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São Paulo vai fazer de tudo para segurar James Rodríguez. ‘Descobriu’ que está desperdiçando um craque

Presidente do São Paulo, Julio Casares, chefe da delegação brasileira na Copa América, ficou deslumbrado com o futebol do jogador que pertence ao seu clube. E estava afastado. Tentará fazer de tudo para que James Rodríguez fique no Morumbi. Times dos EUA o querem

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A sensação é que a diretoria do São Paulo descobriu o potencial de James Rodríguez na Copa América

A diretoria do São Paulo descobriu.

Tem um excelente jogador, só que não o utiliza.

Apenas paga R$ 1,5 milhão a cada 30 dias.

Apesar de pertencer ao São Paulo desde o dia 26 de julho de 2023, é como se o presidente Julio Casares o estivesse vendo pela primeira vez.

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No estádio de Santa Clara, nos Estados Unidos, o dirigente viu o meia desfilar sua técnica, inteligência e talento no sofrido empate para o Brasil, diante da Seleção Colombiana.

Casares percebeu o atleta que está perdendo por falta de entendimento entre as Comissões Técnicas que comandaram o time.

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O primeiro a desprezar o atleta foi exatamente Dorival Júnior, que suou frio toda vez que a bola chegava no meia.

A Colômbia foi muito injustiçada no empate.

Principalmente pela atuação de James Rodríguez.

Casares, chefe da delegação brasileira na Copa América, nem pensava em cumprimentar o meia que é do São Paulo.

Tudo porque o clima entre ele e a direção é péssimo.

Não saiu do Morumbi em janeiro porque o clube lhe devia R$ 11 milhões de direito de imagem.

Além de ter sido desprezado por Dorival Júnior, também não se relacionou com Thiago Carpini e Luis Zubeldía.

James Rodríguez não é um jogador fácil.

Ele sabe que é midiático mundialmente.

Teve passagens pelo Real Madrid e pelo Bayern.

E como o treinador argentino que comanda a Colômbia, Nestor Lorenzo, sabe, para desfrutar todo o talento, a visão diferenciada de jogo de James Rodríguez, é preciso paciência e sabedoria.

Primeiro para lidar com seu ego.

Ele gosta de ser tratado como uma estrela.

E, em segundo lugar, montar um esquema tático em que ele esteja acompanhado de companheiros que não se importem em se desgastarem, ‘correr por ele’.

Porque quando ele se sente valorizado, e quando não tem a obrigação de correr atrás de jovens volantes adversários, o investimento ‘vale muito a pena’.

Casares não esperava, mas após a partida, James Rodríguez fez questão de ir ao vestiário brasileiro.

E deu um longo abraço no assustado presidente do São Paulo.

Casares não soube lidar com o jogador midiático que é James Rodríguez. Ele precisa ser mimado e ter um esquema tático que o privilegie. Só assim mostra seu talento

Ele tinha a certeza que os dois nem se falariam, já que é público que o clube paulista busca negociar o meia.

“É um grande jogador, por isso que foi para o São Paulo. Estamos aguardando. Ele veio me dar um abraço, achei generoso por parte dele de vir até o vestiário me abraçar. Acho que é um grande jogador, de nível internacional”, disse aos repórteres que cobrem a Seleção.

James Rodríguez foi escolhido o melhor da partida de ontem, com direito a troféu.

Os jornalistas fizeram a óbvia pergunta a Casares.

“Não há chance dele ficar no São Paulo?”

O dirigente se lembrou das conversas duras com Dorival, Carpini e Zubeldía sobre o colombiano.

E as queixas que ele não aceita a reserva.

“Quem sabe? Depende! Conversamos...

“Depois da Copa América todos temos que sentar e conversar.

“Ele ainda é atleta do São Paulo e vamos esperar a Copa América terminar.”

Seu contrato vai até julho de 2025.

Ou seja, há ainda um ano.

Nestes primeiros 12 meses de Morumbi, entrou em campo apenas 22 vezes.

Empresários representando clubes norte-americanos já sondaram o jogador.

Mas cabe à direção do São Paulo e ao técnico Zubeldía reverter a situação.

E aproveitar o talentoso meia que já está no Morumbi.

Rafinha e Lucas já tentaram a aproximação.

Vai depender agora da capacidade de Casares como presidente.

E do treinador argentino perceberem o talento que estão desperdiçando.

Por não saberem criar um bom ambiente ao midiático, e mimado, meia...




Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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