Termina a pior aposta de Vojvoda e Marcelo Paz. Deyverson. O Fortaleza finalmente rescindiu seu contrato
O clube gastou muito dinheiro com o atacante. E não teve retorno. Pelo contrário. Muitas confusões tolas. E caríssimas. Jogador de 34 anos custava entre salários e luvas, R$ 800 mil mensais. Fora os R$ 7 milhões que o Fortaleza pagou ao Atlético
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Fortaleza já demonstrava erros graves na montagem do elenco de 2025.
A direção se empolgou por disputar a fase de grupos da Libertadores.
E contratou estrelas como David Luiz.
Fugiu de sua política de apostar em jogadores mais competitivos do que famosos.
Os fracassos se sucederam.
O primeiro foi a perda do Cearense para o rival, com elenco muito mais modesto, em março.
Para acalmar a torcida, a aposta mais arriscada.
Deyverson, atacante midiático. De potencial limitado. E que, aos 33 anos, em 2025, já estava longe do seu potencial.
Contratação cara para tentar sossegar também a imprensa cearense, que não poupava críticas pelo descaminho do clube.
O atacante era reserva do Atlético, considerado enorme decepção.
Vojvoda aceitou a oferta que partiu da direção, de Marcelo Paz, dirigente que foi conhecido por modernizar o clube e sempre agir com a razão, desta vez estava contratando pela emoção.
A negociação foi fechada no final de março.
Em maio, a vergonhosa eliminação da Copa do Brasil, diante do Retrô, de Pernambuco.
Enquanto isso, o time naufragava no Brasileiro.
Em julho, eliminação nas quartas-de-final da Copa do Nordeste, diante do Bahia.
A crise beirava o caos.
E Deyverson?
Em abril, o atacante Moisés marcou um gol contra o Internacional, que seria anulado.
Deyverson ficou empolgado e empurrou o companheiro na comemoração do gol. Mas com tanta força que acabou rompendo o músculo posterior da coxa esquerda de Moisés. Ele ficou até outubro sem poder jogar. Desfalcou o Fortaleza em 32 partidas.
Depois, simulações bizarras, que constrangiam os próprios companheiros de time. Jogando as arbitragens contra o Fortaleza.
Além do seu futebol cada vez mais fraco. Lento, improdutivo.
Ele foi um dos motivos da queda de Vojvoda. Sua contratação ficou nas costas do treinador argentino.
Em agosto, contra o Corinthians, ele foi figura central de uma atitude absurda. O goleiro Vinicius Silvestre caiu, mostrando estar sentindo dores. Deyverson deu dois pisões no jogador do próprio Fortaleza.
Na partida de ida das oitavas da Libertadores, no Ceará, contra o Vélez, ele tentou dar uma bicicleta na lateral do campo. Errou a bola. Simulou contusão. Fez que iria chutar e segurou o próprio calcanhar.

A torcida do Fortaleza no Castelão não se segurou.
“Palhaço, palhaço, palhaço”, era o coro.
Na partida, na Argentina, que sacramentou a eliminação do time nordestino, ele errou um passe fácil e proporcionou o segundo gol do Vélez.
Saiu no intervalo.
E foi afastado pelo técnico Renato Paiva.
O português foi demitido.
O argentino Palermo chegou ao seu lugar.
Teve séria conversa com Deyverson.
Mas seu futebol continuou fraquíssimo.
O clube que era exemplo para o futebol brasileiro acabou rebaixado à Segunda Divisão.
A direção decidiu afastar Deyverson.
Thiago Carpini, treinador contratado para a temporada, não pôde fazer nada.
O atacante de 34 anos não tinha mais espaço no clube.
Seus apenas sete gols custaram caríssimos.
Apesar de ter contrato até dezembro deste ano.
Ou seja, tinha de de receber R$ 800 mil 12 vezes.
A direção tentou, tentou até que conseguiu um acordo.
E, finalmente, conseguiu a rescisão ‘amigável’.
Ele está fora do Fortaleza.
Deyverson personifica o caótico ano de 2025.
Temporada que o clube mudou seu perfil completamente.
Se deixou empolgar.
E paga os pecados agora, em 2026.
O clube que sonhava vencer a Libertadores está na Segunda Divisão do Brasileiro.
E Deyverson procura um novo clube.
Quem se arrisca?















