Cosme Rímoli Ronaldo não reclama da ausência de Gabigol na Copa. Por ele, Tite tinha de levar Endrick

Ronaldo não reclama da ausência de Gabigol na Copa. Por ele, Tite tinha de levar Endrick

O dono do Cruzeiro e ex-melhor do mundo acredita que Endrick mereceria ter a chance, mesmo só com 16 anos, de ir para o Mundial. Para amadurecer. Como aconteceu com Ronaldo em 1994 e com Kaká, em 2002

  • Cosme Rímoli | Do R7

Ronaldo não lamenta por Gabigol. E sim por Endrick, que poderia entender a pressão de jogar na Seleção

Ronaldo não lamenta por Gabigol. E sim por Endrick, que poderia entender a pressão de jogar na Seleção

Reprodução/Twitter

São Paulo, Brasil

"Andam reclamando da ausência do Gabigol... 

"Mas se fosse para levar um...

"Para fazer parte ali, com poucas opções de atuar realmente, eu levaria o Endrick.

"Acho que é um menino com um futuro promissor demais, que já está atuando no profissional. Para ele seria uma experiência sensacional.

"Para o futuro da Seleção Brasileira.

"Em 2010, o Dunga não levou o Neymar mesmo com o Brasil inteiro pedindo. Em 1994 o Parreira me levou, e 2002 o Felipão levou o Kaká. Acho que caberia um planejamento de futuro, o Endrick fazer parte dessa convocação."

A opinião não poderia ter mais fundamento.

Ronaldo Fenômeno não teve meias palavras em afirmar que Tite deveria ter chamado o atacante do Palmeiras, de apenas 16 anos, para a Copa do Catar.

Ronaldo na Copa de 1994. Foi para ganhar experiência e maturidade. Aproveitou. Foi melhor do mundo

Ronaldo na Copa de 1994. Foi para ganhar experiência e maturidade. Aproveitou. Foi melhor do mundo

Reprodução/Twitter

Em 1994, o atacante foi aos Estados Unidos apenas para ganhar experiência.

Eu cobri aquele Mundial e entrevistei Parreira sobre Ronaldo.

"A Copa foi muito difícil e eu sabia que o Brasil tinha um jogador excepcional nascendo. O Ronaldo tinha 17 anos e o Mundial foi bastante competitivo. Só fazer parte do ambiente da Copa, dos treinamentos com a Seleção, tenho certeza que foi importante para acelerar sua maturidade. Ele foi percebendo a excelência de atleta que se tornaria."

Felipão também me falou sobre levar Kaká no Mundial de 2002.

O ex-meia do São Paulo tinha 20 anos.

"Ele já tinha mostrado ser diferente. Seu talento com a bola nos pés. Nas arrancadas. Na visão de jogo. Precisava viver a tensão, o nervosismo, a dificuldade que é disputar a a Copa do Mundo. E isso refletiu muito bem na sua carreira."

Tanto Ronaldo quanto Kaká se transformaram nos melhores do mundo.

Mas Tite não teve essa coragem.

Mesmo tendo a possibilidade de levar 26 jogadores, ao contrário de Parreira e Felipão, que levaram apenas 22 atletas aos seus Mundiais, negou a chance a Endrick.

Kaká. Foi levado por Felipão para a Copa de 2002 também como preparação para o futuro

Kaká. Foi levado por Felipão para a Copa de 2002 também como preparação para o futuro

Reprodução/Twitter

Ousadia nunca foi a marca registrada do atual treinador da Seleção.

Como irá embora após a Copa, ele pensou apenas em jogadores prontos para atuar.

Mesmo sabendo que não usará os nove atacantes que chamou.

Não quis reservar uma vaga para o futuro...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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