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Se a diretoria do Palmeiras tiver vergonha demite Felipe Melo

Entrada desleal e infantil do volante de 35 anos, custou expulsão aos três minutos e quase elimina o Palmeiras da Libertadores. Absurdo

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli


Felipe Melo deixa a bola e pisa com os cravos na perna de Cáceres. Imperdoável
Felipe Melo deixa a bola e pisa com os cravos na perna de Cáceres. Imperdoável

São Paulo, Brasil

Felipe Melo é um jogador em extinção.

Não tem o apelido de pitbull à toa.

Porque não há mais espaço para tanta irresponsabilidade, a troco de mostrar masculinidade.

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Se firmar como o 'xerifão', mostrar que é mais 'macho' do que o rival, marcar território com uma falta violentíssima, desnecessária, para agradar a parte ignorante da torcida, que acredita na violência gratuita.

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Isso funcionou até os anos 2000, quando as regras do futebol mudaram. Os árbitros não são mais obrigados a aceitar a primeira deslealdade, uma entrada maldosa nos primeiros minutos. De jeito nenhum.

Mesmo abaixo da linha do Equador, no continente sul-americano, marcado pelo atraso, pela corrupção.

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Felipe Melo tem 35 anos. Uma carreira marcada por expulsões, provocações, brigas, pancadarias. Foi fundamental na eliminação do Brasil na Copa da África, em 2010, nas quartas de final. Depois de dar um excelente lançamento para Robinho marcar 1 a 0 contra a Holanda, o volante marcou um gol contra, em lance estabanado com Júlio César. Não contente, cavou sua estúpida expulsão ao pisar em Robben.

Ser o principal personagem da eliminação do Brasil em uma Copa do Mundo não serviu como lição.

Não.

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Ele seguiu arrumando confusões gratuitas. Na Turquia, na Itália, por onde passasse.

Ao chegar no Palmeiras, no ano passado, já foi avisando que, se precisasse dar tapa na cara de uruguaio, em Montevidéu, daria. Felipe sabia que o Palmeiras teria o Peñarol pela frente na Libertadores.

Sua declaração foi uma provocação barata que foi comprada pelos uruguaios. Ele foi o responsável por uma batalha campal. Onde aproveitou para dar inesquecível cruzado, mostrando que vale a pena para jogadores de futebol treinarem boxe.

E hoje, Felipe Melo rompeu qualquer barreira.

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O Palmeiras entrava em campo como franco favorito, diante do Cerro Porteño. O time de Felipão havia vencido por 2 a 0, no Paraguai. O jogo era importantíssimo. Valia pelas oitavas de final da Libertadores, competição que o clube mais rico da América Latina deseja com obsessão.

Se tudo seguisse dentro da normalidade, o Palmeiras tinha tudo não só para vencer. Mas para golear. A recessão atinge com mais força o Paraguai que o Brasil. E o time montado pelo tradicional Cerro Porteño é fraquíssimo.

Só que com Felipe Melo não há normalidade. Aos três minutos ele mostrou falta de responsabilidade inaceitável. A bola estava na entrada da área do Cerro Porteño. Nos pés de Victor Cáceres.

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Eis que o Pitbull decide dar uma entrada absurda. Com o pé direito levantado, com os cravos de sua chuteira rasgando a perna do paraguaio, logo abaixo do joelho esquerdo, onde não havia caneleira. O árbitro argentino German Delfino decide pelo cartão amarelo.

Mas logo percebeu seu erro, ao ver a marca da maldade.

Os filetes de sangue feitos pelos cravos do jogador palmeirense.

A expulsão foi obrigatória.

A 23ª vez que era expulso na carreira.

Por todos os ângulos, a entrada de Felipe Melo foi lastimável
Por todos os ângulos, a entrada de Felipe Melo foi lastimável

Triste, bizarro recorde, situação que foi contra os clubes que pagam seu salário. Com a camisa verde foi a segunda vez.

Ao tomar o cartão vermelho, Felipe Melo conseguiu mudar o jogo. Primeiro, sabotou o Palmeiras. Montado por Felipão com três volantes e preparado para imprensar os paraguaios no seu campo. Com um a menos, seria uma loucura manter esse planejamento.

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O Pitbull deu esperança, trouxe confiança aos cabisbaixos paraguaios. Eles sabiam que o presente era bom demais. E os torcedores do Palmeiras trocaram a certeza de uma noite festiva, por horas de apreensão, medo de eliminação.

Tudo por conta de Felipe Melo.

O Palmeiras recuou para o seu campo e deu a posse de bola para o Cerro Porteño. Passou a atuar no 4-4-1. No primeiro tempo, parecia Barcelona e Alavés, nos bons tempos de Guardiola. Os paraguaios terminaram o primeiro tempo com 71% de domínio da bola. Com um a mais e os palmeirenses recuados, ficou fácil.

O Cerro é tão ruim que praticamente não criou chance no primeiro tempo. O Palmeiras em dois contragolpes, com dez jogadores, quase marcou com Willian e Dudu.

Na segunda etapa, a tensão cresceria.

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O treinador espanhol Fernando Jubero, adiantou sua marcação. E exigiu que seus fracos jogadores passassem a bater mais para o gol. Deixassem de levantar bolas da intermediária. Com um jogador a mais, havia como forçar, principalmente pelas laterais. Já que Felipão deixava Bruno Henrique e Moisés parados na entrada da área, como duas peças de pebolim.

A tensão dos torcedores virou terror, quando Arzamendia errou o cruzamento e marcou um golaço, sem querer. 1 a 0, Cerro Porteño, aos 11 minutos. Bastava mais um gol para os paraguaios levarem a decisão para os pênaltis.

Mesmo contra um time fraco, ter dez atletas sabota qualquer time. E o Palmeiras sofreu uma pressão desnecessária. Com os jogadores se cansando, por correr atrás da bola, tentar preencher o espaço deixado pelo Pitbull. 

Para piorar, gandulas escondendo bolas.

Retardando o jogo.

Vergonhoso.

Deyverson ainda entrou provocando os paraguaios e tudo que conseguiu foi ser expulso aos 47 minutos do segundo tempo, junto com Marcos Cáceres.

Felipe Melo sabotou o próprio time. Foi sua 23ª expulsão. Triste recorde
Felipe Melo sabotou o próprio time. Foi sua 23ª expulsão. Triste recorde

Pela tensão, discussões, confusões, a partida foi até os 56 minutos.

Clima criado pelo volante palmeirense.

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O Palmeiras se classificou.

Enfrentará o Colo Colo.

Com a vantagem de decidir em casa, por ter a melhor campanha da Libertadores.

Perdeu o jogo contra o Cerro.

A invencibilidade de nove partidas.

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Sofreu de maneira desnecessária.

Tudo pela irresponsabilidade de um jogador.

Que poderia ter quebrado a perna do adversário.

Por nada, a não ser mostrar 'quem é que manda'.

Se a diretoria tiver vergonha, precisa agir.

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E demitir Felipe Melo.

Para que seguir com um jogador que sabota o próprio time?

Só para provar que é o 'xerifão'?

Há a certeza de uma grande suspensão na Libertadores.

Seu passado e o seu presente o condenam.

Entradas violentas, desnecessárias, sem explicação. Não cabem mais no futebol
Entradas violentas, desnecessárias, sem explicação. Não cabem mais no futebol

Graças aos céus jogadores assim estão em extinção.

Como os próprios pitbulls...

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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