Cosme Rímoli Show de Neymar. Mas a vitória sobre o racismo foi maior

Show de Neymar. Mas a vitória sobre o racismo foi maior

PSG goleia o Istanbul por 5 a 1. O brasileiro marcou três gols. Mas o que ficou foi a vitória sobre o racismo de ontem do romeno Sebastien Coltescu

  • Cosme Rímoli | Do R7

São Paulo, Brasil

O jogo foi importante.

A goleada do PSG sobre o Istanbul Basaksehir, por 5 a 1, em Paris, garantiu a classificação do time de Neymar em primeiro no grupo H, da Champions League.

O RB Leipzig foi o segundo. E o Manchester United acabou eliminado, em terceiro, disputará a Liga Europa.

O brasileiro teve uma grande atuação.

Driblou, tabelou, abriu, arrancou.

E marcou três gols.

O primeiro, um gol fabuloso.

Aos 21 minutos, ele recebeu de Verratti. Estava de costas para o gol. Ponck tentou marcá-lo. O brasileiro tocou a bola no meio das pernas no zagueiro de Cabo Verde e completou com um chute no ângulo, indefensável para Günok.

Imagem marcada para sempre. Futebol se livrou da alienação. Enfrentou o racismo

Imagem marcada para sempre. Futebol se livrou da alienação. Enfrentou o racismo

PSG

Mas a jogada mais importante neste jogo, ele havia feito ontem. Junto com Mbappé e o restante do seu time. Assim como todos os atletas do Istanbul Basaksehir.

Eles se revoltaram contra o ato racista do quarto árbitro que estava trabalhando ontem, Sebastien Colțescu. O romeno pagou caro por chamar o auxiliar técnico do time turco, o camaronês Pierre Webó, de 'este preto', ao indicar ao árbitro quem deveria ser expulso por reclamar do cartão amarelo do lateral Rafael.

A marcante imagem dos jogadores e árbitros ajoelhados. Protesto contra o racismo

A marcante imagem dos jogadores e árbitros ajoelhados. Protesto contra o racismo

PSG

O atacante senegalês Demba Ba fez questão de questionar Coltescu. E foi expulso. Quando os jogadores entenderam o motivo da revolta de Demba Ba, decidiram que não continuariam a partida, se Coltescu seguisse trabalhando no jogo.

Como o juiz Ovidiu Hategan decidiu manter o quarto árbitro, os atletas cumpriram a promessa. E fizeram história.

A Uefa teve de suspender a partida ontem.

A marcou para hoje.

Com novos árbitros.

O PSG cobriu as arquibancadas do seu estádio, Parque dos Príncipes, com faixas. Contra o racismo e apoiando Webó.

Os jogadores das duas equipes entraram para se aquecer com camisetas brancas, estampada a frase "Não ao Racismo".

Parque dos Príncipes coberto de faixas contra o racismo. Postura emocionante

Parque dos Príncipes coberto de faixas contra o racismo. Postura emocionante

PSG

Antes da partida ser reiniciada, os jogadores e os árbitros ajoelharam.

Protestando contra o racismo.

Imagem que será eterna.

A Uefa anulou a expulsão de Webó.

O Ministro de Esportes da Romênia, Ionut Stroe,  condenou publicamente Sebastien Coltescu pela atitude racista.

"Eu fortemente condeno qualquer comentário que possa ser interpretado como racista, xenofóbico ou discriminatório. Peço desculpas em nome do esporte da Romênia por esse infeliz incidente, que não nos representa. É uma grande mancha para a Romênia e a arbitragem do país", declarou à Digitv.

Webó. O principal personagem da histórica manifestação contra o racismo

Webó. O principal personagem da histórica manifestação contra o racismo

Uefa

A Federação Romena de Futebol deve banir Coltescu do futebol.

Jamais ele deverá trabalhar em qualquer partida.

Para aprender.

Que o futebol, o mundo não tem lugar para racistas...

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