‘Problemas do São Paulo, resolvemos no São Paulo.’ Ex-presidentes blindam Casares. Pedem para não renunciar. E garantem. Não haverá impeachment
Na reunião do Conselho Consultivo, que não recomendou o impeachment de Casares, ele recebeu apoios importantes. E ouviu de um ex-presidente que as questões que o envolvem são ‘internas’. E serão resolvidas sem impeachment. Lembrou que a oposição não tem votos suficientes
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Apesar de um torcedor dar um soco no vidro do seu luxuoso carro, e dos inúmeros questionamentos por parte da imprensa, envolvendo até seus familiares, Julio Casares saiu aliviado ontem, da reunião do Conselho Consultivo.
O encontro que aconteceu próximo à avenida Paulista reuniu nove conselheiros importantes do São Paulo.
E oito deles asseguraram que não recomendavam o impeachment de Casares, apesar das denúncias feitas pela Polícia, das ‘estranhas’ transações de R$ 1,5 milhão, na conta pessoal do presidente.
E também cerca de R$ 11 milhões retirados do São Paulo, em 35 saques, durante a atual gestão, os principais líderes do grupo Participação, garantiram: não sofrerá impeachment.
Os principais defensores de Casares são os ex-presidentes Carlos Miguel Aidar, Leco e José Eduardo Mesquita.
Eles resolveram blindá-lo das denúncias.
Os três foram muito questionados por decisões administrativas. Principalmente Aidar, que acabou renunciando.
Ele disse ao atual presidente que foi precipitado e se arrependeu de ter ‘cedido a pressões’ e deixado a presidência. Leco também garantiu a Casares que a situação tem votos suficientes para anular a tentativa de impeachment.
Pimenta repetiu a frase. “Problemas do São Paulo resolvemos no São Paulo.”
Ou seja, não fora do clube.
Pimenta foi o presidente do Conselho Consultivo.
E divulgou a seguinte nota à imprensa.
“1 – As acusações carecem de provas materiais, especificamente contra o Presidente, que alegou inocência.
2 – O Secretário Geral do Conselho, em seu livro “O impeachment na Constituição de 1988” – Edição Cejup – Belém do Pará – 1992¹ mostrou através do uso deste Instituto no Brasil e no exterior, que a decisão do Colegiado (parlamento), quando o utiliza, tem uma base jurídica inicial, mas sua decisão final é política, ou seja, se tem a pessoa acusada condições ou não de continuar dirigindo o País, a unidade federativa provincial ou municipal sob sua condução.
3 – Não obstante a gravidade do momento, diante da inexistência de prova material ou de comportamento que já não tenha sido, habitualmente, utilizado na direção do Clube, entende que, do ponto de vista estritamente jurídico, não há elementos de prova material para justificar um parecer favorável ao impeachment presidencial."
Apesar das fortes denúncias, Casares saiu fortalecido da reunião de ontem, do Conselho Consultivo, para recomendar ou não o impeachment.
Na decisão ficou evidente como a situação é fortíssima. Dos nove conselheiros, oito não recomendaram o impeachment. Somente José Carlos Ferreira Alves votou pela recomendação do impedimento do atual presidente.
Casares saiu muito aliviado.
E, mesmo com a pressão popular, até das torcidas organizadas, para que renuncie, diante das denúncias, ele tem certeza que não sofrerá impeachment.
O Conselho Deliberativo decidiu que a votação dos conselheiros, para que haja ou não a saída forçada de Casares, está marcada para o dia 14 de janeiro.
Serão 255 conselheiros com direito a voto. Pelo estatuto são necessários dois terços dos votantes para que o presidente seja afastado. Maioria qualificada é o termo. Ou seja, 171 votos.
O grupo que apoia o atual presidente tem a certeza: a oposição não conseguirá chegar perto desse número.
E apesar de toda cobrança exterior, para essas lideranças da situação, como Carlos Miguel, Pimenta e Leco, Casares não cairá. Por isso insistem com ele para que não renuncie.
A situação segue com, pelo menos 70% dos conselheiros no São Paulo.

Julio Casares estava muito angustiado no início da manhã de ontem, quando vazou a investigação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que chegou até a Polícia. Tinha certeza que perderia o cargo.
Mas na madrugada de hoje, estava muito mais tranquilo. Otimista. Acredita que seguirá na presidência. Não acredita que 171 conselheiros votarão pelo seu impeachment. Ele não quer renunciar. E tem apoio pesado para ficar.
Na justiça, seus advogados o defenderão. O processo poderá levar anos para ser concluído. O mandato de Casares no São Paulo terminará em dezembro.
Mas conselheiros da oposição, agora com a apoio das organizadas, prometem lutar.
E garantem que Casares nunca esteve tão vulnerável.
Se ele perder o mandato, assumirá o vice-presidente, Harry Massis, conselheiro de 80 anos. E representante histórico da situação.
A princípio, ele ficará até o final do mandato de Casares.
Mas há um movimento para que nova eleição aconteça em seguida ao eventual impeachment...















