‘São Paulo é incaível.’ Garante, sorridente, o presidente do São Paulo. Diante da multa de Crespo, decide ‘ter paciência’ com o técnico. Confirma Rafinha. E jura que não vai disputar reeleição
Muito além da perda da Copa São Paulo para o Cruzeiro, hoje, por 2 a 1, foram as declarações de Harry Massis que capitalizaram a atenção no Pacaembu

Harry Massis havia ficado irritadíssimo com Crespo.
Não gostou de suas declarações, após a derrota para o Palmeiras.
A campanha do São Paulo é assustadora.
Ocupa a antepenúltima colocação.
Empatado em pontos com o Noroeste, penúltimo.
Dos 15 pontos disputados, perdeu 11.
Ganhou só quatro.
Após a derrota para o Palmeiras, o treinador argentino disse, entre outras coisas, que sua meta em 2026, com o São Paulo, é fazer o clube chegar a 45 pontos no Brasileiro.
Ou seja, o objetivo é fugir do rebaixamento.
Como o blog informou nesta manhã, Massis ficou possesso com o pessimismo.
Analisando até a possibilidade de demitir Crespo.
Só que ele recuou.
Por conta da multa rescisória do treinador.
Ele recebe cerca de R$ 1 milhão por mês.
E tem multa pesada.
Ao contrário do que acontecia com outros técnicos, se mandado embora, terá direito aos salários que receberia até o final do contrato.
Ou seja, R$ 11 milhões.
Essa foi a exigência do técnico ao ex-presidente Julio Casares. O argentino chegou até a procurar a Fifa por conta de uma dívida que o próprio São Paulo tinha com ele, desde 2021, de R$ 2,7 milhões.
O clube, que costuma acertar multa de três meses com treinadores, recuou e se submeteu a exigência de Crespo.
Com o São Paulo devendo cerca de R$ 1,1 bilhão e atrasando direito de imagens dos jogadores, gastar R$ 11 milhões para pagar a multa de Crespo seria improdutivo. O clube precisa de reforços e não consegue verba para contratar.
Inteligente, Massis resolveu minimizar as palavras de Crespo. E seguirá com o argentino.
“Nós não vamos pensar em 45 pontos. Nós temos que ir muito além.
“Nós temos que tentar uma classificação para a Libertadores. Tem o oitavo lugar, tem esse lugar assegurado. Então nós temos que pensar nisso. Ele (Crespo) foi muito modesto.
“O Crespo tem todo o apoio da diretoria”, avisou.
Sim, é isso… A meta do São Paulo em 2026 é buscar o oitavo lugar no Brasileiro.
Em relação à péssima campanha no Paulista, Massis apelou para a ironia.
“Talvez o time não se classifique. Mas não vai cair. Não há essa possibilidade.
“O São Paulo é ‘incaível’!”
Sim, o dirigente assegurou: ‘incaível’...
Mas admitiu que o clube pode não se classificar, entre os oito clubes que disputarão o título de 2026.
“É complicado. O próximo jogo é o Santos, muito difícil. Depois vem Primavera e Ponte Preta, muito difíceis também. Agora, cair, hipótese alguma. Talvez não consiga se classificar, mas cair, não vamos pensar nisso. O São Paulo é incaível, como todo mundo fala. Acho que não existe essa possibilidade.”
Ele garantiu que Rafinha está contratado para o lugar de Muricy Ramalho, na coordenação de futebol. O ex-treinador ‘pediu demissão’, após a renúncia de Casares.
“É o Rafinha. Ele está apenas com problemas para a sua liberação (do canal esportivo Sportv). Mas já acertamos a sua contratação. E de quando será o seu contrato? Não sei”, confessou, para espanto geral dos repórteres.

Ele garantiu que a negociação envolvendo Alisson e o Corinthians está fechada e o empréstimo será confirmado. ‘O Corinthians vai pagar amanhã (R$ 1 milhão para ficar com o volante até o final do ano). Está tudo certo.”
Quanto a contratações para reforçar o São Paulo, ele avisou que os torcedores precisam apoiar. O dirigente já pediu para Crespo apostar nos garotos que formam o time que perdeu para o Cruzeiro, na final da Copa São Paulo.
Há algo muito importante no mercado.
Jogadores como Savarino e Vitinho, do Botafogo, não querem nem pensar em trabalhar no São Paulo atual, mergulhado em crise financeira e política.
Aos 80 anos, Harry Massis já deu sua palavra hoje. Não vai concorrer à reeleição, no final de ano.

“Não. Minha missão termina em dezembro. Não vou tentar a reeleição. Esta é uma decisão que já tomei. A minha contribuição ao São Paulo terminará em dezembro deste ano.”
Massis não quer mais falar sobre a passagem de Julio Casares na presidência. E menos ainda sobre as denúncias policiais.
“Já passou. É um novo tempo no São Paulo…”















