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Polícia chega, finalmente, aos mandantes do selvagem ataque ao ônibus do Fortaleza. Presidente e vice de organizada do Sport

A absurda tocaia ao ônibus da delegação do Fortaleza tem seus mandantes descobertos. De acordo com a polícia de Pernambuco, são o presidente e o vice da Torcida Jovem do Leão, do Sport. Ambos já foram presos

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Jogadores do Fortaleza feridos. Bombardeio de rojões, pedras, pedaços de cano. Sorte ninguém ter morrido
Jogadores do Fortaleza feridos. Bombardeio de rojões, pedras, pedaços de cano. Sorte ninguém ter morrido Jogadores do Fortaleza feridos. Bombardeio de rojões, pedras, pedaços de cano. Sorte ninguém ter morrido (Instagram/Fortaleza)

São Paulo, Brasil

Tentativa de Homicídio - Art. 121, Art. 14 Inc. II do CP

Associação Criminosa - Art. 288 do CP

Dano ao Patrimônio - Art. 163 do CP

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Provocação de Tumulto - Art. 201 da Lei 14.597 de 2023

A Polícia Civil de Pernambuco não tem mais dúvida.

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A Coordenadoria de Recursos Especiais investigou desde o dia 22 de fevereiro quem foram os mandantes e as pessoas que atacaram o ônibus do Fortaleza, depois do empate em 1 a 1, com o Sport, pela Copa do Nordeste.

Os mandantes, de acordo com os policiais, são o presidente e o vice-presidente da Torcida Jovem do Leão.

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Quatro integrantes da mesma organizada já estavam presos e serão também serão acusados de tentativa de homicídio e associação criminosa.

Bombas caseiras, pedras, rojões e pedaços de canos de metal foram atirados contra o ônibus.

O veículo não era blindado.

Os vidros das janelas do ônibus foram arrebentados.

As pedras, enormes, causaram os maiores ferimentos.

O piso do veículo ficou ensanguentado.

Cena de guerra urbana.

Jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes não morreram por sorte.

"Nós estamos falando de seis atletas periciados. Dos seis, eu acompanhei pelo menos 1.200 lesões nesses atletas. A natureza das lesões fala por si só. Temos lesões contusas, perfurantes, queimaduras de segundo grau, lesões com deformidade definitiva. Temos lesões que não vão se apagar mais, que são cicatrizes definitivas.

"Não tenho dúvidas de que não estamos hoje velando alguém por segundos ou pela mão de Deus. Porque muitas das lesões poderiam ser fatais por centímetros", confessou o médico do clube, Cláudio Maurício.

Janelas do ônibus foram estilhaçadas pelas pedras, pedaços de metal, rojões e bombas caseiras
Janelas do ônibus foram estilhaçadas pelas pedras, pedaços de metal, rojões e bombas caseiras Janelas do ônibus foram estilhaçadas pelas pedras, pedaços de metal, rojões e bombas caseiras (Instagram/Fortaleza)

A condição dos feridos, nas palavras do médico, no dia seguinte ao selvagem ataque.

"O Escobar foi o mais machucado fisicamente. Além dos cortes na face e na boca, ele teve o trauma cranioencefálico, perda transitória de consciência. Inicialmente ficou na UTI até ser avaliado. Depois foi transferido para outro hospital. Conversamos com ele, está com dor nas regiões machucadas, muito inchado.

"O Titi está com um pequeno fragmento - de vidro ou bomba - na região da panturrilha. Vai ser avaliado para ver se a gente localiza para fazer a ressecção. Desconforto e edema na região.

"Brítez teve as lesões maiores nos dois tornozelos. Um deles bastante inflamado, com acometimento de um próximo ao tendão de Aquiles.

"O Dudu está com várias pequenas lesões de fragmento no braço, perna e cabeça. Ainda tem a sequela dos ferimentos.

"O Sasha: várias lesões de fragmentos nas pernas, braço e cabeça.

"João Ricardo: leve trauma na cabeça, além do corte."

De acordo com o delegado Raul Carvalho, da Delegacia de Repressão à Intolerância Esportiva, o ataque deveria ter acontecido contra ônibus que levava torcedores do Fortaleza.

Só que um ônibus quebrou e outros dois de torcedores do time cearense ficaram esperando.

Enquanto isso, no local da tocaia, passou o time do Fortaleza.

Daí veio comando para que o ataque fosse feito contra a delegação.

O futebol brasileiro acompanhará de perto.

Para que os criminosos sejam punidos, de verdade.

A pena para tentativa de homicídio varia de seis a vinte anos de reclusão.

A de associação criminosa, um a três anos.

Dano ao patrimônio: de um a seis meses.

Provocação de tumulto: 15 dias a seis meses.

Não há espaço para essa selvageria na sociedade...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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