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Morre palmeirense de 23 anos ferida por briga em frente ao Allianz. Revoltada, direção do Palmeiras avalia torcida única no seu estádio

Gabriella Anelli, de 23 anos, teve a garganta cortada por uma garrafa de vidro quebrada, em uma briga entre palmeirenses e flamenguistas. Estava na fila para assistir Palmeiras e Flamengo. Morreu hoje pela manhã

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli


Gabriella tinha 23 anos. Estava na fila para entrar no Allianz. Atingida por estilhaços de vidro. Morreu hoje
Gabriella tinha 23 anos. Estava na fila para entrar no Allianz. Atingida por estilhaços de vidro. Morreu hoje

São Paulo, Brasil

Gabriella Anelli, 23 anos.

Foi para o Allianz Parque assistir ao jogo entre Palmeiras e Flamengo, no sábado à noite.

Pagou ingresso e estava na fila para entrar na arena.

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Foi quando, de acordo com a Polícia Civil, dois torcedores do Flamengo foram identificados sozinhos se encaminhando para o estádio.

A rivalidade insana entre as organizadas de Palmeiras e Flamengo vem de décadas passadas. Com direito a mortes dos dois lados. 

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Não é segredo para ninguém.

Principalmente para a Polícia Militar e para a Polícia Civil.

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De acordo com relatos de testemunhas, dezenas de torcedores do Palmeiras foram em direção aos dois flamenguistas, para agredi-los.

Tentando se defender, a dupla jogou garrafas de vidro quebradas em direção aos palmeirenses.

Outros flamenguistas chegaram para defender os dois.

Se estabeleceu a confusão.

Jogadores do Palmeiras sentem o efeito do gás pimenta lançado pela PM, para separar briga dos torcedores
Jogadores do Palmeiras sentem o efeito do gás pimenta lançado pela PM, para separar briga dos torcedores

A Polícia Militar lançou bombas de gás pimenta para acabar com a briga.

O gás chegou dentro do estádio obrigando a partida a ser paralisada duas vezes, por atrapalhar a respiração dos jogadores.

Só que, já a esta altura,uma garrafa quebrada atingiu em cheio o pescoço de Gabriella. 

Se esvaindo em sangue, ela foi levada às pressas para uma ambulância que estava dentro do estádio, já em estado gravíssimo. Foi operada no sábado mesmo.

Teve duas paradas cardíacas.

E morreu hoje.

Um torcedor do Flamengo, Leonardo Felipe Xavier Santiago, de acordo com o jornalista Mauro César Pereira, foi identificado como quem atirou a garrafa de vidro que matou Gabriella.

"Só desejo que justiça seja feita. Um ser humano com pouco de miolo na cabeça não faria uma coisa dessa. Não só minha irmã, poderia acertar criança, uma mulher grávida, etc", lastima Felipe Marchiano.

O Palmeiras divulgou uma nota de pesar.

E de cobrança às autoridades.

"Lamentamos profundamente a morte da torcedora Gabriela Anelli, atingida por uma garrafa nas imediações do Allianz Parque, antes do jogo contra o Flamengo, no sábado. Não podemos aceitar que uma jovem de 23 anos seja vítima da barbárie em um ambiente que deveria ser de entretenimento.

"Manifestamos solidariedade à família da palmeirense e cobramos celeridade na apuração deste crime, que fere a nossa razão de existir e compromete a imagem do futebol brasileiro."

Palmeiras declara luto por Gabriella. Mas avalia pedir à Federação Paulista e à PM torcida única no Allianz
Palmeiras declara luto por Gabriella. Mas avalia pedir à Federação Paulista e à PM torcida única no Allianz

A situação nos jogos do Palmeiras contra adversários de outros estados, quando a entrada de torcedores adversários é permitida, precisa ser revista.

As ruas que cercam o Allianz Parque são cercadas e a concentração de palmeirenses é enorme.

Os torcedores adversários que não entram com as organizadas em comboio são sujeitos a agressões. Essa é uma situação que já havia sido denunciada várias vezes. 

Infelizmente será analisada profundamente agora, com a morte de Gabriella.

Ir para jogos de futebol no Brasil está cada vez mais perigoso.

Mesmo com a elitização, com o aumento do preço dos ingressos.

O que aconteceu no Allianz Parque é revoltante.

Mas uma situação previsível.

E mais este ato terrível acontece quando dirigentes paulistas tentavam articular a volta de torcedores rivais, nos clássicos de São Paulo.

O que não acontecerá.

Pelo contrário, até.

A Polícia Militar de São Paulo pode rever a liberação de 10% dos estádios para torcidas de equipes de outros estados.

Infelizmente, pode ser a solução.

É inaceitável a morte estúpida de Gabriella Anelli.

Seu avô, Luiz Henrique Nery, deu seu melancólico depoimento sobre a morte da neta.

"É muito triste, um evento de futebol, onde é para se divertir, acontecer um negócio tão trágico como esse.

"Justiça, sim. Ódio, não. Espero que todos possam orar pela família. Eu peço que para as torcidas organizadas: Vão se divertir! Agora, violência? Pelo amor de Deus! Mais violência para quê

"A família está muito triste, chorando muito. Deus nos consola, mas a tristeza é muito grande. É uma perda muito grande. Uma jovem de 23 anos, que tinha uma vida pela frente. não tenho palavras para descrever. Estamos tentando consolar os pais. Estamos tentando consolar os pais.

Gabriela tinha problemas de saúde: "A Gabriela teve problemas desde pequena. Teve que fazer cirurgia de coração quando jovem. Teve problema de pulmão também. Essa menina foi uma guerreira".

Avô de Gabriella lastima a morte da neta
Avô de Gabriella lastima a morte da neta

Se depender da direção do Palmeiras a torcida seria única nos jogos no Allianz.

Seja que adversário for.

A presidente Leila Pereira está revoltada com a morte de hoje.

Deve fazer um pronunciamento.

Esta posição reflete nas organizadas, que acompanham as partidas do clube em outros estados.

E ficariam impedidas de torcer.

Se for o caso, que seja.

Não é possível uma pessoa estar na fila para entrar em um estádio de futebol e morrer.

Que a vida de Gabriella não tenha sido perdida em vão...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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