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‘Sou repórter. Busco a verdade. Não agradar o entrevistado.’ Luis Carlos Quartarollo

O repórter das perguntas mais duras. É assim que Luis Carlos Quartarollo é conhecido. Com José Silvério, Milton Neves, Flávio Prado e Wanderley Nogueira formaram o ‘dream time’ da Jovem Pan

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Luis Carlos Quartarollo Reprodução/Jovem Pan

Luis Carlos Quartarollo nem era Quartarollo.

Atendeu por décadas como Luis Carlos Santos. Foi Milton Neves quem o fez assumir o sobrenome italiano, forte, marcante.

“Quartarollo já assusta o entrevistado, chama a atenção para você. Daqui para a frente será esse seu nome”, bradou Milton. Os dois trabalhavam na rádio Jovem Pan.

E estava formado o dream team que a emissora jamais formaria igual.

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José Silvério como narrador, Flávio Prado comentarista, Milton Neves no pré e pós jogo. Wanderley Nogueira e, ele, Luis Carlos Quartarolo, nas reportagens.

Foi um período em que a Pan se impunha no futebol paulista, na década de 90.

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‘Nós fizemos história. Eram outros tempos. Tínhamos acesso aos jogadores, técnicos, dirigentes. Tudo era mais verdadeiro. Olho no olho. Para o bem do jornalismo. Foi assim que tive notícias importantes, mas também discussões históricas como com Telê Santana, com Vanderlei Luxemburgo. Era época de maior respeito, de notícias apuradas. Jornalismo de verdade. Agora, o jornalismo esportivo e a vida estão superficiais.”

Nascido e criado em Piracicaba, onde começou, na rádio Voz Agrícola do Brasil, Quartarollo seguiu os passos do irmão Toni José. Ganhou espaço na rádio Capital, Gazeta e Record, comandado por Osmar Santos.

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De lá, para a Pan.

“Se tivesse de fazer a pergunta dura, incômoda, eu sempre fiz. Tenho de ser respeitoso, mas não fingir de conta que não sei o que está acontecendo. E perguntar aos responsáveis, se um time está jogando mal. Não era fácil. Principalmente o dia seguinte. Ninguém gosta de ser questionado, quando seu trabalho não rende. Hoje isso não acontece porque os ‘assessores de imprensa’ afastam os jornalistas. A notícia é superficial, pasteurizada. Uma pena. Quem perde é a verdade. Daí surgem essas inúmeras fake news.”

Aos 67 anos, com a mesma energia e senso crítico, de quem ganhou três prêmios como o melhor repórter de rádio de São Paulo, trabalha na Rádio Craque Neto, nas transmissões pela Internet.

“É um mundo novo. Com inúmeras novidades tecnológicas. Mas o básico não mudou. Todos querem a informação, a verdade. E é isso que eu sei fazer. Falar a verdade. Se não for agradável, a culpa não é minha. Devo satisfações para quem está me ouvindo, assistindo, meus chefes e, principalmente, para a minha consciência. Jornalismo é a eterna busca pela verdade. E é o que eu faço.”

Quartarollo não deu uma entrevista ao canal Cosme Rímoli no youtube.

Mas uma aula...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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