil.

Na América do Sul.

A lista de contratados e seus valores: Vitor Roque, R$ 154 milhões, Facundo Torres, R$ 69 milhões, Martínez, R$ 44 milhões, Micael, R$ 35 milhões, Lucas Evangelista, R$ 24 milhões.

Todos prontos para jogar.

Só Paulinho, R$ 108 milhões, que deverá estar apto em abril.

Reforços impressionantes.

Mas, por incrível que pareça, o time piorou em 2025.

“A única coisa que podem esperar é trabalhar para melhorar os nossos processos

“Falta termos todos os jogadores disponíveis, se calhar uma vitória para dar um pouco de confiança. Viemos de uma final e não tivemos tanto tempo de preparar esses jogadores. O Botafogo teve uma semana ou 15 dias para preparar o jogo. E a gente vem de uma final que nos custou, sabíamos que o jogo ia ser difícil. Não jogamos contra um adversário qualquer e nosso lado anímico não estava bom.”

Abel Ferreira, como seu time, está ficando sem repertório para respostas.

Já são 17 partidas do Palmeiras em 2025.

Seu time está completamente previsível.

Atuando com quatro zagueiros, dois volantes de marcação, um só meia articulador, Veiga, cada vez mais omisso, passivo.

Na frente, a insistente procura pelo adolescente Estêvão, de 17 anos.

Um atacante definidor, mas que precisa ser servido, Vitor Roque, 20 anos.

E Facundo Torres, 24 anos, atuando pela esquerda, setor contrário, onde rende mais.

Por isso, dá-lhe cruzamentos de Mayke e Piquerez.

Mas da intermediária, encontrando a zaga de frente para cabecear, e os palmeirenses, de costas.

O jejum de 315 minutos sem gols não é por acaso.

Contra o remontado Botafogo, estreando seu treinador português, a partida foi monótona.

Como um filme visto várias e várias vezes.

Abel Ferreira precisa descobrir uma nova maneira de o time atacar.

Veiga tem de ter um outro meia para dividir a função de articular a busca pelo gol.

Como agia Scarpa.

O Santos segue com elenco fraco, apesar de Neymar.

O São Paulo, perdido, com seu ‘quadrado mágico’, de veteranos: Oscar, Lucas, Calleri e Luciano.

O Corinthians, rival que o Palmeiras perdeu o título, caiu na Pré-Libertadores.

Para o Barcelona, de Guayaquil.

O Palmeiras gastou R$ 400 milhões em reforços e usa o vice paulista para se defender.

O adolescente Estêvão, 17 anos, sobrecarregado. Times como o Botafogo, fazem dupla marcação, e o Palmeiras não tem mais como atacar. Falta de repertório vergonhoso Cesar Greco/Palmeirar

Está ficando constrangedor.

Para Abel Ferreira.

O treinador, que mais recebe no futebol deste país, R$ 3,5 milhões, precisa ser cobrado.

O jejum de 315 minutos sem gols, e com tempo para treinar, é sua total responsabilidade.

O torcedor palmeirense tem toda a razão em vaiar o seu trabalho.

Esporte é assim.

Em 2024, o clube só venceu o Paulista.

Fracassou na Libertadores, meta principal.

Na Copa do Brasil.

E no Brasileiro.

Com derrotas em casa para Botafogo e Flamengo.

O que fez Leila parar de tratar o clube como instituição financeira.

E investir.

Ela respondeu.

Falta Abel Ferreira mostrar, de novo, a que veio...




Veja também: Abel Ferreira vê jogo parelho contra Botafogo: 'Podíamos ter vencido, podíamos ter perdido'

O técnico do Verdão falou sobre as últimas partidas da equipe e a necessidade de melhorar processos.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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