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Cosme Rímoli - Blogs
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Aos 38 anos, Rafinha alerta. Final contra o Palmeiras em 2022 ensinou: respeito total ao Flamengo na decisão no Morumbi

Não foi por acaso que o lateral exigiu 'pezinho no chão' dos companheiros depois da vitória contra o Palmeiras, ontem no Maracanã. O trauma da final do Paulista contra o Palmeiras ainda existe

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli


Rafinha. O grande líder do elenco do São Paulo. Aos 38 anos, se o clube vencer a Copa do Brasil, vai renovar
Rafinha. O grande líder do elenco do São Paulo. Aos 38 anos, se o clube vencer a Copa do Brasil, vai renovar

Rio de Janeiro, Brasil

Em novembro de 2022, havia muita dúvida no Morumbi.

Rogério Ceni estava em dúvida se valeria a pena a renovação de Rafinha.

E expôs a situação ao presidente Julio Casares.

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O lateral tinha 37 anos, uma idade avançada.

O planejamento de Ceni era que o elenco deveria ser rejuvenecido.

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Foi assim que se optou pela dispensa de Miranda, que tinha 38 anos.

Mas Casares e Muricy Ramalho iam por outro caminho.

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Apostavam no poder de liderança de Rafinha.

O jogador não só cobrava os mais jovens, os experientes.

Como também fazia questão de encorajá-los e orientá-los taticamente, detalhando as determinações de Rogério Ceni.

Foi quando Casares achou a solução.

Se Rafinha aceitasse uma redução de 10% no seu salário, ele seguiria no Morumbi, em 2024.

E a porcentagem foi acertada.

Redução de 10%.

De R$ 550 mil, ele passaria a receber R$ 500 mil.

O plano do lateral era atuar em 2024 no São Paulo e encerrar a carreira, em 2025, no Coritiba, clube que o lançou para o mundo.

O jogador passou a treinar ainda mais do que sempre fez e foi se tornando cada vez mais importante para o time.

Com a troca de Ceni por Dorival, seu espaço ficou ainda maior.

É o grande líder dos atletas, participando de tudo. Da discussão de premiação, contatos ou não com organizadas, trocas de ideia com o treinador.

E fisicamente está rendendo mais do que nos dois últimos anos.

No jogo de ontem, conseguiu travar Bruno Henrique. Atuou muito bem, com Wellington Rato perseguindo Ayrton Lucas, evitando triangulações pela esquerda do ataque flamenguista.

Sua voz nos vestiários desperta muito respeito.

Não foi por acaso que ele — fez questão de mostrar no gramado do Maracanã, ontem à tarde — não deixou que seus companheiros comemorassem de maneira exagerada a vitória contra o Flamengo, na primeira partida final da Copa do Brasil.

"O Dorival preparou o time muito bem, sabemos da força do Flamengo, conheço bem, estive aqui, uma equipe poderosa, muito forte, todo jogador tem qualidade gigante. A gente se comportou muito bem, parabéns à nossa equipe. É muito difícil jogar aqui.

"O Maraca estava lindo, isso é prazeroso, estamos contentes de ter conquistado a vitória, mas isso não significa nada, tem mais 90 minutos, temos que fazer outro jogo como hoje, impecável, para sair com o título. Pezinho no chão, é devagar, devagar, um jogo só não adianta nada."

Além de ter jogado no Flamengo e, realmente, reconhecer o potencial de seus ex-companheiros, o vivido lateral lembra muito bem o que aconteceu no Campeonato Paulista de 2022.

O São Paulo havia vencido a primeira partida final contra o Palmeiras por 3 a 1.

O clima no clube de conquista antecipada, já que o rival teria de vencer por três gols de vantagem, para ficar com o título.

O resultado foi 4 a 0 para o Palmeiras.

Rafinha foi um dos atletas mais constrangidos, abatidos com a goleada sofrida.

Por isso, ontem mesmo, em plena euforia pela vitória são-paulina, ele exerceu seu papel. E tratou de lembrar a todos que o título inédito da Copa do Brasil não seria perdido por desprezo ao Flamengo.

Dorival foi no mesmo caminho.

Não só para os jornalistas, mas para os seus jogadores.

Rafinha está exercendo tão bem sua liderança que seus planos podem ser mudados.

E, se o São Paulo for campeão e garantir uma vaga na Libertadores de 2024, o lateral ficará no clube.

Mesmo a caminho dos 39 anos.

E sem nova redução de salário.

Sua liderança e dedicação nunca foram tão reconhecidas no Morumbi...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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