Cosme Rímoli Pênalti infantil de Hulk. E Atlético desperdiça chance de disparar

Pênalti infantil de Hulk. E Atlético desperdiça chance de disparar

O time de Cuca mostrou muito nervosismo, ansiedade. E apenas empatou com o limitado Fluminense. 1 a 1. Palmeiras e Flamengo comemoraram

  • Cosme Rímoli | Do R7

Hulk cometeu pênalti infantil. E Atlético desperdiçou dois pontos contra o Fluminense

Hulk cometeu pênalti infantil. E Atlético desperdiçou dois pontos contra o Fluminense

ALEXANDRE DURÃO/ZIMEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 23/08/2021

São Paulo, Brasil

"Quando você tem nove vitórias seguidas e elas são seguidas de um empate, não é ruim não. O ruim era perder. Leva-se um ponto que pode ser muito valioso."

Essa foi a desculpa de Cuca, em São Januário, logo após o decepcionante empate com o Fluminense.

Uma vitória abriria oito pontos de vantagem do Palmeiras, segundo colocado. E seis, caso o Flamengo vença seus dois jogos a menos.

Mas veio o empate e Atlético tem apenaas seis pontos a mais que o Palmeiras e a quatro do Flamengo, se o clube ganhar suas partidas atrasadas.

Cuca acompanhou e comemorou com seus jogadores na concentração a derrota palmeirense para o Cuiabá e o empate entre Flamengo e Ceará.

Era para ser a rodada ideal para o Atlético.

Mas...

A atuação do time mineiro misturou afobação, irritação, nervosismo e incrediludidade. Estava evidente que a equipe atleticana não esperava tamanha resistência do Fluminense de Marcão.

A equipe carioca mostrou as limitações técnicas de sempre, com o fraco elenco que possui. Mas a diferença com a equipe de Roger Machado foi a determinação, a vibração, a gana para cada dividida. Nem parecia o time apático, eliminado da Libertadores pelo Barcelona de Guayaquil.

E ainda ganhou um pênalti. Hulk foi totalmente imprudente e acertou uma cotovelada no rosto de Lucca Claro em um escanteio banal.  Fred marcou seu 154º gol no Brasileiro.

A partir daí, 24 minutos do primeiro tempo, os nervos do time atleticano prevaleçaram sobre o racional. O time que havia vencido o River Plate por 3 a 0 não iria perder para o Fluminense. Estava claro no semblante dos jogadores a revolta com o resultado.

O Fluminsense segurou impávido o resultado até os 35 minutos do segundo tempo. Tomando duas bolas nas traves, inclusive.

Quando Gabriel Teixeira, sozinho com Everson, teve a chance de fazer 2 a 0, mas chutou longe do gol.

Diante do desperdício, o castigo.

Muito oportunista Sacha empatou a partida.

O Atlético sonhava com a virada, em São Januário, mas não escapou da forte marcação do Fluminense. 1 a 1.

Empate ruim, diante das circunstâncias.

"Nós dominamos, controlamos, tivemos a posse de bola absoluta do jogo, criamos as oportunidades, ela deu na trave duas vezes e não entrou. Na terceira, ela entrou. O adversário teve uma chance de contra-ataque, que é natural, porque você está expondo o time. Isso está no preço. No dia que não dá para ganhar, leva-se embora um ponto", tentava se animar, Cuca.

A verdade é que o Atlético, que sonha quebrar o jejum de 51 anos sem título do Brasileiro, desperdiçou a chance de chegar à décima vitória consecutiva.

O time tomou a lição.

Não adianta afobação, irritação com o bom desempenho adversário. 

Ainda mais porque terá o Fluminense, de novo, na quinta-feira. Pelas quartas da Copa do Brasil.

O Atlético que aprenda com esse tropeço.

A vitória seria fundamental psicologicamente.

Desgarrar dos seus rivais.

Que sirva de lição para Cuca.

Seu time de R$ 180 milhões precisa ser forte mentalmente.

Ontem, em São Januário, não foi...

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